Porcelanato vs cerâmica, o duelo pela durabilidade na sua sala em 2026
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Em ambientes residenciais e comerciais, a movimentação de cadeiras, sofás e eletrodomésticos costuma levantar uma dúvida recorrente: o que risca menos, piso cerâmico ou porcelanato? A escolha do revestimento impacta diretamente a aparência ao longo dos anos, principalmente em salas, cozinhas e áreas de grande circulação, e entender características como resistência, tipo de acabamento e forma de uso diário é essencial para evitar marcas causadas por móveis sem abrir mão da estética e do custo.

O que diferencia piso cerâmico e porcelanato na resistência a riscos?
Embora ambos sejam revestimentos à base de argila e outros minerais, piso cerâmico e porcelanato passam por processos de fabricação diferentes, o que influencia diretamente a dureza da superfície. O porcelanato utiliza matérias-primas mais refinadas, prensagem intensa e queima em temperaturas elevadas, resultando em uma peça mais densa, compacta e com menor absorção de água.
Já a cerâmica comum costuma ter uma camada de esmalte mais exposta, que pode sofrer microabrasão com o atrito de rodízios, pés de móveis metálicos ou partículas de areia trazidas da rua. Isso não significa que todo piso cerâmico risca facilmente, mas indica que, em média, o porcelanato apresenta melhor desempenho em áreas com movimentação intensa de mobiliário, desde que a classificação de uso seja adequada ao ambiente.
Qual piso resiste mais aos riscos de móveis em diferentes ambientes?
No comparativo direto, muitos fabricantes indicam o porcelanato como o revestimento com maior resistência a riscos, inclusive contra o arraste de móveis pesados. Em porcelanatos técnicos (sem esmalte) ou polidos com boa classificação de dureza, cadeiras e mesas tendem a deixar menos marcas, principalmente quando os pés estão protegidos com feltros ou protetores plásticos.
O piso cerâmico pode ter bom desempenho em cômodos com menor fluxo de móveis ou quando se utilizam linhas de alta resistência, próprias para áreas de grande circulação. Em locais onde cadeiras são constantemente arrastadas, como escritórios, salas de jantar ou varandas gourmet, o esmalte cerâmico fica mais vulnerável a riscos, e a recomendação técnica costuma favorecer o porcelanato com classe de uso mais robusta.

Quais fatores além do material influenciam nos riscos do piso?
A resistência a riscos de piso cerâmico e porcelanato não depende apenas do tipo de revestimento, mas também de fatores como classe de abrasão (PEI), ambiente de uso e tipo de mobiliário. Esses elementos ajudam a definir se o piso suportará o tráfego diário, o arraste de móveis e a presença eventual de partículas abrasivas.
Para facilitar a escolha adequada, é importante observar alguns pontos práticos que interferem diretamente na durabilidade e aparência do piso ao longo do tempo:
- Ambiente de uso: áreas comerciais ou com grande circulação pedem revestimentos com classificação superior.
- Tipo de móvel: móveis com rodízios duros ou pés metálicos sem proteção concentram mais pressão em pontos específicos.
- Presença de sujeira abrasiva: areia, pedrinhas e resíduos sólidos funcionam como lixa sob as bases dos móveis.
- Acabamento da peça: superfícies muito polidas podem mostrar riscos finos com mais facilidade que acabamentos acetinados ou foscos.
Como proteger e escolher o melhor piso para áreas com muitos móveis?
Independentemente da escolha entre porcelanato ou piso cerâmico, alguns cuidados ajudam a preservar o revestimento e minimizar riscos, como instalar feltros nos pés de cadeiras e mesas, evitar arrastar móveis pesados e manter a limpeza regular para remover grãos de areia. O uso de tapetes e passadeiras em áreas de maior movimentação também contribui para reduzir o contato direto dos móveis com o piso.
Na decisão entre piso cerâmico e porcelanato para locais onde cadeiras e móveis são movimentados com frequência, costuma-se considerar resistência, custo e manutenção. Em áreas como salas de jantar, escritórios domésticos, recepções e ambientes corporativos, o porcelanato bem classificado tende a ser mais indicado, enquanto em quartos e espaços com mobiliário mais estático, pisos cerâmicos de qualidade podem atender de forma satisfatória, desde que instalados corretamente e usados com proteção adequada nos móveis.