Poucos sabem que o ketchup já foi vendido em farmácia como remédio

ketchup como remédio, história do molho e curiosidades de farmácia

18/01/2026 17:36

O uso do ketchup como remédio desperta curiosidade em quem aprecia o famoso molho de tomate atualmente. Antigamente, médicos prescreviam essa substância para tratar diversos males digestivos de forma inusitada e frequente. O autor mostra que essa história transforma nossa visão sobre o condimento mais popular das lanchonetes modernas.

Para entender essa trajetória, precisamos voltar ao século XIX, quando o extrato de tomate ganhou fama medicinal
Para entender essa trajetória, precisamos voltar ao século XIX, quando o extrato de tomate ganhou fama medicinalImagem gerada por inteligência artificial

Como o ketchup como remédio surgiu na história?

Para entender essa trajetória, precisamos voltar ao século XIX, quando o extrato de tomate ganhou fama medicinal. O Dr. John Cook Bennett defendia que os tomates possuíam propriedades curativas capazes de combater a diarreia e a icterícia de maneira eficaz. Nesse sentido, ele transformou o molho em pílulas que as pessoas compravam em farmácias locais como um tônico milagroso.

Além disso, a popularidade desse produto cresceu rapidamente entre a população que buscava alternativas naturais para a saúde intestinal. Muitos farmacêuticos da época lucraram alto com a venda dessas cápsulas concentradas antes do produto virar um item culinário. Por outro lado, a propaganda massiva ajudou a consolidar a imagem do tomate como um ingrediente essencial para o bem-estar físico naquela sociedade.

Quais doenças o molho de tomate tratava?

Os boticários da época recomendavam o consumo do extrato para aliviar sintomas de indigestão severa e calafrios persistentes. Muitos pacientes acreditavam fielmente que os componentes dos tomates agiam como um purificador potente para o organismo humano debilitado. Nesse contexto, a medicina alternativa do período utilizava o ketchup como remédio para quase qualquer desconforto gástrico relatado pelos clientes.

Contudo, a lista de aplicações era vasta e incluía problemas que hoje trataríamos com medicamentos específicos e tecnologia avançada. O texto mostra as principais condições que os médicos tentavam solucionar com essa receita peculiar do passado:

  • Indigestão crônica e dores estomacais;
  • Casos frequentes de diarreia e desinteria;
  • Surtos de icterícia e problemas biliares;
  • Crises de reumatismo nas articulações.
Para entender essa trajetória, precisamos voltar ao século XIX, quando o extrato de tomate ganhou fama medicinal
Para entender essa trajetória, precisamos voltar ao século XIX, quando o extrato de tomate ganhou fama medicinalImagem gerada por inteligência artificial

Por que o ketchup como remédio virou condimento?

A mudança ocorreu quando surgiram críticas sobre a eficácia real dessas pílulas milagrosas comercializadas em larga escala por charlatões. Consequentemente, a indústria alimentícia percebeu o potencial do sabor e decidiu focar na experiência gastronômica dos consumidores urbanos. Ademais, a adição de açúcar e vinagre transformou o antigo concentrado amargo em um acompanhamento perfeito para diversos pratos rápidos.

Atualmente, o mundo inteiro consome o produto apenas por seu valor culinário e prazer gustativo durante as refeições. A tabela abaixo demonstra as diferenças fundamentais entre o uso antigo e a aplicação moderna que conhecemos hoje:

Característica Uso no Século XIX Uso Contemporâneo
Finalidade Medicinal/Curativa Condimento/Sabor
Local de Venda Farmácias e Boticários Supermercados
Formato Pílulas e Extratos Molho Líquido

O perfil explica com detalhes divertidos como a transição do armário de remédios para a mesa da lanchonete aconteceu de forma inusitada através do canal cnumsabe_ do TikTok:

@cnumsabe_

O Ketchup ja foi vendido como remedio 🤔💊 #vocesabia #curiosidades ♬ som original - Cnumsabe

Quais eram os ingredientes da fórmula original?

A receita antiga diferia bastante da versão industrializada que encontramos hoje nas prateleiras dos supermercados brasileiros. No passado, os preparos incluíam especiarias fortes e extratos concentrados de tomate sem os conservantes e corantes artificiais modernos. Além disso, os produtores focavam na densidade do fruto para garantir que as propriedades terapêuticas permanecessem intactas durante o armazenamento.

Nesse sentido, os boticários misturavam ervas e elementos botânicos para potencializar o suposto efeito curativo da mistura avermelhada. O autor indica alguns componentes que faziam parte dessa alquimia histórica antes da padronização industrial:

  • Polpa de tomate altamente concentrada;
  • Especiarias como cravo e canela;
  • Vinagre de maçã para conservação básica;
  • Extratos herbais variados conforme o fabricante.