Quantas garrafas PET precisam ser vendidas pra pagar uma conta de luz em 2026?
O valor pago pelos cooperativas de reciclagem e sucateiros varia bastante conforme a região do país e o volume negociado
Você separa as garrafas PET achando que está fazendo uma boa ação ambiental, mas já parou para pensar quanto esse material realmente vale em dinheiro? Com as tarifas de energia elétrica disparando em 2026, muita gente descobriu que vender recicláveis pode ajudar a pagar uma parte das contas mensais. A questão é saber quantas garrafas você precisaria juntar para cobrir o valor da conta de luz e se esse esforço realmente compensa financeiramente.

Qual é o preço atual do quilo de garrafas PET?
O valor pago pelos cooperativas de reciclagem e sucateiros varia bastante conforme a região do país e o volume negociado, mas a média nacional gira em torno de um real e cinquenta centavos a dois reais por quilo de PET. Em grandes centros urbanos onde a concorrência entre compradores é maior, o preço pode chegar a dois reais e cinquenta centavos o quilo. Já em cidades menores ou áreas afastadas, o valor cai para um real ou até oitenta centavos quando o material está sujo ou misturado com outros plásticos.
Uma garrafa PET vazia de dois litros pesa aproximadamente cinquenta gramas, enquanto as de um litro pesam cerca de trinta gramas e as de seiscentos ml ficam em vinte e cinco gramas. Isso significa que você precisa de vinte garrafas de dois litros para completar um quilo de material reciclável. O preço também depende da limpeza e da qualidade das garrafas, sem rótulos e tampas o valor sobe porque facilita o processamento na indústria recicladora.
Quanto custa uma conta de luz média em 2026?
As tarifas de energia elétrica no Brasil subiram consideravelmente nos últimos anos, com reajustes frequentes que pesam no orçamento das famílias. Em 2026, a conta de luz média de uma residência com consumo de duzentos quilowatts-hora por mês varia entre cento e cinquenta a trezentos reais dependendo do estado. Nas capitais do Sudeste como São Paulo e Rio de Janeiro, uma família típica paga em torno de duzentos e cinquenta reais mensais considerando as bandeiras tarifárias e os impostos embutidos.
No Nordeste, onde as tarifas são historicamente mais altas, o mesmo consumo pode ultrapassar trezentos reais em alguns estados. Regiões com forte presença de energia termelétrica ou dependência de distribuidoras privadas enfrentam os custos mais elevados. Para efeito de cálculo, vamos usar o valor médio nacional de duzentos reais como referência para descobrir quantas garrafas PET precisariam ser vendidas para quitar essa conta mensal.

Quantas garrafas são necessárias para pagar a conta?
Considerando o preço médio de dois reais por quilo de PET e uma conta de luz de duzentos reais, você precisaria vender cem quilos de garrafas plásticas por mês. Como cada garrafa de dois litros pesa cinquenta gramas, seriam necessárias duas mil garrafas desse tamanho para atingir os cem quilos. Se você usar garrafas de seiscentos ml que pesam vinte e cinco gramas cada, o número sobe para impressionantes quatro mil unidades mensais.
Para uma família de quatro pessoas que consome em média duas garrafas PET por dia, levaria aproximadamente oito anos e quatro meses para juntar essa quantidade. A conta fica ainda mais desafiadora quando consideramos o espaço necessário para armazenar milhares de garrafas antes da venda, mesmo que amassadas elas ocupam volume considerável. Veja outros aspectos importantes dessa comparação:
- O tempo gasto coletando, limpando, armazenando e transportando as garrafas até o ponto de venda raramente compensa o valor recebido quando calculamos o custo da hora trabalhada nessas atividades
- A variação sazonal do preço do PET pode derrubar o valor para um real o quilo em períodos de baixa demanda industrial, dobrando a quantidade necessária de garrafas para atingir o mesmo retorno financeiro
Vale a pena vender recicláveis para complementar renda?
Para a maioria das famílias, vender garrafas PET não representa uma fonte viável de renda significativa que pague contas mensais fixas. O esforço e o espaço necessários para acumular volume suficiente tornam a atividade impraticável como estratégia financeira principal. No entanto, para catadores profissionais que coletam grandes volumes diários em estabelecimentos comerciais, o negócio pode render entre mil e dois mil reais mensais quando bem organizado.
A verdadeira vantagem da reciclagem doméstica está no impacto ambiental positivo e na possibilidade de transformar um pequeno extra em poupança ao longo do tempo. Se você já separa o lixo por hábito consciente, vender o material acumulado trimestralmente pode render de cinquenta a cem reais para um gasto eventual sem esforço adicional. O valor simbólico de reduzir o lixo enviado aos aterros e contribuir para a economia circular supera largamente o retorno financeiro direto para a maioria das pessoas.