Seu sofá retrátil está travando? O vilão escondido no piso da sala
O truque simples para o sofá deslizar sem riscar a cerâmica polida
Entre os móveis mais presentes nas salas brasileiras, o sofá retrátil ganhou espaço por oferecer conforto e praticidade. No entanto, em alguns ambientes, esse tipo de estofado tende a apresentar desgaste precoce, principalmente quando instalado sobre determinados pisos, pois a relação entre o mecanismo retrátil e o tipo de revestimento no chão influencia diretamente na durabilidade do móvel.

Por que o sofá retrátil sofre mais com o tipo de piso?
O funcionamento do sofá retrátil envolve partes móveis, como trilhos metálicos, rodízios e estruturas deslizantes que se estendem e recolhem. Quando esse sistema atua sobre pisos inadequados ou sem proteção, o esforço mecânico aumenta, o deslize deixa de ser suave e passam a ocorrer travamentos, raspagens e vibrações.
Além disso, o peso do sofá retrátil se concentra de forma diferente de um sofá fixo. Ao puxar a parte móvel, a carga é deslocada para frente, pressionando mais intensamente uma área específica do piso, o que favorece microescorregões em superfícies lisas e maior atrito em pisos ásperos, acelerando o desgaste de trilhos, pés e fixações.
Como o tipo de piso pode acelerar o desgaste do sofá retrátil?
Em revestimentos como porcelanato polido, cerâmica lisa ou piso laminado sem proteção, o atrito entre os pés do sofá retrátil e a superfície gera riscos, trepidações e deslizamentos inesperados. Isso provoca esforço repetitivo nas junções do estofado, contribuindo para folgas internas, ruídos e instabilidade na abertura do mecanismo.
Já em pisos rústicos, de pedra natural ou cimentícios com textura pronunciada, o contato é mais agressivo e pode travar componentes metálicos ou plásticos. Em pisos frios como granito e mármore, a poeira e a areia agem como uma lixa entre o chão e o móvel, desgastando tanto a base do sofá quanto o revestimento e comprometendo a estabilidade ao longo do tempo.
Confira abaixo um vídeo no canal do Youtube Sabará tecidos que ensina como melhorar a espuma do seu sofá retrátil e aumentar a durabilidade:
Quais tipos de piso exigem mais cuidados com o sofá retrátil?
Alguns tipos de piso exigem atenção redobrada na instalação do sofá retrátil, pois favorecem riscos, deslizamentos ou esforço excessivo nos mecanismos. Nessas situações, o problema não está apenas no material, mas principalmente na falta de proteção adequada entre o móvel e o revestimento.
- Porcelanato polido: superfície muito lisa, favorece o deslizamento do sofá e gera riscos visíveis com o atrito dos pés.
- Cerâmica brilhante: comportamento semelhante ao porcelanato, com menor resistência a impactos pontuais de pés e rodízios.
- Piso laminado: propenso a arranhões e folgas entre réguas quando o móvel “anda” com o uso.
- Pisos rústicos ou de pedra: textura elevada que pode danificar componentes metálicos ou plásticos da estrutura retrátil.
- Cimento queimado mal nivelado: desníveis que aumentam o esforço para acionar o mecanismo, favorecendo empenos e desalinhamentos.

Como aumentar a durabilidade do sofá retrátil em diferentes pisos?
Alguns cuidados simples prolongam a vida útil do sofá retrátil em praticamente qualquer piso, reduzindo atrito, distribuindo melhor o peso e evitando movimentos bruscos. A combinação de proteção no contato com o chão e uso correto do móvel faz grande diferença na prevenção de folgas, ruídos e quebras prematuras.
Vale priorizar protetores nos pés, tapetes resistentes sob a área do sofá, correções de nivelamento com calços discretos e nunca arrastar o móvel ao movimentá-lo. Modelos com pés reforçados, rodízios de boa qualidade e estrutura metálica dimensionada corretamente respondem melhor às variações de piso e tendem a manter o funcionamento estável por mais tempo.