Sua TV está arruinando sua sala de estar? Veja o que dizem os designers de interiores
Entenda como hábitos, tecnologia e estilo de vida mudaram essa escolha
Em muitos lares contemporâneos, a TV na sala de estar ainda ocupa lugar de destaque, mesmo com a mudança de hábitos e o aumento do uso de telas portáteis. A dúvida sobre manter ou não o aparelho nesse ambiente aparece com frequência em projetos de reforma e decoração, envolvendo tanto o estilo de vida dos moradores quanto as escolhas de design de interiores. Hoje, além da TV tradicional, entram em cena recursos de automação, projeção e streaming, que também influenciam essa decisão.

TV na sala de estar ainda é o centro da vida social?
Antes de decidir se a TV na sala é indispensável, é importante refletir sobre o papel principal desse cômodo na rotina da casa. Em algumas residências, a sala de estar é um local de recepção mais formal, usado para conversar, ler e receber visitas sem distrações, enquanto em outras também funciona como sala de TV e área principal de lazer.
Quando o objetivo é estimular interação presencial, conversas mais longas e um clima de tranquilidade, a ausência de telas costuma favorecer o comportamento dos moradores. Já em contextos em que o entretenimento audiovisual é prioridade, a presença do aparelho torna-se quase inevitável, especialmente em apartamentos com apenas uma área social ampla ou em plantas integradas, onde sala, jantar e cozinha compartilham o mesmo espaço.
Também vale considerar a configuração tecnológica da casa: quem possui sistemas de som, videogames ou dispositivos de streaming geralmente concentra tudo na sala, tornando o ambiente um hub de convivência e mídia.
Quando a TV na sala de estar é uma boa escolha
A TV na sala de estar costuma ser bem-vinda quando o ambiente é usado como ponto de encontro para família e amigos, como em reuniões para assistir a jogos, filmes ou shows ao vivo. Em lares com crianças ou adolescentes, a sala com TV também pode funcionar como espaço de convivência monitorada, evitando que cada um assista isolado em seu quarto.
Alguns critérios ajudam a identificar se o aparelho faz sentido nesse ambiente e se ele realmente combina com a rotina dos moradores:
- Uso frequente: quando o televisor é ligado diariamente para lazer compartilhado, notícias ou esportes, e faz parte dos rituais de descanso da casa.
- Ausência de outro cômodo de mídia: em imóveis pequenos, a sala costuma ser o único local viável para o equipamento, principalmente quando não há espaço para um home office ou sala de TV dedicada.
- Rotina social centrada em audiovisual: famílias que se reúnem em torno de filmes, séries, games e eventos esportivos tendem a priorizar esse recurso.
Nesses casos, vale investir em ergonomia: distância adequada entre sofá e tela, altura correta de instalação e poltronas confortáveis para longas sessões.
Quando faz sentido ter uma sala de estar sem TV
Em lares em que leitura, estudo ou trabalho remoto ocupam grande parte do dia, uma sala sem TV pode trazer mais foco e concentração. A ausência do aparelho reduz estímulos visuais e sonoros, ajudando a manter o ambiente adequado para tarefas que exigem silêncio e atenção.
Também é comum retirar o televisor de salas com caráter mais formal, usadas apenas para receber visitas ou para eventos pontuais. Nesses casos, a sala pode valorizar elementos como obras de arte, livros, música ambiente e conversas presenciais sem interrupções.
Outra alternativa é apostar em soluções discretas, como projetores retráteis ou TVs embutidas em painéis, que só aparecem quando necessário. Assim, o cômodo preserva sua atmosfera acolhedora no dia a dia, sem abrir mão da possibilidade de assistir a um filme ocasionalmente.

Como decorar a sala com TV sem comprometer a estética
Quando a opção é manter a TV na decoração da sala, o desafio passa a ser integrar o aparelho de modo discreto e harmonioso. O ideal é que ele não se torne o único protagonista do ambiente, dividindo a atenção com móveis, texturas, cores e iluminação complementar.
Profissionais de interiores costumam indicar soluções que ajudam a disfarçar cabos, equilibrar proporções e até transformar a TV em elemento decorativo, mantendo o equilíbrio visual do espaço.
- Criar um painel ou marcenaria planejada
Incluir a TV em um painel de madeira, laca ou outro material ajuda a diluir o contraste da tela escura, além de esconder cabos, nichos de aparelhos e caixas de som. - Equilibrar proporções
Um rack ou aparador mais largo que o aparelho, combinado com quadros, plantas e livros, distribui melhor a atenção visual e evita que a TV pareça grande demais. - Usar TVs com modo arte
Modelos que exibem imagens artísticas em repouso funcionam como quadros digitais, suavizando o impacto da tela desligada e permitindo personalizar o clima do ambiente. - Explorar iluminação complementar
Arandelas, fitas de LED indireto e luminárias de piso evitam que a TV seja o único ponto luminoso do ambiente, criando cenários diferentes para ver filmes, receber amigos ou simplesmente relaxar.
Quando a decisão é tirar a televisão da sala, ela costuma ser realocada para ambientes mais íntimos e específicos para entretenimento, como home theaters, salas de TV, lounges e quartos. Em imóveis compactos, alguns projetos aproveitam cantos do escritório ou do quarto de hóspedes para montar uma área multimídia, ou adotam TVs em suportes com rodízios, permitindo adaptar o uso da tela ao ritmo de cada morador.