Veja agora como identificar a dor em pets e saiba o que fazer para ajudar seu melhor amigo
Aprenda a decifrar a linguagem corporal do seu pet em poucos minutos
Identificar dor em animais de estimação costuma ser um desafio para muitos tutores. Diferentemente dos humanos, cães e gatos não costumam “reclamar” de forma direta, e muitas vezes seguem a rotina mesmo desconfortáveis. Por isso, reconhecer sinais discretos de sofrimento físico é fundamental para evitar que problemas simples se tornem quadros mais graves, tanto em pets quanto em animais selvagens impactados por fatores ambientais, como os ursos polares afetados pelas mudanças climáticas.

Como reconhecer dor em pets no dia a dia?
O primeiro ponto é observar o comportamento geral do pet com dor. Animais que sempre foram ativos e de repente ficam retraídos, evitam brincadeiras ou param de subir em sofás e camas podem estar tentando proteger uma região dolorida.
Alguns sinais aparecem em situações específicas, como durante o sono, alimentação ou passeio. Um cachorro que passa a deitar sempre do mesmo lado, por exemplo, pode estar evitando apoiar uma área que incomoda; já o gato que se esconde com mais frequência pode estar lidando com desconforto físico.
Quais são os sinais sutis de dor em animais de estimação?
Os sinais de dor em animais de estimação nem sempre são óbvios e podem ser confundidos com “manias” ou mudança de temperamento. Pequenas alterações de rotina, principalmente em gatos, costumam indicar desconforto físico, inflamações ou doenças crônicas em fase inicial.
Alguns indícios sutis merecem atenção especial no acompanhamento diário do pet:
- Mudança no apetite: comer menos, mastigar de um lado só ou evitar ração seca pode indicar dor na boca, dentes ou mandíbula.
- Alterações no sono: dormir demais para “escapar” do desconforto ou ter dificuldade para encontrar posição e ficar inquieto à noite.
- Postura diferente: costas arqueadas, barriga encolhida, cabeça baixa ou rabo entre as pernas podem apontar dor abdominal ou na coluna.
- Lambeção excessiva: lamber sempre o mesmo ponto do corpo, mesmo sem ferida aparente, pode indicar dor interna ou inflamação.
- Expressão facial: olhos semicerrados, olhar apagado e orelhas caídas são sinais comuns em pets com dor.
Complementando essa lista de alertas, é fundamental treinar o olhar para perceber essas mudanças na realidade. O @tudosobrecachorros preparou um material excelente que ilustra alguns desses sinais que muitas vezes passam despercebidos pelos tutores, como você pode ver a seguir:
Como o corpo do pet com dor se manifesta fisicamente?
O corpo do pet com dor costuma entregar pistas importantes, principalmente na forma de se movimentar. Manqueira, relutância em apoiar uma das patas, dificuldade para subir escadas ou entrar no carro são sinais clássicos de dor articular ou muscular.
Alterações respiratórias também podem ocorrer em quadros de dor intensa. O animal pode respirar mais rápido, ficar ofegante em repouso ou emitir gemidos baixos; em dor abdominal, é comum enrijecer a barriga e reagir quando alguém toca essa região.

Quais mudanças de comportamento podem indicar dor?
Além dos sinais físicos, a dor em pets se manifesta de forma marcante no comportamento. Animais tranquilos podem ficar mais reativos, rosnar, morder ou se esquivar quando alguém tenta pegá-los no colo, enquanto outros se tornam mais grudados e buscam segurança constante.
Mudanças repentinas na rotina, especialmente em higiene, interação social e uso da caixa de areia, merecem atenção. Podem indicar dor para se agachar, entrar em determinados locais ou até desconforto ao ser manipulado.
O que fazer ao suspeitar que o pet está com dor?
Ao menor sinal de que o animal esteja sentindo dor, a recomendação é buscar avaliação veterinária o quanto antes. Automedicar o pet com remédios de uso humano ou medicamentos antigos guardados em casa pode causar intoxicações, agravar doenças e mascarar sintomas importantes.
O tutor pode auxiliar o profissional descrevendo quando os sinais começaram, em que situações ficam mais intensos e se houve queda, trauma ou mudança de rotina. Vídeos curtos mostrando como o animal anda, sobe escadas ou reage ao toque ajudam no diagnóstico e na definição do tratamento adequado.