Ubatuba ergue árvore de Natal feita de lixo recolhido das praias

O monumento foi montado na Praia da Baleia, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, e ornamentado com resíduos sólidos recolhidos nas praias

Por: Redação Comunicar erro

E você, montou a sua árvore de Natal? Não? Pois passou da hora, muita gente já está com ela prontinha. Está sem enfeites em casa? Talvez não seja preciso comprá-los.

Pendure chinelos. Garrafas PET. Escovas de dente. Boias. Redes de pesca. Brinquedos de praia. Ah, valem bolas também.

Afinal, tal riqueza de adereços tem dado sopa por aí, enfeitando, ou melhor, arruinando o ambiente.

No litoral norte de São Paulo, isso é bem sabido. É lá que foi montada uma árvore de Natal feita de lixo recolhido das praias.

Árvore de Natal feita de lixo foi montada na Praia da Baleia, em Ubatuba
Crédito: Reprodução/Facebook/@InstitutoArgonautaÁrvore de Natal feita de lixo foi montada na Praia da Baleia, em Ubatuba

Ela fica na Praia da Baleia, em Ubatuba. E surgiu de uma ideia do oceanógrafo Hugo Gallo. Ele é diretor do aquário da cidade e presidente do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, ONG de educação ambiental.

Seu objetivo: acima de tudo, sensibilizar turistas, moradores e autoridades sobre a destinação correta dos resíduos sólidos.

Por sinal, nesta época de festas, eles costumam poluir ainda mais o litoral.

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Detalhe da árvore de Natal feita de lixo
Crédito: Reprodução/Facebook/@InstitutoArgonautaDetalhe da árvore de Natal feita de lixo

Para montar a árvore de Natal feita de lixo, um monumento de nove metros de altura, foram utilizados resíduos recolhidos na limpeza das praias da região durante o ano todo.

Três instituições realizaram esse trabalho: o Aquário de Ubatuba, o Instituto Argonauta e também o Projeto Tamar, que protege as tartarugas-marinhas no Brasil.

Sim, há também bolas na árvore de Natal feita de lixo. E são natalinas mesmo. Explicando: elas foram recolhidas após um acidente com um navio no mar do porto de Santos, em que vários contêineres caíram na água. Esse foi, por assim dizer, um lixo feito sob medida.

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Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, presidente da GranBio e especialista em soluções sustentáveis

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