Legumes e frutas fora do padrão são salvos do lixo por movimento

Alimentos são adquiridos de pequenos produtores e comercializados com consumidores e vendedores desses itens

Por: Redação

Quem vê cara não vê coração – ou, no caso dos alimentos, gosto e nutrição. É para dar vez aos feios, porém saborosos que o movimento Fruta Imperfeita adquire, de pequenos produtores, legumes e frutas fora do padrão e os comercializa com consumidores e vendedores desses itens.

Afinal, beleza não se põe à mesa, segundo o velho provérbio. Se, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), 45% das frutas e hortaliças que nascem no mundo são perdidas, dar uma chance aos diferentes _ não em conteúdo, mas só no visual _ é uma questão de inclusão. Nesse caso, significa mais pessoas podendo se alimentar.

Como lembra Roberto Matsuda, engenheiro mecânico e fundador do Fruta Imperfeita, 10% de toda a produção de frutas e legumes se desenvolvem em desacordo com os padrões estéticos exigidos pelo varejo. Ou são muito pequenos ou grandes demais, quiçá encurvados ou retorcidos. Alguns, por sua vez, são rejeitados por sua coloração.

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Legumes e frutas fora do padrão visual podem ter o mesmo gosto e o mesmo teor nutritivo dos bonitões
Crédito: Reprodução/Fruta ImperfeitaLegumes e frutas fora do padrão visual podem ter o mesmo gosto e o mesmo teor nutritivo dos bonitões

Matsuda contou, em entrevista ao Canal Coma Bem, que o movimento começou como delivery, mas, em um segundo momento, seus idealizadores perceberam que também era necessário ir às ruas.

A aproximação presencial com potenciais consumidores visava oferecer pedaços dos alimentos para que provassem. Dessa forma, constatariam que o gosto não corresponde à aparência.

Em cerca de dois anos e meio de existência, o projeto já salvou do lixo mais de 500 toneladas de frutas e legumes.

Além de combater o desperdício de alimentos, o Fruta Imperfeita, de São Paulo, fomenta o consumo consciente de outra forma. O movimento emprega embalagens que podem ser reutilizadas pelos clientes, que são encorajados a fazê-lo.

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Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, presidente da GranBio e especialista em soluções sustentáveis.