7 dicas para se divertir no Carnaval (e respeitar as minas)

Por Fernanda Miranda, Heloisa Aun e Paula Lago

Por: Redação

Raquel teve seu corpo tocado no Carnaval de 2017; Julia foi agredida após recusar beijar um rapaz no ano passado; Mariana sofreu uma tentativa de estupro ao sair de um bloco de rua.

Embora situações de assédio sexual e violência contra a mulher, como as citadas acima, ocorram em todos os meses do ano, a cultura machista do Carnaval de que “tudo é permitido” faz com que esses casos se tornem ainda mais recorrentes neste período.

Paquerar, beijar e se divertir fazem parte da folia, mas com uma condição: é preciso respeitar as minas. Por isso, ilustramos 7 situações que mostram como os homens podem se divertir no Carnaval sem serem machistas.

#CarnavalSemAssédio

Para ajudar a combater a violência contra a mulher durante a folia, a Catraca Livre promove pelo quarto ano consecutivo a campanha #CarnavalSemAssédio. Neste ano, a mobilização contará com mais parceiros para acolher as vítimas e mostrar que casos de assédio sexual e violência não podem ser naturalizados.

Em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Rua Livre, produtora de blocos que pensa ações de impacto social para a folia e para a cidade, a iniciativa vai levar os Anjos do Carnaval aos blocos da cidade.

A equipe, voluntária e treinada pelo Ministério Público de São Paulo, será responsável por orientar mulheres e LGBTs vítimas de assédio ou agressões na dispersão, além de ajudar a identificar assediadores em cima dos trios elétricos de blocos parceiros. A campanha também terá à disposição o Ônibus Lilás, cedido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania especialmente para a ação, como ponto fixo de atendimento.

A cada dia do Carnaval (de 2 a 5/3), e também no sábado de pré-Carnaval (23/2), sempre próximo aos blocos com maior concentração de foliões, o Ônibus Lilás estará presente com profissionais capacitados para receber vítimas de assédio. Também teremos voluntários na distribuição de 90 mil adesivos da campanha por blocos de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Olinda (PE).

Além da Catraca Livre, da Rua Livre e da prefeitura, a ação conta com uma ampla rede de parceiros que inclui o Ministério Público de São Paulo, a ONU Mulheres, o Conselho Estadual da Condição Feminina, a Comissão da Mulher Advogada (OAB), o Metrô de São Paulo, a Delegacia da Mulher, o coletivo Não é Não, a ONG Engajamundo, a ONG Plan International, a JC Decaux, a Rede Nossas, a agência Fiquem Sabendo e a gráfica Lumi Print.

Confira abaixo 7 situações que mostram o que você pode fazer (e quais atitudes NUNCA tomar) no Carnaval:

  • 1. Um casal de mulheres que está junto não quer um homem no meio

  • 2. Não toque sem permissão no corpo de nenhuma mulher

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  • 3. Fantasia não é convite para o assédio

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  • 4. Se uma mulher não quiser ficar com você, não insista

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  • 5. Nunca force uma mulher a beijar ou ter relações sexuais

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  • 6. Não se aproveite de aglomerações nos blocos para abusar das minas

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  • 7. Não trate mulheres negras com estereótipos e racismo

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*As ilustrações foram inspiradas no Guia didático da diferença entre paquera e assédio, feito pela revista “AzMina”.

*Ilustrações de Helô D’Angelo para a Catraca Livre.

Todos os conteúdos da campanha #CarnavalSemAssédio são apoiados oficialmente pela 99.

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