Manual de resgate: saiba como ajudar animais abandonados

Manual de resgate: saiba como ajudar animais abandonados

Com estas dicas e orientações, você pode ajudar um pet a ter um lar e uma vida feliz e segura

Por: Publi

Não é raro termos conhecimento da prática de abandono animal. As redes sociais ajudam a disseminar as informações e os milhares de pedidos para resgatar um animal. Infelizmente, quem paga um preço muito alto pela omissão de cuidados é o bicho, que, sem voz, precisa contar com a boa vontade dos humanos para defendê-los.

Crédito: Dejan Kolar/iStockResgatar um animal abandonado requer alguns cuidados tanto para o pet quanto para o humano

Pensando nisso, criamos um manual de conduta durante um resgate animal para que você saiba o que fazer, para onde levar o pet resgatado e os principais cuidados que deve ter. Resgatar um animal abandonado é um ato solidário e respeitável! E lembre-se: não se tornar tutor definitivo de um animal não é razão para não resgatá-lo.

Muitas vezes, por medo ou falta de conhecimento, a população deixa de comunicar uma situação de crime ou abandono às autoridades competentes. Em outras, recebe uma orientação inadequada e não consegue efetuar o resgate.

O mais comum é encontrar cães abandonados nas ruas. Gatos são mais ágeis e se escondem em qualquer ambiente, o que dificulta a confirmação da situação de abandono. “A primeira ação que devemos ter em mente é que devemos pensar na segurança do animal e do ser humano envolvido nesse resgate. O animal pode estar machucado, sentindo dor, assustado e, por isso, se tornar agressivo, tentando se defender. Por isso manter a calma e ter total controle sobre a situação é o passo mais importante”, explica a médica veterinária Janaina dos Reis.

Manual de resgate animal

É importante que você tenha em mente que, ao resgatar um animal abandonado, precisa se responsabilizar por ele do início até o fim. O resgate não se limita à remoção do animal, mas também implica a acomodação, a alimentação e todos os cuidados até que ele seja definitivamente adotado. Portanto, quem retira um animal da rua se torna responsável por ele.

Se sua intenção não for adotar o pet resgatado, o primeiro passo é oferecer água e alimentação. Depois disso, busque ajuda e promova a adoção. “Devemos usar e abusar das redes sociais para esses momentos iniciais de ajuda a um animal. Mas apenas tirar foto da situação, postar no Facebook e fornecer dados como localização e condições do animal não vai ajudá-lo”, diz a veterinária.

“Gatos tendem a ser mais assustados durante o processo de resgate, por isso, redobre a atenção. Utilize uma caixa de transporte para os gatos, geralmente eles não se adaptam ao uso de guias. Para os cães, use sempre uma coleira com guia ao se aproximar e proteja braços, pernas e o rosto de possíveis mordidas e arranhões”, explica a especialista.

Seja sensato sempre quando o assunto for segurança. Para que o animal tenha certa confiança neste momento, é válido oferecer alimentos como carne ou frango e ter paciência: alguns deles ficam horas desconfiados e não se aproximam do humano até se sentirem seguros. Não ofereça alimentos com tranquilizantes sem que um veterinário esteja acompanhando a situação.

Caso o animal esteja em um lugar que ofereça risco (como barrancos, rios ou árvores, ou que você não se sinta seguro em resgatá-lo, chame o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Ambiental. Eles possuem treinamento para atuar em situações adversas. Mas lembre-se: você ficará responsável por abrigar e cuidar do animal após o resgate.

O segundo passo é se dirigir a um hospital ou clínica veterinária com o resgatado, para que sua condição física e neurológica seja avaliada. Geralmente os animais de rua estão infestados de pulgas e/ou carrapatos e isso acarreta doenças transmissíveis a outros pets.

“É recomendado que o animal passe por um período de isolamento, para a observação de sintomas de doenças contagiosas que ele possa apresentar”, orienta a veterinária. Além disso, são colhidos exames básicos como sangue, raspagem de pele e avaliado o quadro clínico geral. Se constatada alguma situação grave, ele pode ficar internado ou entrar em tratamento imediatamente. “É comum, também, que a gente realize procedimentos higiênicos como tosa, banho, corte de unhas”, completa Janaína.

Caso o animal seja liberado após a consulta e não apresente nenhum problema grave de saúde, ele é encaminhado para vacinação completa e castração. “Essas ações variam muito por conta da idade do animal e das condições de saúde, não temos como cravar o que deve ou não ser feito no momento”, ensina a veterinária.

Em seis anos, uma cadela não castrada pode gerar 64 mil descendentes e uma gata, 420 mil em apenas sete anos, segundo Janaína, com base em dados divulgados pelos CCZs (Centro de Controle de Zoonoses) das cidades.

A falta de controle populacional de animais e o desconhecimento do entendimento de guarda responsável são os maiores responsáveis pelo abandono animal. Castrar um animal faz bem para a saúde dele e do meio ambiente.

Se o cão ou gato for deslocado para um ambiente em que já existam outros pets, é interessante que ele fique isolado e que a apresentação seja feita com calma, para não gerar brigas. “Se o veterinário liberar o contato com outros animais, todos precisam estar em segurança. É preciso que você conheça todos os animais que estarão no mesmo ambiente. Por isso, mantenha o resgatado em um local isolado até que você tenha certeza se ele tem um bom relacionamento com seus pets e vice-versa”, ensina Janaína.

Por fim, para promover a adoção deste animal, ele deve estar vacinado e já castrado. Os CCZs oferecem a castração gratuita e, também, a vacinação contra a raiva. As demais vacinas precisam ser feitas por clínicas cadastradas e por médicos veterinários. “Não é indicado comprar vacinas em lojas especializadas e aplicar por conta própria, pode ser prejudicial para a saúde do animal.”

O papel das ONGs

Existem muitas ONGs que se dedicam à proteção animal. Quase sempre, elas estão superlotadas de animais abrigados e não conseguem aceitar mais um durante o momento do resgate. Por isso a prática de lar temporário (ou lar transitório) tem sido tão requisitada nas redes sociais.

Ao resgatar um animal, o humano ajuda e representa a ONG, abrigando o animal em sua residência durante o processo de tratamento médico, vacinação e castração, recebendo ajuda financeira da ONG durante todo o período em que ele precisar de atenção especial. Depois disso,  é encaminhado para a adoção.

Este conteúdo é apoiado pelo Carrefour, que este ano – em parceria com a ONG AMPARA Animal – está programando uma série de ações em prol dos animais em todo o país. Serão mutirões de castração, eventos de adoções em suas lojas, além de treinamento, capacitação e sensibilização dos funcionários e prestadores de serviço da companhia.

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