Dimenstein: o que me espantou no vídeo do menino morto do metrô

Por: Gilberto Dimenstein | Comunicar erro
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Imagens entregues para a polícia mostrando os últimos momentos do garoto Luan Silva Oliveira ensinam que, com crianças pequenas, todo cuidado é pouco.
Mais: exigem também novos procedimentos de segurança no metrô.
Esse é relato do delegado Cícero Costa que recebeu as imagens do metrô de São Paulo.
“Luan está no colo da mãe, que deixa cair uma bolsa. Ela o coloca em pé para apanhá-la e, nesse momento, o garoto anda rapidinho, passa pela porta, que logo se fecha”, afirma o delegado.
Segundo o vídeo, nenhum passageiro ficou na plataforma quando saiu logo o trem com os pais de de Luan.
“Na correria, o pessoal segue para a escada rolante e nem olha para trás. O menino foi na direção oposta e entrou no túnel, mas não sabemos como, porque as imagens não mostram”, conta o delegado.
O que me espantou nessa história foi ver que nenhum adulto – nenhum – percebeu a presença de uma criança de 3 anos sozinha na plataforma.
Ninguém olhou numa câmera interna? Não tinha um único segurança?
É o mundo louco da cidade do grande que não nos permite ver nada.

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Autor: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.