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Plataforma conecta surdos que querem ensinar e aprender

Por: Redação

A designer de produtos Fernanda Martins, 29 anos, ouve, mas a primeira língua que aprendeu foi a Brasileira de Sinais. Filha de pais surdos, ela falava português quando os avós a visitavam – e só ficou fluente aos cinco anos, ao entrar para a escola.

Fernanda Martins e Robson Mafra, criadores da plataforma Surdo para Surdo
Fernanda Martins e Robson Mafra, criadores da plataforma Surdo para Surdo

“Eu não gostava de ir para as aulas porque falava errado”, lembra. “Conversava pouco com meus avós – apontava para os objetos e eles me diziam o nome.”

Cresceu com um objetivo: o de ajudar as pessoas com perda auditiva moderada e profunda, que hoje representam 5,7 milhões de brasileiros. Na faculdade, criava produtos com esse foco. E, há um ano, idealizou o projeto Surdo para Surdo.

A plataforma conecta o surdo que quer ensinar com o surdo que quer aprender português – não há intérpretes ou legendas. Quem ensina conhece bem as técnicas de ensino e aprendizagem e é capaz de motivar e de se tornar modelo para o aluno.

O tutor se cadastra e passa por uma entrevista de 30 minutos, na qual Fernanda avalia o conhecimento em Libras e a experiência do profissional. O aluno mapeia e encontra o professor que mais se adequa às suas necessidades.

Para estruturar o negócio, Fernanda, que atua como intérprete de Libras, contou com a parceria do marido, Robson Mafra, 29 anos, e do cunhado, Cleiton Mafra, 33 anos, ambos formados em sistemas de informação.

Robson explica que a plataforma está em desenvolvimento e que, por enquanto, é oferecido apenas o ensino de português. A ideia é ampliar para outras áreas, como matemática, a partir do ano que vem. “Há demanda até por consultoria em entrevista de emprego”, exemplifica ele.

Os criadores da plataforma Surdo para Surdo, Robson Mafra, Fernanda Martins e Cleiton Mafra
Os criadores da plataforma Surdo para Surdo, Robson Mafra, Fernanda Martins e Cleiton Mafra

A equipe trabalha ainda na automatização das formas de pagamento e na ampliação do número de professores. “Hoje temos uma fila de espera de cerca de 100 profissionais”, conta Robson.

O valor da aula varia conforme o tutor, e pode ir de R$ 25 a R$ 140. A média é R$ 35.

Para crianças surdas de escolas públicas, a equipe criou um programa de apadrinhamento. As aulas são oferecidas a quem não tem condições de pagar por meio de doações.

“Temos o objetivo de, em 2017, impactar 2.200 surdos com a plataforma”, destaca ele.

Quem tiver interesse em se cadastrar ou ter mais informações pode escrever para contato@surdoparasurdo.com.br. Também é possível mandar mensagem por meio da página do Facebook da Surdo para Surdo.

Por QSocial

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