‘Universidade do Google’ leva tecnologia a morros cariocas

Por: Redação

A Singularity University, conhecida como Universidade do Google, vai levar toda sua inovação tecnológica ao Complexo do Alemão, no Rio. Em troca, as bases de dados obtidas pela ONG Viva Rio viajarão para o Vale do Silício, sede da instituição de ensino.

Bondinho no Complexo do Alemão, no Rio; crédito: Vitor Madeira
Bondinho no Complexo do Alemão, no Rio; crédito: Vitor Madeira

O convênio é o primeiro assinado entra a Singularity e uma organização brasileira do terceiro setor.  Essa troca de informações sobre tecnologias, o oferecimento de campo de estudo no Alemão, além de um intercâmbio entre profissionais brasileiros e estudantes americanos, é apenas a primeira “camada” da parceria, explica Francisco Araújo, coordenador de inovação do Viva Rio.

A segunda é a criação em conjunto de tecnologias que sejam interessantes aos beneficiários da ONG.  “Vamos participar do desenvolvimento de inovações a partir da base de dados de que já dispomos”, afirma Araújo.

De forma prática, isso significa que uma máquina de diagnóstico de câncer, por exemplo, que está em desenvolvimento na Singularity, poderá ser utilizada nas unidades de saúde administradas pelo Viva Rio nas comunidades cariocas e, assim, agilizar e oferecer mais qualidade ao atendimento.

Unidade de saúde administrada pelo Viva Rio no Complexo do Alemão; crédito: Tamiris Barcellos

“A tecnologia não está separada de seu uso, tudo tem que ser feito pensando no usuário. Eles dizem que querem atingir 1 bilhão de pessoas em uma década com suas criações, mas não têm essa operação contínua e diária que nós temos nas comunidades. Essa junção com startups do Vale do Silício se coaduna com o conjunto de iniciativas que estamos criando, algo mais na linha de um negócio social de larga escala”, diz o coordenador do Viva Rio.

E a preocupação com escala foi um dos motivos que possibilitou a parceria, além do interesse da instituição americana em gerar impacto social. A Singularity tem sede no campus da Nasa, no Vale do Silício e é patrocinada pelo Google. O objetivo do centro de pesquisa é discutir soluções práticas para problemas como a pobreza e as mudanças climáticas.

Apesar de a saúde ser a área prioritária, a ideia é que o convênio não se restrinja a ela, indo também para a educação. Araújo conta que, além dos funcionários da ONG, eventualmente beneficiários também poderão participar dos intercâmbios. “Tudo isso nos dá um mecanismo interessante e efetivo para a diminuição da desigualdade.”

Por QSocial

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