Universo sertanejo dentro de um ônibus

Espetáculo acontece dentro de ônibus urbano em movimento e, por meio de modas de viola executadas ao vivo, versa sobre as esperanças e armadilhas do amor no nordeste brasileiro. Pesquisa tem Mazzaropi como referência. A saída e chegada acontecem no Sesc Avenida Paulista.

Por: Redação Comunicar erro
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Cena do espetáculo

Imagine passar por lugares conhecidos da cidade, como a Avenida Paulista e a Vinte e Três de Maio dentro de um ônibus com um espetáculo de teatro? É o que a Trupe Sinhá Zózima faz com a volta do espetáculo Cordel do Amor sem Fim. A peça acontece nos finais de semana dos dias 16, 17 e 23, 24 de maio, sempre às 18h. A entrada custa R$ 12 ou R$ 6 a meia.

Os atores encenam no corredor e o público assiste à peça, que dura 50 minutos. O ônibus, que é palco da encenação, estará esperando o público em frente à Unidade Provisória SESC Avenida Paulista. O que diferencia o ônibus de outros coletivos são a falta de catraca, a decoração, que lembra uma cidade nordestina, e o letreiro, que leva o nome da peça no lugar do destino. O veículo anda a 40 km/h. Se a peça termina antes de o ônibus chegar ao Sesc, os atores aproveitam o resto do tempo para conversar com o público. A proposta da Cia é utilizar um espaço público como espaço cênico para um público passageiro. Por meio de pesquisas de linguagens e experimentações de novos espaços cênicos, o coletivo busca inovar o fazer teatral.

Sobre o Projeto

Quando o ônibus deixa de ser um meio de transporte para transformar-se em ambiente cênico, consolida-se uma experimentação do teatro de arena intimista. O roteiro, que tem o mesmo ponto de partida e chegada, permite a criação de um espaço ambíguo capaz de abrigar uma história cujo tempo conflita com o caos da metrópole. A estratégia de realizar um trabalho cênico dentro de um ônibus em movimento tem o objetivo de promover este choque entre a realidade e a ficção, sendo ambas vivenciadas pelos passageiros em tempo real.

A partir daí, apesar de nascer do conflito, a relação entre o espaço cênico e a metrópole se torna complementar. As luzes da cidade ajudam a compor a iluminação do espetáculo, os movimentos do trânsito interferem na movimentação dos personagens, desenvolvendo-se uma nova dança, uma nova forma de encenar. O resultado é uma mistura de naturalismo com impressionismo acompanhado de simbolismo, que faz com que os “passageiros” viajem para o nordeste mesmo estando no centro de uma grande cidade. Então, apesar da poluição sonora e do balanço do ônibus, o lirismo acontece e a linha tênue entre realidade e fantasia é sustentada pelos atores durante todo o espetáculo.

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