Poeta em Cena leva 3 espetáculos à Casa das Rosas

Por: Redação

O VI Verão de Poesia da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura – apresenta o projeto Poeta em Cena, a partir de 6 de fevereiro (sábado), com três espetáculos distintos: Cabaret Fracta, com poemas de Horácio Costa; Deserto, com poemas de Micheliny Verunschk; e Zona Branca, com poemas de Ademir Assunção.

A temporada segue até 6 março, sempre aos sábados (19h, 20h e 21h) e domingos (18h, 19h e 20h), com apresentação, a cada dia, das três montagens, respectivamente Cabaret Fracta, Deserto e Zona Branca.

O projeto tem encenação assinada por Helder Mariani, sob pesquisa de Flávio Rodrigo Penteado. A iniciativa nasceu, em 2008, para promover o encontro entre a poesia e o teatro por meio da encenação – e não declamação – de poemas de autores brasileiros contemporâneos. As apresentações revelam diferentes modos de visualizar os poemas dentro da linguagem cênica.

Sinopse dos espetáculos

Cabaret Fracta (poemas de Horácio Costa) – Sensível aos problemas da pós-modernidade, a poesia de Horácio Costa mobiliza inúmeros registros linguísticos, além de referências culturais e literárias. Poeta andarilho, situa-se frequentemente no “entre”: não quer estar nem no fim nem no começo, nem no claro nem no escuro, senão mostrar-se sempre em estático movimento.

Deserto (poemas de Micheliny Verunschk) – A obra de Micheliny Verunschk continuamente aponta para o poder da poesia de instaurar outra realidade por meio da linguagem. A cartografia de seus poemas perfaz um caminho íntimo, mas no deserto: seco, porém mítico. Rica em contrastes, sua poesia extrai, do conflito entre aparência e essência, um inventário de belas imagens tramadas com rigor e sensibilidade.

Zona Branca (poemas de Ademir Assunção) – Um olhar mítico e estranho que se instaura sobre o mundo cotidiano. Na poesia de Ademir Assunção, os ritmos confluem e as referências se confundem: rock and roll, erotismo psicodélico, cultura pop, filosofia oriental, xamãs, orixás… Nela, a porosidade do “eu” põe em xeque a percepção do real, colocando-se no limiar entre sonho e realidade.