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UFMG desenvolve solução à base de nióbio que desativa a covid-19

Eficiência da fórmula foi comprovada em laboratório de nível de biossegurança NB-3 e estará disponível para a sociedade em breve

Por: Redação
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Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) desenvolveram uma produto à base de nióbio que desativa o novo coronavírus em diferentes tipos de superfícies. A solução, que não traz efeitos nocivos às pessoas ou ao meio ambiente, pode ser produzida na forma de gel ou líquido spray.

Crédito: DivulgaçãoUFMG desenvolve solução à base de nióbio desativa a covid-19

A fórmula se mostrou eficiente para a proteção de superfícies equipamentos e utensílios nos ambientes médico e odontológico, mas também em ambiente doméstico. Os testes foram realizados laboratório e deverá chegar à população em breve.

“Sintetizamos uma forma nova de polioxoniobato com capacidade de gerar espécies de oxigênio que desativam de forma eficiente uma elevada carga do coronavírus. Essas espécies de oxigênio são liberadas no meio ao se deparar com uma bactéria ou um vírus”, contou o professor Luiz Carlos Oliveira.

Oliveira é docente do Departamento de Química do ICEx (Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais). “Em testes preliminares, eles apresentaram excelentes propriedades e ações fungicida, bactericida e virucida”, concluiu.

A solução foi registrada pela startup Nanonib®, criada pelo grupo da Universidade em parceria com investidores privados. Segundo o professor, a intenção é criar produtos à base de nióbio para aplicações nas áreas de saúde e cosméticos.

Nota da UFMG

A plataforma de nióbio deverá incorporar outras tecnologias e materiais nobres

A invenção foi protegida pela UFMG, por meio da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), e está em processo de análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Com sede no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), a Nanonib® foi fundada em 2019 com foco na produção de materiais avançados e novos produtos contendo o nióbio para aplicações diversas nas áreas de saúde e cosméticos. Os sócios pesquisadores são professores da UFMG e protagonizaram vários casos recentes de licenciamento e transferência de tecnologia da Universidade.

Em 2019: bijuterias de nióbio

Em julho de 2019, em uma transmissão pelas redes sociais durante a cúpula de líderes do G20, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) exibiu produtos feitos com nióbio e comprados por sua equipe em Osaka, no Japão, país que sediava o encontro.

De acordo com Bolsonaro, o uso do nióbio para a produção de bijuterias seria uma boa oportunidade comercial para o Brasil.

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