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O parto é um momento especial e delicado ao mesmo tempo. Em especial porque não apenas uma, mas duas ou até mais vidas estão em jogo durante o procedimento. Garantir a dignidade ao parto é também garantir dignidade à vida – tanto da mãe quanto de seus filhos.

No entanto, o que se vê no sistema de saúde brasileiro nem sempre corresponde à atenção que o parto merece. Sejam nativas ou imigrantes, muitas mulheres acabam submetidas a atos de violência durante o processo para dar à luz seus filhos. De acordo com uma pesquisa divulgada em 2012 pela Fundação Perseu Abramo, 25% das brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de abuso ou maus tratos durante a assistência ao parto.

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Crédito da imagem: Paloma Franca Amorim[/img]

Tais procedimentos inadequados incluem a imposição da cesariana como forma de parto – procedimento mais comum nos hospitais brasileiros, mas que deveria ser adotado somente em casos excepcionais; o uso de recursos controversos para apressar o nascimento da criança, como a Manobra de Kristeller; ou até mesmo o corte vaginal (episiotomia) sem consentimento da mulher.

Para lutar contra situações como essas, o Equipe de Base Warmis está organizando uma campanha na qual convoca mulheres migrantes e nativas a evitar e denunciar tais práticas e violência durante o parto. O lançamento da iniciativa será no próximo dia 14 de setembro, a partir das 15h, na praça Kantuta (em frente à Escola Técnica Federal de São Paulo e tradicional ponto de referência da comunidade boliviana em São Paulo).

No evento estão confirmados: uma tenda do Warmis para falar de temas relacionados à saúde da mulher; outra da ONG Artemis, com orientações jurídicas em relação a violência obstétrica e direitos da gestante e da puérpera (mulher que teve filhos recentemente); e a participação de Tati Cotrim, que trabalha como madrinha de gestantes e as ajuda a elaborar planos de parto – uma ferramenta muito útil (não infalível) para evitar a violência obstétrica. Haverá também apresentação culturais do grupo de folclore paraguaio Acuarela Paraguaya.

Campanha No a la Violencia en el Parto ¡Mujer inmigrante: evítala, denúnciala!

14 Set

  • Dom 14/09 das 15:00 às 18:00

Praça Kantuta
Rua Pedro Vicente, 625 Luz São Paulo - SP
Catraca Livre
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Em 2010, 25% das mulheres brasileiras declararam que sofreram algum tipo de violência no atendimento ao parto. Em 2012, num universo de 1966 experiências de parto no Brasil, ¼ das mulheres revelou que sofreram episiotomia, o corte feito na vagina, sem consentimento prévio. A violência obstétrica é violência contra a mulher! As mulheres imigrantes também estão sofrendo esse tipo de violência no Brasil e precisamos que elas denunciem. Nós mulheres, mães, queremos que as todas as mulheres tenhamos partos dignos e que nossos filhos sejam respeitados desde o primeiro segundo da sua vida. Se você se sensibiliza com este tema e quer nos ajudar. Compareça na praça Kantuta! Convide suas amigas e familiares!

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