10 dicas para aproveitar ao máximo os Lençóis Maranhenses
Conhecer a melhor época e cidade-base é essencial para aproveitar o atrativo sem frustrações
Todos os anos, milhares de viajantes chegam ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses sem saber a melhor época para encontrar lagoas cheias ou qual cidade-base escolher. O resultado, muitas vezes, é uma experiência que não corresponde ao potencial do destino, gerando frustrações que poderiam ser evitadas com informação de qualidade.
A paisagem formada por dunas de areia branca e lagoas de água doce depende diretamente do regime de chuvas. Entre maio e agosto, as lagoas estão em seu auge, próprias para banho e em contraste com a imensidão das dunas. Fora desse período, o cenário muda e pode surpreender quem não se preparou para a visita.

A escolha da cidade-base também influencia o roteiro. Barreirinhas concentra maior infraestrutura turística, Santo Amaro oferece contato mais direto com lagoas preservadas e Atins se destaca pela proximidade com o mar e pela prática do kitesurfe. Sem essa definição prévia, o visitante corre o risco de perder tempo em deslocamentos ou deixar de conhecer áreas de maior interesse.
Além das lagoas, o parque oferece atividades complementares como passeios de barco pelo Rio Preguiças, trilhas ecológicas e vivências culturais com comunidades locais. A diversidade de experiências reforça a importância de planejamento para aproveitar plenamente o atrativo.
Com o intuito de apoiar os turistas e garantir que a experiência supere todas as expectativas, a plataforma de ecoturismo PlanetaEXO lançou um guia de viagem para a região (baixe o seu gratuitamente aqui). Selecionamos dez dicas para aproveitar ao máximo os Lençóis Maranhenses.
10 dicas para aproveitar ao máximo os Lençóis Maranhenses
1 – Escolha a sua cidade-base com atenção
As três cidades-base oferecem experiências distintas. Barreirinhas tem mais infraestrutura, enquanto Santo Amaro oferece maior proximidade com as lagoas e Atins se mostra o refúgio ideal para quem busca charme rústico e pé na areia.
2 – Calcule bem o tempo de estadia
Para absorver a essência das diferentes regiões do parque e não apenas passar pelos pontos turísticos, recomenda-se uma estadia de sete a dez dias, período que permite mais imersão e autenticidade.

3 – Viaje na melhor época (maio a setembro)
O auge das lagoas ocorre após a estação de chuvas. Entre junho e agosto, o cenário atinge seu ápice de beleza, com as dunas cercadas por águas cristalinas em seu nível máximo.
4 – Explore o charme da época seca
De novembro a janeiro, as lagoas baixam, mas o destino ganha novas cores. É o momento ideal para curtir a Lagoa da Esperança (perene), o Rio Formiga e a Praia de Atins. E o melhor: com um fluxo de turistas bem menor!
5 – Planeje o translado com antecedência
Com os voos comerciais para o Aeroporto de Barreirinhas suspensos, embora voos fretados ainda sejam operados, a rota terrestre a partir de São Luís é a principal forma de transporte.
O trajeto dura de 4 a 5 horas e conta com diversas opções, desde ônibus rodoviários e transfers compartilhados até traslados privativos. Nesses casos, é essencial reservar com antecedência para garantir a disponibilidade e evitar contratempos.

6 – Valorize o conhecimento dos guias locais
Não existem trilhas sinalizadas no parque. A contratação de guias locais é uma medida de segurança indispensável e a melhor forma de acessar locais exclusivos que não estão nos mapas.
7 – Vá além do óbvio: faça a Travessia dos Lençóis
Para quem deseja imersão e busca fugir dos roteiros convencionais de bate e volta em veículos 4×4, a travessia a pé pelos Lençóis Maranhenses é a experiência mais recomendada.
Trata-se de uma jornada de vários dias caminhando pelas dunas e pernoitando em oásis dentro do parque, como as comunidades de Queimada dos Britos e Baixa Grande, proporcionando profunda conexão com a grandiosidade do Parque Nacional.
8 – Respeite o esforço físico
Caminhar na areia sob o sol exige preparo, especialmente em trekkings longos. Use roupas leves com proteção UV, mantenha a hidratação em dia e conheça seus limites físicos ao escolher os roteiros.

9 – Pratique o turismo consciente e sustentável
O ecossistema é frágil. Colete seu lixo, evite plásticos descartáveis e certifique-se de que os passeios contratados respeitem as regras do parque, como a proibição de veículos motorizados em áreas protegidas.
10 – Mergulhe na cultura e culinária local
Interaja com comunidades ribeirinhas ao longo do Rio Preguiça. Nos povoados de Tapuio e Marcelino, é possível conhecer o processo das Casas de Farinha e o artesanato em palha de buriti. Somada ao famoso camarão grelhado do Canto de Atins, essa imersão cultural ajuda a fortalecer a economia local.