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Argentina registra aumento de turistas estrangeiros

As passagens aéreas para Buenos Aires vivem um boom de demanda

Por: Redação

Impulsionado pela desvalorização do peso frente do dólar, o setor de turismo na Argentina registrou um crescimento de 6,9% de chegadas aéreas em julho em comparação ao mesmo mês de 2017, segundo o Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos) do governo do país. A disparidade cambial também fez com que a saída de argentinos para exterior caísse 4,6% no mês.

Segundo o instituto, a Argentina recebeu 377 mil turistas em seus aeroportos durante o mês de julho, enquanto 234 mil pessoas deixaram o país no mesmo período.

Buenos Aires

As passagens aéreas para Buenos Aires vivem um boom de demanda, segundo as companhias do setor. O lndec também publicou que o número de visitantes estrangeiros cresceu 5,2% nos primeiros sete meses de 2018 em relação ao ano anterior, enquanto a saída de cidadãos argentinos caiu 8,7%.

Massa chilena

O último fenômeno turístico a chamar a atenção da imprensa argentina foi a chegada de quase 35 mil chilenos a Mendoza, na fronteira entre os dois países, no final de semana do dia 15 de setembro –o feriado da independência do Chile foi no dia 18.

Apenas no sábado, 13,5 mil pessoas saíram do território chileno, cruzaram a Cordilheira dos Andes e entraram na Argentina, gerando uma fila de três horas na aduana entre Argentina e Chile. No domingo, outras 23,3 mil pessoas do país vizinho tentaram entrar na cidade argentina.

Buenos Aires
Desvalorização do peso argentino em relação ao dólar aquece o mercado turístico do país

O fluxo é inverso ao que costumava ser até o fim do ano passado: com a desvalorização do peso argentino, agora são os chilenos que tentam entrar no país vizinho para comprar produtos eletrônicos, roupas e itens como vinhos e peças de carros.

“No início de 2018, um peso argentino custava 33 pesos chilenos, hoje custa 18”, assinalou o economista chileno Hernán Herrera, da Universidad San Sebastián, ao jornal argentino “Clarín.  “Para os argentinos a história é outra: assim como em janeiro a conversão era de 1.000 pesos chilenos por cada 32 pesos argentinos, agora é necessário desembolsar 55 pesos argentinos para obter a mesma quantidade”, completou.

No Chile, alguns economistas, agências de viagens e sites especializados sugerem que os turistas do país entrem na Argentina com dólares. “A instabilidade da moeda é tão grande que, se levarmos pesos argentinos, eles podem perder valor durante os dias de viagem”, comentou Herrera.

Na Argentina, em que mais de um terço da economia acontece no mercado “paralelo”, os lojistas e mercadores não aceitam vendas por cartões e pedem que haja um consumo mínimo de US$ 50 para que elas sejam aceitas. Em alguns casos, ainda cobram uma taxa adicional para negociar suas mercadorias.

Onda uruguaia

Da mesma forma que os chilenos, o fluxo de turistas do Uruguai em direção a Buenos Aires também cresceu no mês passado. Os dois países têm uma ligação de uma hora de barco pelo Canal da Prata entre a capital argentina e a cidade uruguaia de Colonia del Sacramento (182 km de Montevidéu). No último final de semana, o governo uruguaio precisou limitar a entrada de 5 kg de alimentos por pessoa que chegasse da Argentina, em uma tentativa de frear as compras de uruguaios nas províncias de Buenos Aires e Entre Ríos.

Do outro lado do canal, o número de turistas argentinos caiu significativamente na cidade que, até o ano passado, dependia de visitantes do país vizinho. O jornal uruguaio “El Cronista publicou uma reportagem afirmando que, em um restaurante de Colonia, uma placa adverte aos argentinos que eles podem pagar o preço que quiserem pelo jantar.

As autoridades municipais e as câmaras empresariais de Colonia admitiram que a estância turística uruguaia vive uma crise. Miguel Slimovich, presidente da Câmara Hoteleira da cidade, disse ao jornal “El Observador que o setor já está em recessão. De acordo com ele, cinco hotéis fecharam suas portas desde agosto. O governo uruguaio anunciou dias depois que vai devolver os impostos cobrados de visitantes estrangeiros que entrarem no Uruguai.

Crise do peso argentino

No dia 25 de setembro, em meio a uma greve geral na Argentina, o presidente do Banco Central do país, Luis Caputo, renunciou ao cargo. Em um comunicado, ele afirmou que “tem convicção de que um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional restabelecerá a confiança sobre a situação fiscal, financeira, monetária e cambial”.

O anúncio, porém, não caiu bem no mercado: minutos depois da confirmação da saída de Caputo, o peso argentino já desvalorizava 5,58% frente ao dólar. Dessa forma, a moeda do país vizinho ficou em 39 pesos para cada US$ 1, tornando-se o dinheiro que mais se desvaloriza no mundo. O Merval, principal indicador da bolsa de valores de Buenos Aires, caiu 2,46% no mesmo dia. Na última sexta-feira, um dólar chegou a valer 42 pesos.

A renúncia de Caputo aconteceu três meses depois de ele ter assumido a presidência do Banco Central argentino e em meio a um contexto confuso em que o presidente Mauricio Macri precisou pedir ajuda ao FMI para tirar o país da crise.

O órgão financeiro internacional já aceitou emprestar US$ 57,1 milhões para estabilizar a economia. Em junho, o fundo havia emprestado outros US$ 50 milhões, mas o acordo precisou ser refeito pelo não cumprimento de metas e novas corridas cambiais.

Uma das novas medidas acordadas com o FMI é estabelecer um sistema de metas de flutuação que entrou em vigor no dia 1º de outubro, e em crescimento até o final do ano a 3% mensais. Isso significa que, desde então, a flutuação oficial do câmbio deverá ficar entre 34 e 44 pesos argentinos para cada dólar. Caso o câmbio ultrapasse essas barreiras, o Banco Central da Argentina terá que vender suas reservas na moeda internacional em volumes de até US$ 150 milhões. A medida visa controlar o índice de preços e esvaziar o mercado de pesos para evitar fugas ao dólar.

O acordo vai ser administrado por um comitê liderado por Guido Sandleris, nomeado presidente do BC argentino após a renúncia de Caputo.

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