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Belezas do Mato Grosso atrai todo tipo de viajante

A Catraca Livre esteve no Mato Grosso e preparou um breve roteiro para curtir algumas das belezas de lá.

Por: Tatiane Ribeiro

Vai para o Mato Grosso? Fazer o que lá? Me deslumbrar. Localizado no Centro-Oeste do país, esse Estado, ainda pouco explorado pelo turismo nacional, guarda grandes surpresas para quem gosta de se surpreender com as belezas naturais do nosso país.

O único composto por três biomas (Cerrado, Pantanal e Amazônia), o Mato Grosso abre as portas para receber todos os estilos de visitantes desde de quem curte só contemplar, fazer um roteiro rural ou participar de uma apresentação artística até os mais agitados, praticantes de esportes radicais e cheios de vontade de vivenciar o ecoturismo.

Mato Grosso
Crédito: Lisa Quint/iStockPortal de entrada da Transpantaneira, em Mato Grosso

A Catraca Livre esteve no Mato Grosso e preparou um breve roteiro para curtir algumas das belezas de lá.

Cuiabá

Ponto de entrada, a cidade de Cuiabá conserva no centro da cidade inúmeros casarões históricos do período colonial, assim também como igrejas e museus que contam histórias que marcaram o Brasil, como a Guerra do Paraguai, de 1864. Por lá também  uma boa pedida é passear pelo parque Mãe Bonifácia e ainda aproveitar a feira Bulixo, no Sesc Arsenal, toda quinta-feira, e a Casa do Artesão para comprar artefatos tradicionais da região.

Crédito: Brasil2/iStockVista de a cidade de Cuiabá, capital do Mato Grosso

A rodovia, criada para atravessar o Pantanal, liga as cidades de Poconé e Porto Jofre. Na primeira é possível se hospedar e ainda assistir apresentações típicas como a Dança dos Mascarados, que mescla um tipo de contradança europeia, danças indígenas e ritmos negros, onde meninos fazem também o papel das damas fantasiados com roupas femininas.


#DicaCatraca: sempre lembre de usar a máscara de proteção, andar com álcool em gel, respeitar o distanciamento social e sair de casa somente se necessário! Caso pertença ao grupo de risco ou conviva com alguém que precise de maiores cuidados, evite passeios presenciais. A situação é séria! Vamos nos cuidar para sair desta pandemia o mais rápido possível. Combinado?


Nos 147 km da rodovia a paisagem denuncia os alagados. De outubro a março, período de cheia, os rios transbordam e levam pontes. A partir de maio já é possível se embrenhar melhor por ali e observar a flora e a fauna, fazer cavalgadas, passeios de barco, safári fotográfico com direito a focagem noturnas e trilhas ecológicas.

Parque Nacional da Chapad
Crédito: Lucas Ninno/iStockA Cachoeira da Geladeira é uma das dezenas de quedas d’água do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Para quem não quiser se hospedar nas pousadas que cobram, em média R$ 200 por noite, há a opção do day-use, ou pacote de um dia. No Pantanal Mato Grosso Hotel  o valor é de R$ 85, com direito a almoço e passeio pelo rio Pixaim, com saída de van da cidade de Cuiabá.

Nobres

A vila Bom Jardim é o ponto do receptivo de turistas que querem conhecer os encantos de Nobres. Com o slogan, “Mais que bonito, é lindo”, a cidade é conhecida como o contraponto de Bonito, no Mato Grosso do Sul, e atrai amantes da natureza desejosos por entrar nas águas cristalinas da região.

Para quem gosta de cavernas, o Recado Feliz guarda algumas ainda pouco exploradas e também vale pelo almoço caseiro.

Mas sem dúvida um dos passeios mais encantadores é a flutuação nas águas cristalinas dos diversos rios que passam por ali. Seja no rio Triste, Vale das águas ou Aquário Encantado a sensação de deslumbramento com as plantas aquáticas, os peixes, as cores debaixo d’água é inesquecível.

Chapada dos Guimarães

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Mato Grosso
Crédito: Uwe-Bergwitz/iStockCachoeira Véu de Noiva, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

O parque Nacional da Chapada dos Guimarães está entre os dez mais visitados do país. À apenas uma hora de Cuiabá, oferece visitação ao Mirante do Véu da Noiva e ainda passeios pelo circuito de cachoeiras, cidade de pedra e o Morro de São Jerônimo. Fora o mirante, todos os outros atrativos necessitam de agendamento prévio com guias ou condutores autorizados pelo parque. A entrada sem guia só é permitia a partir das 9 horas até as 16 horas.

No mirante é possível avistar os casais de araras vermelhas que fazem ninhos no paredão da cachoeira que conta com 86 metros de queda. O bioma, composto de um tipo de vegetação chamada cerrado-anão impressiona pelo aspecto árido. Palmeiras de babaçu e buriti, se mesclam com poucas flores brancas.

Vale o passeio para ver a vista da cidade de pedra, que recebeu esse nome porque ao olhar da parte de baixo dos precipícios as formações rochosas dão a impressão de ser uma cidade.

Chapada dos Guimarães é também o nome da cidade do lado do parque. Na praça principal é possível comprar artesanato e ainda comer bem nas barraquinhas e restaurantes do entorno. O restaurante Penhasco, além do bufê variado, reserva um vista deslumbrante do alto de um rochedo de 200 metros. 

Jaciara

São as mais de 72 quedas d’água, cachoeiras e corredeiras que tornaram a pequena Jaciara a capital mato-grossense dos esportes radicais. Com mais de onze hotéis e duas pousadas, conta ainda com balneários e clubes recreativos cheio de atrações para os amantes da natureza.

Um dos lugares mais visitados é a Chachoeira da Fumaça que conta com 30 metros de queda. Dentro do balneário,é possível fazer subir adrenalina ao optar pela prática do rafting e o cachoeirismo oferecidos pela empresa Nativivo.

No primeiro, a descida pelo rio Tenente Amaral, garante diversas emoções em aproximadamente 3 quilometros de corredeira, em 2h30 de atividade, por R$ 85.

Já o cachoeirismo é o rapel na queda d’água, com descida de 27 metros, sempre acompanhado de instrutores treinados. O valor da aventura é R$ 100 por pessoa.

A jornalista viajou à convite da Sedec-MT

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