Booking investe em programa para incentivar turismo sustentável

Por: Márcio Diniz | Comunicar erro

De uma pequena startup a líder global no setor de reservas de hotéis on-line. Esse é a trajetória da holandesa Booking.com em pouco mais de 20 anos de existência.

Fundada em 1996 por Geert-Jan Bruinsma, a empresa hoje tem mais de 17.000 funcionários –10% trabalham na sede em Amsterdã (Holanda)– em 198 escritórios espalhando por 70 países, incluindo o Brasil.

Sede da Booking em Amsterdã; empresa tem mais de 17.000 funcionários espalhados pelo mundo
Crédito: DivulgaçãoSede da Booking em Amsterdã; empresa tem mais de 17.000 funcionários espalhados pelo mundo

Por dia, são efetuadas mais de 1,5 milhão de reservas pela plataforma, que tem em seu portfólio cerca de 28 milhões de unidades habitacionais em mais de 138 mil destinos em 229 países e territórios no mundo todo.

As opções de hospedagem ofertadas pela Booking.com vão desde os tradicionais hotéis, iglus, casas na árvore, barcos e até mesmo a experiência de dormir numa antiga prisão (leia mais aqui).

Booking aposta na expansão do turismo sustentável
Crédito: DivulgaçãoBooking aposta na expansão do turismo sustentável

Com a marca mais que consolidada, a Booking.com aposta suas fichas nas casas e apartamentos de aluguel por temporada e no turismo sustentável, este último, pode-se dizer, é o projeto da vez.

“Procuramos conhecer minuciosamente os gostos dos nossos clientes para anteciparmos aos seus desejos”, diz a Gillian Tans, CEO da Booking.com, sobre os novos desafios da empresa.

Gillian Tans, 46 anos, CEO da Booking.com
Crédito: DivulgaçãoGillian Tans, 46 anos, CEO da Booking.com

Segundo “Lady Travel”, como Gillian é chamada por conta das inúmeras viagens que faz –por ano, ela visita cerca de 20 países–, as oportunidades de expansão continuam sendo a ordem do dia, “queremos crescer, mas de forma eficiente e sustentável”.

Uma pesquisa da empresa divulgada em abril corrobora a aposta nesta forma de atuação. O levantamento revelou que 87% dos usuários disseram que pretendem fazer viagens de forma sustentável. E isto começa com a acomodação escolhida.

As principais razões para os viajantes escolherem uma opção de acomodação ecológica são reduzir o impacto sobre o meio ambiente, segundo a pesquisa.

Aceleração de startups

Uma das ações da empresa neste setor é o Booking Booster, programa de aceleração de startups dedicadas ao turismo sustentável. A iniciativa foi lançada no começo do ano passado e este ano premiou dez delas.

Além de uma ajuda financeira de 500 mil euros, o programa incluiu semanas de palestras, workshops e mentorias com especialistas e funcionários da Booking.com na sede da empresa em Amsterdã.

“Além de ajudar iniciativas ligadas ao turismo sustentável, nosso objetivo é trabalhar em conjunto para descobrir e aprender como proteger o futuro dos destinos para que as próximas gerações possam continuar desfrutando deles”, diz Marianne Gybels, responsável pelo Booking Cares, ao qual o Booster é uma extensão.

Entre as startups premiadas este ano está a indiana Global Himalaya Expedition, que organiza expedições de impacto para fornecer acesso à energia limpa e educação digital às comunidades montanhosas remotas do Himalaia, permitindo que elas sejam colocadas no mapa para serem exploradas por futuros viajantes.

Imóveis por temporada

A outra aposta da Booking.com é a locação de casas e apartamentos por temporada. Recentemente a plataforma atingiu a marca de 5 milhões de unidades ofertadas, superando o Airbnb, seu concorrente direto.

Um estudo do final do ano passado revelou que os usuários da plataforma estão mais favoráveis a se hospedarem neste tipo de acomodação, principalmente as famílias com filhos.

No caso do Brasil, um em cada três viajantes preferem ficar em imóveis de aluguel, como casas ou apartamentos, ao invés de hotéis.

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Autor: Márcio Diniz