Como seriam 5 ícones do Brasil se tivessem sido projetados por Niemeyer
Cristo Redentor, MASP e outros marcos ganham novas versões inspiradas na arquitetura de Oscar Niemeyer com uso de IA
No último dia dia 15 de dezembro, o Brasil celebrou o aniversário de Oscar Niemeyer. Se estivesse vivo, o arquiteto brasileiro mais famoso do mundo completaria 117 anos.
Para explorar como o traço de Niemeyer poderia dialogar com marcos históricos consagrados, uma análise conduzida pela Firefly —plataforma de inteligência artificial da Adobe— reinterpretou cinco pontos turísticos brasileiros a partir do estilo do arquiteto.

A partir de diferentes modelos de IA disponíveis na plataforma, como FLUX Ultra Raw e Gemini Flash, a Firefly recriou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP); o Elevador Lacerda, em Salvador; o Teatro Amazonas, em Manaus; e a Ópera de Arame, em Curitiba, como se tivessem sido concebidos por Niemeyer.
Os traços famosos de Oscar Niemeyer
Reconhecido internacionalmente pelas curvas livres e pelo uso escultórico do concreto, Oscar Niemeyer deixou um legado que atravessa décadas e fronteiras. Sua obra inclui ícones como o Congresso Nacional, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, a Catedral de Brasília, o Memorial da América Latina e o Museu Nacional da República, além de edifícios emblemáticos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Ao longo da carreira, assinou mais de 600 projetos no país e no exterior.
Para orientar os modelos de inteligência artificial, a descrição do estilo niemeyeriano foi construída a partir de estudos do Instituto e da Fundação Oscar Niemeyer, além de publicações acadêmicas que destacam características centrais de sua arquitetura, como formas contínuas, ausência de ângulos rígidos, uso expressivo do concreto branco, curvas inspiradas na paisagem e integração orgânica com o espaço urbano.
A seguir, confira as imagens originais de cada monumento, seus autores, e as versões reinterpretadas em um modernismo de linhas curvas, acompanhadas de explicações sobre as transformações propostas pelas IAs para se adequar ao traço característico de Niemeyer.
Como seriam 5 ícones brasileiros se tivessem sido criados por Niemeyer
Cristo Redentor, Rio de Janeiro (RJ)

Arquitetos originais: Heitor da Silva Costa e Paul Landowski
Estilo original: Art Déco, linhas geométricas, monumentalidade vertical e proporção clássica. Foto original (créditos): Wikimedia Commons – Christ the Redeemer (Autor: Diego Delso)
Imagem reinterpretada por IA: Firefly – modelo FLUX Ultra Raw
O que mudou: a IA substituiu a rigidez Art Déco por curvas amplas e superfícies contínuas em concreto branco, aproximando a estátua de uma peça escultural típica de Niemeyer. As dobras da túnica viraram ondas fluidas, e o corpo ganhou acabamento polido, com anatomia suavizada.
MASP – Avenida Paulista (SP)

Arquiteta original: Lina Bo Bardi
Estilo original: Brutalismo moderno, uso estrutural do vazio, transparência e grandes vãos livres.
Foto original (créditos): Foto enviada pela autora (Avenida Paulista – MASP)
Imagem reinterpretada por IA: Firefly – modelo FLUX Ultra Raw
O que mudou: mantendo a Paulista exatamente como está, a IA reinterpretou o bloco suspenso como uma grande peça curva apoiada sobre pilotis finos, substituindo o brutalismo angular por superfícies contínuas e plissadas, como se o museu fosse moldado em uma única membrana de concreto branco.
Elevador Lacerda – Salvador (BA)

Arquiteto original: Augusto Frederico de Lacerda
Estilo original: Art Déco verticalizado, com linhas retas e ornamentação geométrica.
Foto original (créditos): Wikimedia Commons – Elevador Lacerda (autor: Leonardo Bordin)
Imagem reinterpretada por IA: Firefly – modelo Gemini Flash
O que mudou: o elevador recebeu transições suaves, volumes espessos e formas fluidas, eliminando linhas ortogonais. A torre ganhou bordas arredondadas, e o bloco superior foi redesenhado com curvas contínuas, lembrando o MAC de Niterói. Todo o entorno permaneceu intacto, conforme solicitado à IA.
Teatro Amazonas – Manaus (AM)

Arquitetos originais: Celestial Sacardim e Crispim do Amaral
Estilo original: Ecletismo do século XIX, com domo de azulejos coloridos e ornamentação clássica.
Foto original (créditos): Wikimedia Commons – Teatro Amazonas (autor: Thiago Marra)
Imagem reinterpretada por IA: Firefly – modelo Gemini Flash
O que mudou: a cúpula multicolorida foi substituída por uma cobertura curva de concreto branco, e a fachada clássica virou um volume escultural contínuo, com vidros panorâmicos e traços inspirados no conjunto da Pampulha. O entorno, incluindo a praça, ficou intacto.
Ópera de Arame – Curitiba (PR)

Arquiteto original: Domingos Bongestabs
Estilo original: Estrutura tubular metálica, transparência e integração com a paisagem verde.
Foto original (créditos): Prefeitura de Curitiba / Agência de Notícias do Paraná
Imagem reinterpretada por IA: Firefly – modelo FLUX Ultra Raw
O que mudou: a estrutura metálica circular foi reinterpretada como um organismo fluido, com lajes curvas, pilotis finos e uma cobertura em formato orgânico, substituindo o aço por concreto branco contínuo. A ponte e o lago foram preservados fielmente.