Curaçao é destino para explorar com todos os sentidos
Ilha caribenha fora da rota de furacões oferece sol o ano inteiro e experiências que unem natureza, história e gastronomia
“Dushi” é uma das primeiras palavras que o visitante aprende ao chegar a Curaçao. No papiamento —idioma local que mistura influências do português, espanhol, holandês e línguas africanas— significa “doce” ou “querido” e serve tanto para se referir a alguém de forma carinhosa quanto para qualificar o que agrada —da comida ao clima, da paisagem ao modo de viver na ilha.
A experiência começa antes mesmo de qualquer roteiro. A luz constante, o mar visível em diferentes pontos e a proximidade com a faixa litorânea criam uma sensação de continuidade. Não há ruptura entre deslocamento e permanência: tudo parece acontecer no mesmo ritmo.

Situada a cerca de 70 km da costa norte da Venezuela, entre Aruba e Bonaire, Curaçao entrou no mapa europeu em 1499, durante as expedições espanholas pela costa sul-americana. Décadas depois, em 1634, a ilha mudou de controle e passou ao domínio holandês, após uma ofensiva liderada por Johan van Walbeeck, marco que redefiniu seu papel estratégico no Caribe.

Até 2010 o destino pertencia às extintas Antilhas Holandesas. Atualmente se trata de um país independente constituinte do Reino dos Países Baixos que também é composto pela Holanda, na Europa, além de Aruba, Bonaire e Sint Maarten, também localizados no Caribe.
Essas camadas históricas ajudam a explicar por que Curaçao se consolidou como um destino que vai além do litoral. A ilha conquista o turista com peculiaridades muito distintas. Um bom exemplo disso é o fato de na ilha se falar, além do diferente e sonoro papiamento, o holandês, espanhol e o inglês. Nos últimos anos o português também é falado por alguns moradores.
Colorida e encantadora Willemstad
Willemstad organiza o ritmo da viagem. Capital de Curaçao e reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, a cidade concentra a leitura histórica da ilha e também seu cotidiano mais imediato.
A capital é dividida pela Baía de Santa Anna em duas regiões principais: Punda (a leste) e Otrobanda (a oeste). As duas áreas são conectadas pela ponte Queen Juliana, com seus 60 metros de altura, e pela ponte flutuante Queen Juliana, que é uma atração à parte.

Em Punda, fachadas alinhadas, comércio e fluxo constante de visitantes. Em Otrobanda, ruas mais estreitas e intervenções artísticas indicam transformação urbana. A ponte Queen Emma conecta os dois lados e regula a travessia conforme a passagem de embarcações.
A arquitetura de influência holandesa aparece de forma contínua. Prédios históricos, ruas estreitas e varandas voltadas para o canal compõem o cenário urbano.

As cores são um elemento dominante. Casas e edifícios comerciais formam um conjunto visual que se destaca na paisagem. Uma versão popular atribui essa escolha a uma decisão de governo no passado, quando fachadas brancas teriam sido substituídas por tons variados para reduzir o impacto da luz solar. A origem da história é incerta, mas o resultado permanece como uma das marcas mais reconhecíveis da cidade.

Para conhecer melhor Willemstad, a dica é fazer um passeio de tuk-tuk. A CurTukTuk, empresa credenciada pelas autoridades locais, tem roteiros que duram de 1 a 2 horas e passam por pontos turísticos como o Forte Amsterdã –edifício mais antigo da ilha e sede do governo–, as mansões coloridas de Scharloo e o mercado flutuante.
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O formato aberto dos tuk-tuks permite observar a dinâmica urbana sem interrupções, com paradas pontuais para leitura dos principais marcos. É ideal para evitar caminhar no calor, com guias que fornecem contexto histórico. O tour de 2 horas custa a partir de US$ 80 (cerca de R$ 420).
Curaçao tem sol, calor e mar em diferentes tons de azul
Fora da rota de furacões, Curaçao tem dias ensolarados quase todo o ano, com temperatura média de 27ºC. A previsibilidade do tempo não é detalhe logístico, mas parte central da viagem. O visitante sabe, antes de embarcar, que passará mais tempo ao ar livre do que em ambientes fechados.

Em uma área de 444 km², a ilha reúne cerca de 180 mil habitantes e um litoral recortado por mais de 30 praias de acesso relativamente simples. Distribuídas ao longo da costa, essas faixas de areia variam entre enseadas pequenas e áreas mais estruturadas, com águas calmas que favorecem banho e atividades como snorkel. É nesse conjunto que o destino constrói sua principal força: a relação direta e contínua com o mar.

Na ilha, as praias se dividem entre públicas e privadas, sendo que, nestas últimas, há cobrança de acesso. Ainda assim, os valores são baixos e não costumam ser um impeditivo para o visitante. Em média, a entrada custa entre 5,50 e 22 florins caribenho –também chamado de guilder caribenho–, por pessoa (cerca de R$ 66). Na maioria delas esse valor inclui o uso de cadeiras de praia e acesso a infraestrutura como banheiros, bares e restaurantes.
Entre as praias privadas mais conhecidas está Porto Mari, na costa oeste da ilha. Com faixa de areia clara e mar calmo, o local atrai visitantes interessados em atividades aquáticas, especialmente mergulho.

A visibilidade da água favorece a observação da vida marinha, o que explica a presença constante de mergulhadores. No local, é possível alugar equipamentos completos. Para quem prefere snorkeling, o acesso direto ao recife permite avistar cardumes a poucos metros da areia sem necessidade de embarcação.
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Para além do mar, a área também oferece trilhas que partem do estacionamento, como a Seru Matteo, a Trilha da História e a Trilha dos Pássaros. Os percursos podem ser feitos a pé ou de bicicleta e ampliam o uso do espaço para além da praia.
Outra praia privada bastante frequentada é Cas Abao, na costa noroeste de Curaçao e tem acesso por estrada não pavimentada, mas em boas condições para circulação de veículos. O local conta com estacionamento amplo e funciona diariamente, das 8h às 18h.

O ingresso custa cerca entre 11 a 15 florins (dependendo do dia da semana) por carro, com até quatro pessoas. A estrutura inclui áreas de sombra, restaurante e apoio ao visitante, que podem levar alimentos e bebidas, mas a oferta no local dispensa a necessidade. No mar, a variação de tons entre verde e azul muda conforme a luz ao longo do dia.

Entre as praias públicas, Kenepa Grandi está entre as mais procuradas. Localizada a cerca de 45 minutos de Willemstad, a enseada é delimitada por formações rochosas que moldam o contorno da faixa de areia. Antes da descida, um mirante permite observar toda a área e funciona como ponto de parada para fotos.
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Na água, o mar tende a permanecer calmo, com poucas ondas e temperatura constante. A permanência costuma se prolongar, sem pressa para sair. Ao contrário do que ocorre em muitas praias brasileiras, há regras claras de uso nas áreas públicas de Curaçao. Não é permitido som alto, pesca, churrasco, descarte de lixo ou a presença de animais domésticos. É uma das preferidas dos brasileiros.

Outra praia pública é a de Daaibooi, a cerca de 30 minutos de Willemstad, uma alternativa mais discreta dentro do circuito de praias da ilha. A faixa de areia tem acesso gratuito e mantém uma frequência maior de moradores, o que define o ambiente. A estrutura é simples, com bar local e áreas de apoio básicas, suficientes para quem pretende passar algumas horas no local.
O uso de cadeiras e guarda-sóis tem custo de US$ 3. O local possui apenas um bar de praia, o Williwood, que serve petiscos, lanches e bebidas.
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O mar, geralmente calmo, favorece o snorkel, com visibilidade que permite observar peixes próximos à costa. Sem grandes intervenções ou controle de acesso, a praia funciona em ritmo mais lento, com permanência prolongada e pouca rotatividade.
Também conhecida como Playa Grandi, a Playa Piskado fica no norte de Curaçao, próxima à vila de Westpunt, e funciona como ponto de encontro entre pescadores e visitantes. A dinâmica da praia é diferente de outras áreas da ilha. Barcos retornam ao longo do dia e a limpeza dos peixes acontece ali mesmo, o que atrai tartarugas marinhas para a região.

A presença desses animais tornou o local conhecido entre quem busca observação próxima, muitas vezes a poucos metros da areia.
O acesso é simples e gratuito, com estrutura básica. Pequenos quiosques vendem bebidas e petiscos, mas a permanência costuma ser mais curta, focada na experiência no mar.

O snorkeling é a principal atividade. A água permite visibilidade suficiente para acompanhar o movimento das tartarugas e de cardumes que circulam pela área. Por outro lado, a interação constante com humanos exige atenção: recomenda-se manter distância dos animais e evitar qualquer tipo de toque ou alimentação.
Dica importante para visitar as praias de Curaçao: leve sapatilhas, pois a maioria da faixa de areia possui pequenas pedras e resto de material orgânico, como conchas.
Mambo Beach, o lado mais baladeiro de Curaçao
Localizada a poucos minutos de Willemstad, Mambo Beach é a praia mais movimentada de Curaçao. A faixa de areia é acompanhada por beach clubs, bares e restaurantes que funcionam tanto para hóspedes como visitantes, com oferta de espreguiçadeiras durante o dia.
No Bonita Beach Club, às sextas-feiras, ocorrem as chamadas “horas felizes”, o nosso famoso “sextou” embalado por muita música e bebida, que vai das 17h30 às 19h. À noite, o espaço funciona como restaurante com mesas pé na areia. Também é servido café da manhã.

De frente para praia, o Mambo Beach Boulevard funciona como um shopping. O local tem boa oferta de lojas, restaurantes e cafés, permitindo alternar entre banho de mar e compras sem necessidade de deslocamentos até o centro de Willemstad. O espaço funciona como como extensão da orla.
No fim da tarde, o movimento se concentra nos bares e na faixa de areia. O pôr do sol é um dos momentos mais observados do dia, seja a partir das mesas à beira-mar ou dentro da água, que permanece com temperatura agradável até o anoitecer.
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Vale dizer que parte da praia não é natural. A água do mar é represada artificialmente, formando áreas protegidas que funcionam como piscinas de borda contínua. O resultado é um trecho de mar mais calmo, com poucas ondas, que favorece longos períodos dentro d’água.
Por ser uma praia particular, o acesso é pago e custa cerca de US$ 4. Em períodos com festas e eventos, os valores podem variar de acordo com a programação. Hóspedes dos hotéis que ficam na orla, como o Lions Dive Beach Resort. têm acesso gratuito.
Klein Curaçao, o paraíso inabitável
Uma viagem a Curaçao não é completa sem incluir Klein Curaçao no roteiro, uma das mais lindas do mundo. Localizada a cerca de 25 km da costa, a ilha é desabitada e tem uma das faixas de areia mais extensas do território. O acesso é feito exclusivamente por barco, em travessias que partem ainda pela manhã da região de Spanish Water ou Caracasbaai.

Operadoras como a BlueFinn Charters Curaçao realizam o percurso em catamarãs e lanchas, com roteiros que incluem transporte, refeições e bebidas. O preço varia conforme o tipo de embarcação, o número de passageiros a bordo e os serviços oferecidos. O tradicional custa US$ 120 (R$ 640) e inclui churrasco, bebidas, máscara de snorkel, barraca de praia e espreguiçadeiras.
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Por ser desabitada, a ilha mantém uma dinâmica simples. Há um farol antigo, alguns vestígios de estruturas e pontos de apoio montados pelas próprias empresas de turismo, com áreas de sombra e suporte básico. O restante do tempo é dedicado à permanência na praia e ao contato direto com o ambiente. Protetor solar, chapéu e água são itens recomendados para quem pretende permanecer mais tempo na ilha.

O mar é um dos principais atrativos, com boa visibilidade para snorkeling e presença frequente de tartarugas e cardumes próximos à costa. A faixa de areia extensa permite caminhadas ao longo da ilha, sem concentração de público.
A procura pelo passeio é alta, especialmente em períodos de maior movimento, o que torna recomendável reservar com antecedência. As saídas também dependem das condições de navegação, podendo sofrer alterações ou cancelamentos. Por isso, o passeio é indicado para os primeiros dias da viagem, evitando imprevistos de última hora.
Entre os pontos de interesse está o antigo farol, que pode ser visitado em uma caminhada curta pelo interior da ilha. Próximo dali, restos de naufrágios permanecem na faixa de areia, criando um contraste com o entorno.
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O mar ao redor é um dos principais atrativos. A visibilidade favorece a prática de snorkeling, com presença frequente de tartarugas e cardumes próximos à costa. A ausência de barreiras naturais faz com que a água tenha variação de corrente, o que exige atenção em alguns trechos.
Klein Curaçao tem um histórico associado a naufrágios, resultado direto das correntes marítimas intensas e dos ventos constantes que atingem a região. Ao longo dos anos, diversas embarcações acabaram encalhando nas proximidades da ilha, como o petroleiro Maria Bianca Guidesman, que encalhou 1987. Os destroços ainda visíveis na faixa de areia funcionam como registro desse passado e se tornaram parte da paisagem local.
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A travessia leva cerca de 1h30 a 2h, dependendo das condições do mar. A ida requer atenção por causa do vento, o que torna o mar um pouco agitado. É comum que visitantes recorram a medicamentos para prevenir enjoo. A recomendação é tomar o medicamento cerca de 30 a 60 minutos antes do embarque, sempre respeitando a orientação da bula ou de um profissional de saúde.
Onde provar os pratos que revelam a essência de Curaçao
A gastronomia de Curaçao reflete a mistura de influências europeias, africanas e caribenhas, e cada refeição na ilha revela um pouco dessa diversidade cultural. Durante a viagem, os locais escolhidos para almoço e jantar mostraram como sabores e ambientes se conectam à identidade do destino.
No Hemingway Beach Bar & Restaurant, localizado no Lions Dive Beach Resort, o cardápio combina pratos internacionais com opções locais. É possível saborear peixes frescos preparados de forma simples, acompanhados por saladas tropicais, em um ambiente à beira-mar que também funciona para o jantar. Também á opções de hambúrgueres e petiscos.
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Sob o comando do chef local Willy Balentina, o restaurante Kultura Kòrsou, instalado dentro do Hofi Mango Park, na região de Lagun, apresenta uma proposta que une tradição e inovação. A cozinha crioula, marcada por raízes africanas, europeias e caribenhas, ganha uma abordagem sofisticada com técnicas internacionais aplicadas a ingredientes regionais. O resultado são pratos que preservam a essência cultural da ilha, mas chegam à mesa com frescor e refinamento, transformando cada refeição em uma experiência que conecta história e contemporaneidade.

Por estar situado em Lagun, o restaurante pode ser incluído em um roteiro que passa por praias como Playa Lagun e Playa Jeremi, tornando o almoço ou jantar no Kultura Kòrsou parte de uma jornada que conecta gastronomia, paisagem natural e história local.
Para quem busca uma pegada mais praiana no almoço, o Brisa do Mar, em Caracasbaai, é a indicação pelo frescor dos frutos do mar preparados com temperos caribenhos. O restaurante é conhecido por servir lagosta grelhada, acompanhado de arroz e salada, ou peixe do dia. No menu também tem pokes e até quesadilla –peça a de queijo.
O Landhuis Brakkeput Mei Mei, instalado na frente da antiga casa de plantação Brakkeput Mei Mei, oferece jantar ao ar livre sob as estrelas. O cardápio inclui peixe fresco, carnes grelhadas no carvão e um buffet de saladas. A música caribenha e o ambiente tropical tornam a experiência memorável.
No Bocas Mambo, na movimentada Mambo Blvd, a tradição argentina é o destaque. Cortes de carne, costelas e frutos do mar compõem o cardápio, em um espaço que combina a atmosfera vibrante da região com sabores intensos.
O chileno Olas y Copas aposta em um jantar com vista para o mar. O ambiente tranquilo e romântico acompanha pratos que reforçam a identidade caribenha, com toque chileno, transformando a refeição em parte da experiência de viagem.
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O Pasawá Box Eatery apresenta um conceito de mercado de comida de rua. Com áreas para balcão, mesas e espaços em pé, o visitante pode circular e experimentar diferentes opções. Entre os pratos, há variações rápidas e saborosas que refletem a informalidade da proposta. Hambúrgueres, fish’n chips, quesadillas e shushis estão no cardápio, além de drinques clássicos e autorais.
Por fim, o Chill Beach Bar & Grill, também no Lions Dive & Beach Resort, ganha vida à noite com churrascos servidos em espetinhos de carne ou peixe. O espaço descontraído, com redes e coquetéis, se transforma em ponto de encontro, especialmente após happy hours de sexta e domingo.
Melhor época para visitar Curaçao
Curaçao pode ser visitada em qualquer época do ano. O clima se mantém estável, com uma longa estação seca entre janeiro e setembro e um período considerado “chuvoso” de outubro a dezembro, variando em média entre 25 °C e 32 °C.

Na prática, a variação é pouco perceptível para o visitante. As chuvas, quando ocorrem, costumam ser rápidas e localizadas, geralmente no fim do dia, sem comprometer a programação. Em poucas horas, o tempo abre novamente. Outro fator relevante é a posição geográfica da ilha, fora da rota de furacões do Caribe. Essa condição reduz a incidência de eventos climáticos extremos e contribui para a previsibilidade da viagem.
Importante lembrar que a alta temporada vai de dezembro a março, quando há maior fluxo de turistas e passagens aéreas e diárias de hotéis estão mais altas.

Para entrar em Curaçao os brasileiros precisam apresentar passaporte válido até o fim da viagem, preencher o cartão digital de imigração (DI-Card) até três dias antes do embarque (ou seja, até 72 horas antes da sua entrada), com informações de pessoais, foto e local de hospedagem, e apresentar certificado de vacinação contra a febre amarela (veja passo a passo aqui). Não há exigência de visto para turismo de até 90 dias. A imigração é fácil.

Alugar um carro é essencial para explorar a ilha e as praias de Curaçao. A moeda local é o florim caribenho, mas o dólar é amplamente aceito. A maior parte das lojas, restaurantes e hotéis aceita cartões de crédito e débito, o que facilita bastante a vida do visitante. Mas é recomendável ter dinheiro em espécie.
A taxa de câmbio oficial é estável e mantida pelo Banco Central de Curaçao e Sint Maarten (CBCS) em aproximadamente 1 XCG (florim caribenho) = US$ 1,79.
Seguro viagem
Curaçao não exige seguro viagem dos brasileiros, mas é altamente recomendado. O atendimento médico na ilha é pago e pode ser muito caro para turistas. A GTA (Global Travel Assistance) é uma das opções de seguradoras confiáveis que oferecem planos para a região, cobrindo despesas médicas e imprevistos.
Os planos da GTA oferecem uma cobertura ampla para diferentes situações que podem ocorrer durante a estada fora do país. Entre os benefícios estão a assistência médico-hospitalar e odontológica, garantindo atendimento em casos de necessidade de saúde. Também estão incluídos o traslado médico e o regresso sanitário, que asseguram transporte adequado em situações específicas.
Outro ponto importante é a proteção contra extravio de bagagem, além do suporte em casos de atraso de voo, que podem impactar o deslocamento do viajante. A cobertura prevê ainda a prorrogação de estada, caso seja necessário permanecer mais tempo no destino.
Curaçao quer atrair mais brasileiros
O fluxo de brasileiros para Curaçao vem crescendo de forma consistente. Em 2025, o país foi o quinto maior emissor de turistas para a ilha, com 39.418 visitantes. Para se ter uma ideia, em 2022 foram apenas 10.161. Para este ano, a projeção do Curaçao Tourist Board é receber cerca de 50 mil viajantes.
De olho no público brasileiro, o órgão de turismo oficial da ilha caribenha tem investido na capacitação bilíngue de guias e profissionais do turismo para acolher os visitantes que falam português.

“O desempenho do mercado brasileiro é resultado de um trabalho consistente de posicionamento do destino, de ampliação da conectividade aérea e de uma relação cada vez mais próxima com operadoras, agentes de viagem e companhias aéreas. O Brasil já é um dos mercados mais estratégicos para Curaçao e tende a crescer ainda mais em 2026”, afirma Muryad de Bruin, diretor do Curaçao Tourist Board.
No ano passado, Curaçao recebeu 788.427 visitantes que permaneceram hospedados, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Considerando também 44.243 excursionistas de um dia e 881.665 passageiros de cruzeiros, o destino totalizou 1.714.335 chegadas, alta de 9% frente a 2024, consolidando um dos melhores anos da história do turismo da ilha.
Em fevereiro, mês marcado pelo Carnaval local, Curaçao registrou um aumento de 7% nas chegadas de turistas de longa permanência em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 4.984 visitantes adicionais, totalizando 74.591 viajantes durante o segundo mês do ano. O resultado reforça o apelo contínuo da ilha como destino durante a temporada de inverno no Caribe.
A América do Sul foi a região com maior crescimento, alcançando 27% de aumento nas chegadas em relação ao ano anterior. A América do Norte também apresentou expansão, com 6%, enquanto a Europa registrou um avanço mais moderado, de 3%. Esses números confirmam a diversificação dos mercados emissores e a consolidação de Curaçao como destino internacional em ascensão.
A Azul continua operando voos diretos de Belo Horizonte para Curaçao, mas a rota passou a ser sazonal, focada em períodos de alta temporada, como o verão. Para os brasileiros, a melhor opção é pela Copa Airlines, que tem três voos diários entre a Cidade do Panamá e Willemstad.
*O jornalista viajou a convite do Curaçao Tourist Board