Destino paradisíaco brasileiro estuda impor limite diário de visitação
Crescimento de quase 200% na visitação reacende debate sobre controle de acesso ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Os Lençóis Maranhenses podem ter limite diário de visitação. O motivo é o crescimento expressivo nos últimos anos no número de visitantes, chamando atenção de gestores públicos e operadores de turismo.
Em 2024, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses registrou cerca de 440 mil visitantes, ante 141 mil em 2019, um crescimento de 191% no período, movimento que levou autoridades a estudar a criação de um limite diário de entradas. As informações são do jornal “O Globo“.

O crescimento acelerado coloca desafios ligados à sustentabilidade e à capacidade de manejo do destino, especialmente após o parque receber o título de Patrimônio Natural Mundial da Unesco em 2024, reconhecimento que ampliou a visibilidade internacional da região.
Entre janeiro e julho de 2025, o monitoramento realizado pelas secretarias de turismo locais registrou mais de 381 mil visitantes, o que representa uma alta de mais de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Controle de fluxo nos Lençóis Maranhenses
O aumento da demanda turística acende alertas sobre a necessidade de ações de preservação, ordenamento e controle de fluxo. De acordo com a reportagem do “O Globo”, técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prefeituras e lideranças comunitárias já discutem a adoção de um limite diário de visitantes, embora ainda não exista definição sobre números ou prazos para a medida.

O debate sobre controle de acesso ocorre em meio a um contexto mais amplo de expansão do turismo nacional. Em 2025 o Brasil registrou recorde histórico de turistas internacionais, com mais de 9 milhões de visitantes estrangeiros, consolidando destinos como os Lençóis no mapa do turismo mundial.
A intensa visitação traz impactos diretos às cidades do entorno —como Santo Amaro e Barreirinhas— que enfrentam picos populacionais durante a alta temporada e pressões sobre a infraestrutura local. Entre os desafios citados por especialistas e moradores ouvidos na reportagem estão riscos de contaminação do lençol freático e a necessidade de planejamento urbano e turístico para evitar degradação ambiental.
A discussão sobre limites de acesso faz parte de um esforço mais amplo para conciliar o crescimento do turismo com a preservação do patrimônio natural, uma questão que gestores, operadores e comunidades locais tentam equilibrar diante do interesse cada vez maior pelo destino.