Golpes no aluguel por temporada; saiba como se proteger

Crescimento do turismo impulsiona o aluguel por temporada, mas também exige cuidados para não cair em anúncios falsos e pagamentos irregulares

12/01/2026 13:47

O aluguel por temporada se firmou como uma das principais opções de hospedagem no Brasil, impulsionado pelo turismo doméstico, pela digitalização das reservas e pela busca por maior flexibilidade. O avanço do setor, porém, veio acompanhado do aumento de golpes envolvendo anúncios falsos, imóveis inexistentes e pedidos de pagamento fora das plataformas, sobretudo em períodos de alta demanda.

Dados da Pnad Contínua Turismo indicam que mais de 90% das viagens feitas por brasileiros ocorrem dentro do país. Esse cenário fortalece destinos com grande oferta de casas e apartamentos para locação temporária e amplia o uso de plataformas digitais para a reserva de hospedagem.

Crescimento do turismo impulsiona o aluguel por temporada, mas também exige cuidados para não cair em anúncios falsos e pagamentos irregulares
Crescimento do turismo impulsiona o aluguel por temporada, mas também exige cuidados para não cair em anúncios falsos e pagamentos irregulares - Freepik

Cidades com intenso fluxo turístico concentram tanto oportunidades legítimas quanto tentativas de golpe. Destinos como Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Fortaleza e Bombinhas estão entre os mais procurados ao longo do ano, com picos no verão, em feriados prolongados e durante grandes eventos.

Segundo órgãos de defesa do consumidor, como Procon e Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), é justamente nesses períodos que aumentam as reclamações relacionadas a fraudes, quando o viajante tende a agir com mais pressa para garantir a hospedagem.

Golpes mais comuns no aluguel por temporada

Levantamentos do setor mostram padrões recorrentes nas denúncias:

  • Anúncios falsos ou copiados: uso de fotos retiradas de outros sites, associados a endereços inexistentes ou que não pertencem ao anunciante;
  • Pagamento fora da plataforma: pedidos de Pix, transferência ou depósito direto, eliminando qualquer mecanismo de proteção ao consumidor;
  • Preços muito abaixo do mercado: valores incompatíveis com a média do destino costumam ser um dos principais sinais de alerta;
  • Intermediários falsos: golpistas se passam por corretores ou proprietários e utilizam contratos e documentos fraudulentos.

Como se proteger antes de reservar

Especialistas em turismo e direito do consumidor recomendam cuidados básicos para reduzir riscos. “A maioria dos golpes ocorre fora de ambientes digitais organizados. Plataformas especializadas em aluguel por temporada ajudam a reduzir riscos ao oferecer mais transparência ao usuário”, afirma Thiago Moresqui, analista do CasaTemporada.

Entre as principais recomendações estão:

  • Utilizar plataformas confiáveis e especializadas, que façam verificação de anúncios e ofereçam ambiente seguro de negociação;
  • Comparar preços e desconfiar de ofertas muito abaixo da média praticada no destino;
  • Evitar negociações e pagamentos fora da plataforma, o que dificulta comprovação e cancelamento em caso de problema;
  • Verificar avaliações e histórico do anunciante, observando comentários de outros hóspedes.

Plataformas mais usadas para aluguel por temporada

Ao buscar um imóvel para férias ou estadias curtas, escolher plataformas consolidadas é um passo importante para garantir mais segurança. Entre as mais utilizadas estão:

  • CasaTemporada: plataforma brasileira focada em aluguel por temporada, com ampla oferta de casas e apartamentos em destinos turísticos nacionais;
  • Airbnb: um dos maiores marketplaces globais do setor, com sistema de avaliações e pagamento integrado;
  • Booking.com: além de hotéis, reúne apartamentos e imóveis de temporada, com comentários verificados e opções de cancelamento;
  • Vrbo: voltado principalmente a casas inteiras, é comum entre famílias e grupos;
  • HomeToGo e Tripping.com: agregadores que comparam anúncios de várias plataformas em um único ambiente.

Independentemente da escolha, a orientação é ler atentamente as políticas de uso, cancelamento e avaliações, além de realizar pagamentos apenas pelos sistemas oficiais das plataformas.

O que fazer em caso de golpe

Se o viajante for vítima de fraude, a recomendação é registrar boletim de ocorrência, guardar comprovantes de pagamento e conversas, acionar o Procon e formalizar a reclamação na plataforma utilizada. A Senacon destaca que as denúncias ajudam a identificar padrões e a proteger outros consumidores.

Com a consolidação do aluguel por temporada no Brasil, informação e planejamento seguem como as principais ferramentas de prevenção. Em um mercado cada vez mais digital, transparência e segurança são decisivas para garantir uma viagem sem imprevistos.