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‘Isolado’ na Malásia, casal brasileiro cria projeto para recolher lixo de ilha

A viagem de volta ao mundo de Andressa e Flávio foi interrompida há um ano pela pandemia

Por: Redação

O casal Andressa Silva , 32  anos, e Flávio Mendes, 36,  saiu do Brasil para uma volta ao mundo no final de 2018 e estão na estrada até hoje. Há um ano estão em Langkawi, na Malásia, desde o início da pandemia do novo coronavírus, quando a viagem foi interrompida e indignados com a quantidade de lixo que veem pelas ruas da ilha onde moram, resolveram criar o projeto chamado Purifying Trip.

Já que não podem viajar no momento, Flávio e Andressa resolveram fazer algo que já planejavam há um bom tempo e até faziam durante a viagem, mas não compartilhavam até então.

Malásia
Crédito: Arquivo pessoalA viagem de volta ao mundo de Andressa e Flávio foi interrompida há um ano pela pandemia

“Os moradores locais não têm muita consciência sobre poluição e o uso do plástico é abundante nos países do sudeste asiático. O plástico é um problema muito grande por aqui. A comida é servida em sacolas, os sucos são servidos em sacolas com um canudinho e tudo mais o que imaginar”, conta Flávio.

“Para eles é algo que já faz parte da cultura desde que o plástico se tornou um material muito barato. Mudar isso não será da noite para o dia e sozinhos não conseguiremos isso, diz Andressa.

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Crédito: Arquivo pessoalViagem de volta ao mundo de Andressa e Flávio começou em 2018

Decididos de que iriam ajudar como pudessem, sem ganhar nada com isso, resolveram ir para as ruas e começar a limpar o que conseguissem em áreas mais afetadas.

Andressa conta que a intenção é sair pelas ruas de Langkawi pelo menos uma vez por semana em lugares onde há muito lixo e recolher tudo que puder. “Já começamos com nossas limpezas que estão gerando resultados, mas o trabalho é duro e conscientizar as pessoas será ainda mais”.


#DicaCatraca: sempre lembre de usar a máscara de proteção, andar com álcool em gel, respeitar o distanciamento social e sair de casa somente se necessário! Caso pertença ao grupo de risco ou conviva com alguém que precise de maiores cuidados, evite passeios presenciais. A situação é séria! Vamos nos cuidar para sair desta pandemia o mais rápido possível. Combinado?


Inicialmente eles criaram perfis no Instagram e Facebook onde compartilham as limpezas que fazem, a quantidade de lixo recolhida e mostram um pouco da realidade por trás desse trabalho.

Até o momento Andressa e Flavio já fizeram seis limpezas sozinhos e coletaram 60 kg de lixo. Pode parecer pouco, mas 95% desse lixo é plástico, sendo a maioria sacolas, copos e canudos, que são bem leves.

Lixo
Crédito: Arquivo pessoalProjeto surgiu da indignação da quantidade de lixo que veem pelas ruas da ilha onde moram na Malásia

“Precisamos entrar no meio do mato muitas vezes para recolher lixo que já foi engolido pela natureza. Dentre esses lixos, um dos itens que mais coletam são máscaras descartáveis. É triste ver que as pessoas descartam em qualquer lugar todo tipo de lixo”, desabafa Flavio.

Recentemente, por coincidência, em uma de dessas limpezas, o casal conheceu a dona de uma ONG da ilha que educa as crianças a fazerem o mesmo. Flávio conta que elas até saem de tempos em tempos para recolher lixo pela ilha.

Malásia
Crédito: Arquivo pessoalAndressa e Flávio recebem apoio de moradores locais

“Acreditamos que apenas pedir nas redes sociais não seria o ideal, então estamos indo para as ruas fazer nossa parte. Vemos as pessoas passando e agradecendo por estar fazendo aquilo e acreditamos que mesmo que seja por um instante, conseguimos impactar os moradores dessas regiões que limpamos”.

Muita gente acaba jogando o lixo dentro do seu próprio quintal, na frente de suas casas ou simplesmente juntando e botando fogo. Isso não é o certo e por todos os lugares, países e cidades em que passar, pretendem compartilhar o trabalho.

Crédito: Arquivo pessoalAndressa e Flavio já coletaram 60 kg de lixo

O casal conta que ainda tem a intenção de montar grupos voluntários nos lugares onde estiverem para acelerar o trabalho de coleta de lixo, além de fazer parcerias com ONGs locais. Eles têm certeza que em grupo o trabalho será feito muito mais rápido, além de levar as pessoas que nunca limparam as ruas, mostrando a realidade do lugar que elas vivem, que muitas vezes acaba passando despercebida no dia a dia.

“Muita gente joga lixo na rua, mas às vezes nem tem essa intenção, tanto é que você vê que muitos tentam ajudar da sua forma”, diz Flavio. Eles contam que durante as limpezas, já foram convidados para tomar uma água de coco com o dono de um terreno na área que eles faziam a limpeza.

Com a divulgação na internet, até foram convidados para passar dois dias em um hotel local, como agradecimento por estarem limpando a ilha onde moram.

Crédito: Arquivo pessoalGrande parte do lixo coletado é plástico, sendo a maioria sacolas, copos e canudos

Andressa e Flavio pretendem compartilhar em suas redes sociais todas as pessoas que fizerem o mesmo, nem que seja recolhendo apenas uma sacolinha de lixo por onde passar. Basta tirar uma foto e marcar a página que eles irão compartilhar.

Para quem quiser conhecer mais afundo o projeto, basta acessar as redes sociais: Instagram e Facebook.

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