Lima para quem visita a capital peruana pela primeira vez
Entre o Pacífico e o deserto, a cidade combina história, cultura urbana e experiências que revelam um destino em constante transformação
Antes de qualquer roteiro, Lima se revela pelo contraste. Entre o Pacífico e o deserto, a capital peruana cresce sob uma névoa quase permanente e combina vestígios de uma história milenar com uma vida urbana intensa.
Para quem ainda não conhece Lima, a primeira impressão pode enganar: por trás do cenário sóbrio, existe uma metrópole diversa, criativa e em constante transformação, onde tradição e experimentação convivem no dia a dia.

É nesse encontro que a capital peruana se apresenta como destino para além do óbvio —uma cidade que se descobre aos poucos e recompensa quem decide olhar com mais atenção.
A Catraca Livre selecionou quatro lugares que propõem um roteiro fora do óbvio e apontam caminhos para redescobrir Lima a partir de outros ângulos.
Lima para quem visita a capital peruana pela primeira vez
A cidade como galeria a céu aberto
Em distritos como Miraflores, a arte urbana passou a ocupar fachadas e espaços públicos como parte da paisagem cotidiana. Murais de grandes dimensões transformaram quarteirões inteiros em pontos de interesse cultural.

Entre eles está “Ver con el corazón”, do artista Edwin Higuchi, conhecido como Pésimo, em um edifício da avenida José Larco. Obras de Piero Reyes, o Nyeth, e de Dear Lozada também integram esse circuito informal, espalhadas por ruas próximas.
As intervenções dialogam com temas locais e utilizam linguagens contemporâneas, criando um percurso que funciona como um museu ao ar livre e atrai visitantes interessados em fotografia e arte urbana.
Parapente sobre a Costa Verde
Para quem busca atividades ao ar livre, o parapente é uma das experiências mais procuradas em Lima. Os voos partem dos penhascos de Miraflores ou Barranco e permitem sobrevoar a Costa Verde, faixa litorânea que acompanha o Pacífico ao longo da cidade.

Operadoras especializadas oferecem voos duplos com instrutores certificados, atendendo tanto iniciantes quanto praticantes experientes. Além do aspecto esportivo, a atividade oferece uma vista ampla da orla e do traçado urbano da capital.
Cafés e lojas que viraram pontos turísticos
Parte da experiência urbana de Lima passa por espaços que ganharam visibilidade nas redes sociais. O Puku Puku, rede de cafés focada em grãos peruanos, é uma parada frequente para quem circula por Miraflores. Já a Helarte se destaca pelas apresentações visuais de sobremesas e bebidas, que ajudaram a popularizar o endereço.
Em Barranco, a Dédalo Arte y Artesanía reúne peças de design independente, artesanato contemporâneo e exposições temporárias, em um imóvel que preserva características do bairro. Os três locais ajudam a mapear uma Lima que combina consumo, estética e produção local.
Hotel como espaço cultural
Também em Miraflores, o nhow Lima propõe uma experiência que vai além da hospedagem. O hotel, do Minor Hotels, aposta em ambientes de forte identidade visual e programação regular aberta ao público, como encontros musicais e eventos ligados ao café e à cena urbana.

A proposta busca integrar design, cultura local e usos múltiplos do espaço, acompanhando uma tendência de hotéis que funcionam como polos de convivência. Para o visitante, o local se torna mais um ponto de observação das dinâmicas culturais da cidade.
Essas quatro paradas ajudam a entender como Lima se reinventa sem romper com sua história, oferecendo novas leituras para quem já conhece ou quer conhecer a capital peruana além do roteiro tradicional.