Parques e jardins no Rio de Janeiro para se conectar com a natureza

Entre o Catete, no centro, e o Sítio Burle Marx, em Guaratiba, há muitas formas de presenciar a vida natural na Cidade Maravilhosa

Por: Redação Comunicar erro

Conhecer o Rio de Janeiro é um dos sonhos de muitos brasileiros. Um dos motivos é a forma como a cidade conseguiu conviver com a natureza ao redor, formando um misto de urbanidade e de florestas, mar, rios, córregos, montanhas e trilhas.

Apesar da crise que a imagem do Rio passou nos últimos anos devido à violência, ainda há muita gente interessada em desembarcar nos aeroportos cariocas para conhecê-la.

Em 2017, a capital fluminense foi a segunda mais visitada por estrangeiros no país, atrás apenas de São Paulo (2,1 milhões contra 1,3 mi). Naquele ano, o Brasil registrou o maior número de entradas de estrangeiros em toda a sua história, com um total de 6.588.770 visitantes.

O Rio, porém, foi a única cidade brasileira na lista da Euromonitor International, consultoria de dados da União Europeia, ficando na 94ª colocação: é a quarta mais visitada da América do Sul, de acordo com a pesquisa.

A seguir, sugerimos quatro lugares para se conectar com a natureza na Cidade Maravilhosa.

Sítio Burle Marx

Crédito: AF-Rodrigues/RioTurAntiga residência do arquiteto e paisagista abriga uma das mais significativas coleções de plantas tropicais e subtropicais do mundo

O Sítio Roberto Burle Marx, na Barra de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, briga pelo título de Patrimônio Mundial da Unesco. Reconhecido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 2000, o sítio serve hoje como sede da entidade, que o recebeu como doação do paisagista e artista Roberto Burle Marx, um dos maiores nomes das artes e do urbanismo brasileiro morto em 1994.

Crédito: AF-Rodrigues/RioTurO Sítio Burle Marx oferece em seus 365 mil m² uma viagem por jardins inigualavelmente belos

Com 405 mil metros quadrados de área, vizinho ao Parque Estadual da Pedra Branca, na zona oeste da cidade, o instituto permite que os visitantes acessem um perímetro de 1,8 mil metros, onde hoje há uma fazenda de café, banana e mandioca e um jardim de plantas tropicais.

O local se tornou destino turístico recentemente, quando, além da coleção botânica, com mais de 3 mil espécies de diversas partes do mundo, os visitantes descobriram que o sítio ainda possui pontos históricos, como a Capela Santo Antônio da Bica, construída em 1681, a Casa Principal, onde Burle Marx viveu até sua morte, a Cozinha de Pedra, construção modernista que servia como local de recepção do paisagista, além do seu ateliê.

Crédito: AF-Rodrigues/RioTurInterior da casa onde Burle Marx viveu até sua morte

“Foram lugares de experimentação. Ali nasceu o jardim tropical moderno, foi uma criação do Burle Marx, ele foi a pessoa que se deu conta de que as plantas tropicais poderiam ser utilizadas em jardim, fez uma grande transformação no paisagismo. A contribuição do artista para a humanidade é muito importante”, disse Cláudia Storino, diretora do sítio. As floriculturas do RJ frequentemente se baseiam nos modelos do sítio para modelar suas vitrines e vender os projetos.

Jardins do Catete

Crédito: Divulgação/Museu da RepúblicaEm 1938, o Palácio do Catete e seu respectivo Jardim foram tombados pelo hoje Iphan

Antiga residência do barão de Nova Friburgo, Antônio Clemente Pinto, e sede do governo brasileiro entre 1896 e 1960, o Palácio do Catete, no centro do Rio, é conhecido pela sua história e pelo museu que hoje funciona ali, mas também atrai turistas pelo jardim de 24 mil metros quadrados perto do mar onde, principalmente aos finais de semana, há rodas de samba, piqueniques e apresentações de teatro e dança.

Crédito: Divulgação/Museu da RepúblicaO jardim do Catete tem 24 mil metros quadrados

Alguns jovens aproveitam o espaço para tocar instrumentos ou tirar fotos, e há ainda quem vá ao local para ver um filme no cinema adjacente ao prédio. Os jardins em estilo francês projetados por Paul Villon, claro, viram a passagem de muitos governantes até a mudança da capital para Brasília, em 1960.

Crédito: Divulgação/Museu da RepúblicaOs jardins em estilo francês foram projetados por Paul Villon

Além dos jardins, é quase obrigatório visitar o Museu da República, que guarda presentes recebidos pelos ex-presidentes, fotos, pinturas a óleo, móveis, atas de reuniões, esculturas, objetos pessoais e roupas, além das salas dos ministros, do gabinete presidencial, das salas de encontros e dos aposentos pessoais. A maior atração é o quarto em que os presidentes dormiam quando o prédio era sede do governo brasileiro –lugar em que Getúlio Vargas cometeu suicídio, em 1954.

Porto Maravilha

Crédito: Divulgação/Porto NovoVLT na região do Porto Maravilha

Visitar o porto renovado do Rio, um dos poucos legados das Olimpíadas de 2016, é uma das dicas que o jornal britânico The Guardian deu em uma lista de dez coisas que todo turista estrangeiro deve fazer no Rio de Janeiro. O texto, escrito pelo correspondente Dom Phillips, diz que a junção da cidade com a natureza foi um dos grandes legados dos Jogos de três anos atrás.

Crédito: Divulgação/Porto NovoVista panorâmica da Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro, que foi revitalizada

“Apesar de não ter sobrado muita coisa do evento, a cidade conseguiu fazer uma coisa certa: revitalizar a decadente área do porto e substituir velhas docas em uma praça espaçosa e exclusiva para pedestres, a Praça Mauá”, diz o texto. Além das apresentações de música, dos foodtrucks e dos murais grafitados, o local ainda tem o Museu do Amanhã, com exposições científicas interativas sediadas em um edifício “visualmente incrível”.

Crédito: Mwaldeck/Wikimedia CommonsO Museu de Arte do Rio, inaugurado em 2013, foi um dos primeiros projetos do Porto Maravilha a ser concluído

O Museu de Arte do Rio (MAR), acessível por transporte público e sediado em um belo edifício colonial, é outra dica de Dom Phillips: com exibições permanentes de pinturas e fotografias dos cartões-postais da cidade, ainda possui mostras itinerantes durante todo o ano, geralmente focando em problemas sociais do Brasil, como a pobreza, a injustiça social e as questões urbanas, além de discutir as heranças da escravidão.

Casa Museu Eva Klabin

Crédito: Dornicke/Wikimedia CommonsFachada da Casa Museu Eva Klabin

A Casa Museu Eva Klabin foi o lugar onde a colecionadora de arte Eva Klabin viveu até sua morte, em 1991, aos 88 anos. Uma das figuras mais famosas da cidade nos anos 1960, quando dava festas de gala na Lagoa para personalidades como o presidente Juscelino Kubitschek, os americanos David Rockefeller e Henry Kissinger e o israelense Shimon Perez, ela deixou sua casa de presente para o Rio de Janeiro com 2 mil obras expostas e um jardim fechado e, apesar de pequeno, muito agradável.

Crédito: DivulgaçãoInterior da Casa Museu Eva Klabin

O local se transformou em um museu coordenado por Carlos Miguez, curador que administra com acuidade quadros e esculturas dos séculos 15 e 16, quadros pintados por artistas ingleses dos séculos 18 e 19, louças, pratarias e móveis, como uma mesa do período Barroco brasileiro. Batizada de “Louvre brasileiro”, a casa é dividida da mesma forma que o museu parisiense: salas por regiões do mundo.

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