Salas VIP ganham peso nas decisões de quem viaja
Estudo mostra que acesso a lounges já influencia a escolha de rotas e companhias aéreas
O conforto em aeroportos deixou de ser um diferencial pontual e passou a ocupar papel central no planejamento de viagens. Dados do estudo US Airport Lounge Benchmark, da J.D. Power, indicam que quase metade dos usuários de salas VIP (47%) já escolhe rotas com base no acesso a esses espaços, enquanto 82% afirmam que a decisão pela companhia aérea é influenciada pela possibilidade de utilizar um lounge.
A experiência antes do embarque, que por muito tempo foi considerada secundária, passou a integrar de forma mais clara a jornada do viajante.

Esse movimento ajuda a explicar por que as salas VIP passaram a ganhar destaque em premiações internacionais dedicadas à experiência aeroportuária. Um exemplo recente é o Dragonpass Global Awards 2025, que reconhece lounges ao redor do mundo em categorias como serviço, conforto, design e hospitalidade.
Entre os vencedores está o W Premium Lounge Fortaleza, localizado no Aeroporto Internacional Pinto Martins, premiado na categoria Rising Star of the Year, voltada a espaços que, mesmo fora dos principais hubs globais, entregam experiências de alto padrão aos viajantes.
Mudança no comportamento de quem viaja de avião
O reconhecimento internacional também reflete uma mudança mais ampla no comportamento de quem viaja. Em um cenário de aeroportos mais movimentados, conexões prolongadas e custos elevados dentro dos terminais, serviços como alimentação, áreas de descanso e ambientes mais silenciosos passaram a ser valorizados tanto pelo conforto quanto pela funcionalidade. Segundo o mesmo levantamento da J.D. Power, 74% dos usuários citam comida e bebida como principal atrativo das salas VIP, enquanto 62% buscam descanso e relaxamento.
Essa mudança de percepção começa a aparecer também em setores ligados ao turismo, como o de seguros de viagem. Na Ciclic, empresa da BB Seguros, a avaliação é que o seguro deixou de ocupar apenas o papel de proteção para emergências médicas e passou a fazer parte do planejamento completo da viagem. Esse novo olhar abriu espaço para soluções que vão além da cobertura tradicional, combinando proteção para imprevistos — como atrasos de voo e extravio de bagagem — com benefícios ligados à experiência do viajante, como o acesso a salas VIP em aeroportos, que funcionam como um complemento de conforto em uma etapa cada vez mais valorizada da jornada.
A lógica acompanha um perfil de consumidor mais atento à previsibilidade, ao conforto e à organização durante a viagem. Ao incorporar esse tipo de benefício ao seguro viagem, a proteção deixa de atuar apenas em momentos críticos e passa a dialogar com diferentes etapas da experiência do viajante, do pré-embarque ao retorno. O reconhecimento internacional de lounges como o de Fortaleza sinaliza que essa tendência não é pontual, mas parte de uma transformação mais ampla na forma como as pessoas enxergam o ato de viajar — cada vez mais atento à jornada, e não apenas ao destino final.