Turbulência em voos pode triplicar até 2050; saiba o que fazer
Fenômeno ameaça segurança dos passageiros e gera bilhões em prejuízos nos EUA para companhias aéreas
A turbulência severa em voos pode se tornar cada vez mais comum nas próximas décadas, impulsionada pelas mudanças climáticas que alteram padrões atmosféricos em todo o planeta.
Pesquisadores alertam que o aquecimento global intensifica correntes de vento em grandes altitudes, especialmente na chamada corrente de jato, responsável por influenciar rotas aéreas internacionais. Esse fenômeno aumenta a probabilidade de instabilidades repentinas durante os voos, mesmo em céus aparentemente tranquilos.

Estudos indicam que a frequência de turbulências severas pode até triplicar, trazendo impactos diretos para passageiros e companhias aéreas. O desconforto e os riscos de ferimentos em situações inesperadas tornam-se mais presentes, exigindo maior atenção às medidas de segurança.
O setor aéreo também terá que lidar com custos adicionais e ajustes operacionais, já que rotas poderão precisar ser revistas para minimizar os efeitos das correntes instáveis.
De acordo com a CNN Brasil, nos Estados Unidos, os custos associados a lesões de passageiros e tripulantes, atrasos de voos e danos às aeronaves chegam a US$ 500 milhões por ano, o equivalente a mais de R$ 2,5 bilhões, segundo dados do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica.
Mudanças climáticas X turbulência em voos
Para especialistas, o cenário reforça a necessidade de compreender que as mudanças climáticas não afetam apenas ecossistemas e cidades, mas também atividades cotidianas como o transporte aéreo.
O desafio, agora, é preparar passageiros e empresas para um futuro em que voar pode se tornar uma experiência ainda mais imprevisível.
Manter o cinto de segurança afivelado durante todo o tempo em que estiver sentado é uma recomendação simples, mas fundamental para garantir a segurança dos passageiros em caso de turbulência.
Especialistas em aviação ressaltam que, mesmo quando o voo parece tranquilo, as chamadas “turbulências de céu claro” podem surgir de forma inesperada e causar movimentos bruscos da aeronave. Nesses momentos, quem não está com o cinto preso corre maior risco de sofrer lesões.
A reportagem da CNN Brasil destaca ainda que, entre 2009 e 2018, a tripulação de voo não teve aviso prévio em cerca de 28% dos acidentes relacionados à turbulência.
Essa prática preventiva é considerada a medida mais eficaz para reduzir acidentes a bordo e, por isso, é constantemente reforçada pelas companhias aéreas e autoridades de aviação civil.