Vai viajar? Taxa de embarque em Guarulhos está mais cara
Para os voos internacionais a taxa passou de R$ 59,54 para R$ 64,56; nos voos nacionais a taxa segue sem alteração
A taxa de embarque no aeroporto internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, está mais cara desde o último dia 15 de janeiro. O reajuste foi publicado no Diário Oficial da União de 15 de dezembro de 2025.
Para os voos internacionais a taxa passou de R$ 59,54 para R$ 64,56, acrescimento de 8,43%. A taxa de embarque para voos nacionais segue sem alteração, R$ 33,64. O último reajuste havia ocorrido em julho de 2025.

Esses valores são considerados tetos tarifários, ou seja, o máximo que a concessionária GRU Airport pode cobrar. Na prática, as companhias aéreas repassam esse custo ao consumidor no momento da compra da passagem.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o reajuste está previsto no contrato como mecanismo de atualização monetária e tem como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro estabelecido nos contratos de concessão.
Taxas de embarque em outros aeroportos
Em dezembro, a Anac também divulgou os novos limites de receita e tetos tarifários para 20 aeroportos brasileiros que valerão ao longo de 2026. Esses valores foram publicados em portarias no Diário Oficial da União entre 18 e 23 de dezembro de 2025 e abrangem aeroportos tanto de blocos de concessões quanto terminais individuais, como Santos Dumont (RJ) e São Gonçalo do Amarante (RN).
Os ajustes foram definidos com base na inflação acumulada entre novembro de 2024 e novembro de 2025, medida pelo IPCA, e seguem as fórmulas previstas nos contratos de concessão. As diferenças nas taxas de reajuste entre os aeroportos são explicadas pelos Fatores Q e X, que consideram a qualidade dos serviços prestados e a produtividade de cada terminal.
A Anac esclareceu que não estabelece diretamente tarifas como embarque, pouso ou conexão. O que a agência fixa é a chamada “Receita Teto por Passageiro”, ou seja, o valor máximo que o operador aeroportuário pode arrecadar por passageiro com todas as tarifas agrupadas — e esse valor não equivale, necessariamente, ao que o viajante paga na tarifa de embarque.
Entre os aeroportos incluídos no ajuste estão terminais de várias regiões do país, como Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju (Nordeste), Cuiabá (Centro-Oeste), Vitória (Sudeste), Manaus (Norte), Goiânia, São Luís e Teresina (Central), além de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Navegantes, Belém, Congonhas, Campo Grande, Uberlândia, Santos Dumont e São Gonçalo do Amarante.
Em Congonhas, por exemplo, o teto tarifário foi reajustado em cerca de 1,2331%, enquanto em outros aeroportos os aumentos ultrapassam 4%.
Algumas portarias também autorizam o reajuste de parcelas extraordinárias de receitas em determinados aeroportos, como Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Vitória e Santos Dumont, com o objetivo de manter o equilíbrio econômico dos contratos de concessão diante de situações excepcionais.
Os novos tetos tarifários estão valendo desde 1º de janeiro, mas a efetiva aplicação dos aumentos depende de consultas prévias com as partes interessadas —incluindo companhias aéreas e usuários. A Anac afirma que essa prática está alinhada com recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e busca tornar o processo de definição de tarifas mais transparente e eficiente.
Além da tarifa de embarque, a agência ressalta que outras taxas aeroportuárias —como pouso, permanência de aeronaves, conexão de passageiros e aluguéis— também influenciam o preço final das passagens aéreas.