Vai viajar? Taxa de embarque em Guarulhos está mais cara

Para os voos internacionais a taxa passou de R$ 59,54 para R$ 64,56; nos voos nacionais a taxa segue sem alteração

02/02/2026 11:39

A taxa de embarque no aeroporto internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, está mais cara desde o último dia 15 de janeiro. O reajuste foi publicado no Diário Oficial da União de 15 de dezembro de 2025.

Para os voos internacionais a taxa passou de R$ 59,54 para R$ 64,56, acrescimento de 8,43%. A taxa de embarque para voos nacionais segue sem alteração, R$ 33,64. O último reajuste havia ocorrido em julho de 2025.

Taxa de embarque para voos internacionais no aeroporto de Guarulhos está mais cara
Taxa de embarque para voos internacionais no aeroporto de Guarulhos está mais cara - filipefrazao/iStock

Esses valores são considerados tetos tarifários, ou seja, o máximo que a concessionária GRU Airport pode cobrar. Na prática, as companhias aéreas repassam esse custo ao consumidor no momento da compra da passagem.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o reajuste está previsto no contrato como mecanismo de atualização monetária e tem como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro estabelecido nos contratos de concessão.

Taxas de embarque em outros aeroportos

Em dezembro, a Anac também divulgou os novos limites de receita e tetos tarifários para 20 aeroportos brasileiros que valerão ao longo de 2026. Esses valores foram publicados em portarias no Diário Oficial da União entre 18 e 23 de dezembro de 2025 e abrangem aeroportos tanto de blocos de concessões quanto terminais individuais, como Santos Dumont (RJ) e São Gonçalo do Amarante (RN).

Os ajustes foram definidos com base na inflação acumulada entre novembro de 2024 e novembro de 2025, medida pelo IPCA, e seguem as fórmulas previstas nos contratos de concessão. As diferenças nas taxas de reajuste entre os aeroportos são explicadas pelos Fatores Q e X, que consideram a qualidade dos serviços prestados e a produtividade de cada terminal.

A Anac esclareceu que não estabelece diretamente tarifas como embarque, pouso ou conexão. O que a agência fixa é a chamada “Receita Teto por Passageiro”, ou seja, o valor máximo que o operador aeroportuário pode arrecadar por passageiro com todas as tarifas agrupadas — e esse valor não equivale, necessariamente, ao que o viajante paga na tarifa de embarque.

Entre os aeroportos incluídos no ajuste estão terminais de várias regiões do país, como Recife, Maceió, João Pessoa e Aracaju (Nordeste), Cuiabá (Centro-Oeste), Vitória (Sudeste), Manaus (Norte), Goiânia, São Luís e Teresina (Central), além de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Navegantes, Belém, Congonhas, Campo Grande, Uberlândia, Santos Dumont e São Gonçalo do Amarante.

Em Congonhas, por exemplo, o teto tarifário foi reajustado em cerca de 1,2331%, enquanto em outros aeroportos os aumentos ultrapassam 4%.

Algumas portarias também autorizam o reajuste de parcelas extraordinárias de receitas em determinados aeroportos, como Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Vitória e Santos Dumont, com o objetivo de manter o equilíbrio econômico dos contratos de concessão diante de situações excepcionais.

Os novos tetos tarifários estão valendo desde 1º de janeiro, mas a efetiva aplicação dos aumentos depende de consultas prévias com as partes interessadas —incluindo companhias aéreas e usuários. A Anac afirma que essa prática está alinhada com recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e busca tornar o processo de definição de tarifas mais transparente e eficiente.

Além da tarifa de embarque, a agência ressalta que outras taxas aeroportuárias —como pouso, permanência de aeronaves, conexão de passageiros e aluguéis— também influenciam o preço final das passagens aéreas.