Veja como ficará o novo aeroporto de Congonhas após reformas

Projeto vai dobrar a área construída do aeroporto paulistano, ampliar capacidade operacional e comercial e tem conclusão prevista para 2028

29/01/2026 16:57

A Aena Brasil revelou mais detalhes do projeto de expansão do aeroporto de Congonhas (CGH), na zona sul de São Paulo, que prevê uma reformulação integral da infraestrutura do terminal, que completa 90 anos este ano. As obras devem dobrar a área construída, de 45 mil para 105 mil metros quadrados, com investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões e conclusão em 2028.

O plano prevê um novo terminal integrado ao espaço existente, com 37 posições para aeronaves comerciais, incluindo 19 com pontes de embarque (fingers), o que permitirá que cerca de 70% das operações sejam realizados por esse modelo, e ampliação da capacidade operacional para até 29,5 milhões de passageiros por ano.

Ilustração artística mostra como será o novo terminal do Aeroporto de Congonhas
Ilustração artística mostra como será o novo terminal do Aeroporto de Congonhas - Divulgação/Aena

O projeto contempla ainda um novo saguão de check-in com cerca de 72 posições acessíveis. O pacote de melhorias prevê aumento de canais de inspeção de segurança —dos atuais 10 para até 17— com objetivo de reduzir filas e agilizar o fluxo de passageiros.

A expansão comercial do terminal também está prevista em mais de 20 mil m², com ampliação da oferta de lojas, restaurantes, salas VIP e áreas corporativas.

Novo saguão de check-in do Aeroporto de Congonhas
Novo saguão de check-in do Aeroporto de Congonhas - Divulgação/Aena

Nas redes sociais, o diretor-executivo da Aena Brasil no Aeroporto de Congonhas, Kleber Meira, afirmou que o projeto foi desenhado para alterar a experiência do passageiro em todas as etapas de circulação pelo terminal. Segundo ele, parte das intervenções já está em funcionamento, enquanto outras seguem em implantação, dentro de um processo gradual de ampliação e modernização da infraestrutura.

Mudanças operacionais em Congonhas

Em termos operacionais, o projeto inclui reforço estrutural nas pistas e taxiways, novos acessos para operação mais eficiente e ampliação do pátio, com posições preparadas para modelos de aeronaves maiores, como Embraer E195-E2, Airbus A321neo e Boeing 737 MAX. Também há iniciativas de sustentabilidade, como a ampliação do uso de ônibus elétricos na área interna e sistemas de reaproveitamento de água.

Entre as mudanças estruturais estão a revitalização dos pavimentos das pistas de táxi e do pátio de aeronaves, e a construção de um novo píer com 36 metros de largura por 330 metros de comprimento.

A integração com o transporte público é outro eixo da expansão. A Linha 17-Ouro do metrô tem chegada prevista ao aeroporto em março, com estação conectada diretamente ao complexo. O acesso reunirá, em um único ponto, táxis, veículos por aplicativo e o edifício-garagem.

Futura área para táxis e carros por aplicativos
Futura área para táxis e carros por aplicativos - Divulgação/Aena

A Aena também está revitalizando a passarela de pedestres que fica em frente ao Aeroporto de Congonha, sobre a Avenida Washington Luiz. Em acordo com a prefeitura, concessionária assumiu a manutenção, conservação, limpeza e apoio à segurança, com equipes próprias para orientar usuários e coibir vandalismo, enquanto o município segue responsável pela ordem e segurança pública.

As obras começaram em 12 de janeiro e têm prazo de conclusão de até 90 dias, incluindo modernização dos elevadores, recuperação da iluminação e melhorias no conforto e na acessibilidade. Os trabalhos acontecem no período noturno, das 22h às 6h, sem impacto na circulação durante o dia.

Voos internacionais voltam após mais de 40 anos

A Aena também planeja retomar os voos internacionais comerciais. A concessionária já protocolou o pedido na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para retomar essas operações após mais de 40 anos, quando essas rotas foram transferidas para Guarulhos em 1985.

A ideia é que a operação ocorra em duas fases. A primeira com aviação executiva, depois com voos comerciais para países da América do Sul.

A pista de Congonhas não comporta aeronaves de grande porte, então os destinos internacionais serão restritos a países como Argentina, Chile e Uruguai. A infraestrutura está sendo preparada para isso, com novos portões reversíveis e áreas dedicadas à imigração e alfândega.

A efetivação do projeto ainda depende de acordos com companhias aéreas, Polícia Federal, Receita Federal e outros órgãos reguladores.