Prêmio Cidadão SP: conheça um pouco mais dos homenageados

Leão Serva, João Paulo, Natacha Costa, Guil Blanche, Fernando Haddad,  Roberto Kikawa, Antonio Nobrega entregarão a premiação aos homenageados da noite

Por: Redação | Comunicar erro

Prêmio Cidadão São Paulo – realizado pelo Catraca Livre – vai homenagear em 2017 personalidades que transformam a cidade de São Paulo em um espaço mais acolhedor, democrático, educado e criativo.

A Praça Roosevelt será o palco para a entrega do Prêmio Cidadão São Paulo. Símbolo da cultura e da recuperação de um espaço público, a Roosevelt passou de lugar abandonado para local de efervescência artística, abrigando os teatros Parlapatões, Satyros e a Escola SP de Teatro. A cerimônia de premiação está marcada para 16 fevereiro de 2017.

Créditos: Montagem Catraca Livre

HOMENAGEADO ESPECIAL –  Danilo Miranda, reconhecendo a instituição como fundamental para o acesso democrático da população a atividades culturais, esportivas e educativas. Ele é diretor do Sesc – Serviço Social do Comércio no Estado de São Paulo.

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É natural de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense diretor do Sesc-SP há mais de 30 anos, ele se auto-define como “apreciador do belo”. Quase foi padre, em função de sua formação na Escolha Anchieta, no Rio de Janeiro. Considera-se um grande admirador de jazz e música instrumental.

Antes de se tornar uma das maiores referências em ações culturais, Miranda acabou de formando em Filosofia e Ciências Sociais. Para ele, elementos como cultura e educação caminham lado a lado na formação de um ser humano.

Ao longo de sua trajetória, Miranda desenvolveu sua habilidade de gestar e, não à toa, é uma referência para os profissionais da área cultural. Atualmente o Sesc-SP possui 39 unidades, espalhadas por 19 cidades do estado de São Paulo. Há mais quatro projetos de unidades, sendo duas na capital, uma em Guarulhos e outra na cidade de Birigui.

Conheça mais sobre os indicados:

MOBILIDADE – Jairo Marques, jornalista da Folha de S. Paulo

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Nasceu no Mato Grosso do Sul, na cidade de Três Lagoas. Jornalista de formação, pela Universidade Federal do Matro Grosso do Sul, atua no jornal Folha de S. Paulo, desde que ingressou no programa de treinamento, no ano de 1999.

O foco de seu trabalho e cobertura é abordar aspectos de vida das pessoas com deficiência física de uma maneira leve e natural. Jairo também é cadeirante desde os nove meses de idade, quando teve poliomielite e perdeu o movimento das pernas e parcialmente o do braço esquerdo.

Seus textos contam histórias de pessoas que, independentemente das limitações – sejam físicas, sensoriais, intelectuais ou de idade – vivem a vida de maneira digna e plena. Traz no currículo coberturas como as Paralimpíadas de Londres e Rio de Janeiro e também a prostituição de adolescentes na capital do Pará.

MEIO AMBIENTE – Paulo Saldiva, médico patologista e professor da USP

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É médico patologista, formado pela Universidade de São Paulo (USP). Seu trabalho, também na USP, consiste em desenvolver pesquisas nas áreas de fisiopatologia pulmonar e poluição atmosférica. Suas áreas de atuação são: Saúde Humana, Poluição Atmosférica e Patologia Pulmonar.

Saldiva também é membro do Comitê de Qualidade do ar da Organização Mundial da Saúde e pesquisador do Departamento de Saúde Ambiental da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ao longo de sua carreira já publicou mais de 300 artigos científicos.

Em 2016 colocou-se à frente da questão das velocidades nas marginais, na cidade de São Paulo. Gravou um vídeo em que afirmava veementemente que aumentar a velocidade nas ruas “seria um crime de serial killer”. De acordo com o médico, a redução da velocidade em SP é um dos fatores que evitou a morte de 200 pessoas apenas neste ano.

SAÚDE – Antonio Sérgio Petrilli, superintendente médico do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e a Criança com Câncer)

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Um dos principais oncologistas pediátricos do Brasil, o médico Antonio Sergio Petrilli, 66, é cofundador e mentor do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).

Baseado em um eficiente modelo de gestão e atendimento que envolve a academia, a iniciativa privada e a sociedade em geral, sua equipe já ofereceu atendimento gratuito de alto padrão a 4.961 crianças e adolescentes de todo o Brasil com índice de cura de cerca de 70%.

Além, disso, desenvolveu protocolos inovadores no tratamento da doença, que é a que mais mata crianças com mais de 5 anos de idade no país.

DIREITOS HUMANOS – Djamila Ribeiro, ex-secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo

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Djamila Taís Ribeiro dos Santos, mais conhecida como Djamila Ribeiro, é uma feminista brasileira, pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Tornou-se conhecida no país por seu ativismo na internet e é mãe de uma menina de 11 anos.

Nascida em 1º de agosto de 1980, em Santos, cidade do litoral de São Paulo, ela iniciou o contato com a militância ainda na infância. Uma das grandes influências foi o pai, estivador, militante e comunista, um homem que mesmo com pouco estudo formal, era culto e mantinha uma grande biblioteca em casa.

Em maio de 2016, foi nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo durante a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) e permaneceu em exercício até o final da gestão, em dezembro do mesmo ano, junto ao secretário Felipe de Paula.

Escreveu o prefácio do livro “Mulheres, raça e classe” da filósofa negra e feminista Angela Davis, obra inédita no Brasil e que foi traduzida e lançada em setembro de 2015. Participa constantemente de eventos, documentários e outras ações que envolvam debates de raça e gênero.

MOBILIZAÇÃO – Anna Lívia Arida, diretora executiva da Minha Sampa

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É diretora executiva do Minha Sampa.  Formada em Direito pela PUC-SP, tem especialização em Direito Econômico pela FGV.

Trabalhou como pesquisadora para a Conectas Direitos Humanos, Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Human Rights Watch, entre outras. Foi, durante 3 anos, coordenadora da Move, consultoria especializada em avaliação de impacto de projetos socioambientais.

Anna Livia nasceu no Rio de Janeiro, porém foi em São Paulo que cresceu. Filha do economista Pérsio Arida e da socióloga Suzi Solon Arida, aos seis meses mudou-se para os EUA com seus pais e após um ano a família voltou ao Brasil, escolhendo morar em São Paulo. A infância de Anna Livia foi marcada por um convívio intenso com suas duas avós, adorava as comidas libanesas de sua avó Alice e teve a oportunidade de vivenciar a cultura judaica através de sua outra avó, Sarah.

EDUCAÇÃO – Antônio Roberto Ramos, diretor da Escola Estadual Carlos Maximiliano Pereira dos Santos

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É diretor da escola com o melhor desempenho na rede pública de São Paulo, de acordo com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2016.

Localizada no bairro da Vila Madalena, Zona Oeste da cidade, a MAX como é chamada pelos estudantes, está a apenas 0,2 ponto da meta que havia sido estabelecida para daqui a cinco anos. O diretor acredita que é possível sim ter um ensino de qualidade em instituições públicas. Em carta publicada na revista Veja, o diretor faz a seguinte colocação:

Qualidade no ensino público é possível sim, desde que atrelada a alguns princípios básicos. Primeiro, uma equipe engajada e disposta a aprimorar incansavelmente todos os aspectos didáticos; segundo, o apoio e a participação de famílias preocupadas com a aprendizagem e a formação de suas crianças; e ainda – tão importante quanto os itens anteriores – a conscientização e a determinação dos estudantes, desde muito cedo, em pensar e agir sobre seus ‘Projetos de vida’.

HOMENAGEADOS DA PRAÇA ROOSEVELT

Rodolfo García Vázquez (Companhia de Teatro Os Satyros)
Ivam Cabral (Companhia de Teatro Os Satyros)
Hugo Possolo (Espaço Parlapatões)
Alexandre Youseff

Veja também: Prêmio Cidadão SP 2016 homenageia quem reinventa São Paulo