Exposição do Hitchcock mostra os bastidores do suspense no MIS

Quer saber se a exposição está imperdível? Assista ao vídeo que fizemos lá e corra pra comprar seu ingresso

Por: Redação
Até
21
de outubro 2018
Domingo - Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado
Terças, Quartas, Quintas e Sextas das 10:00 às 21:00 Sábados das 10:00 às 22:00 Domingos das 11:00 às 20:00

Os amantes de histórias de mistério têm motivos de sobra para comemorar. A próxima megaexposição do MIS – Museu da Imagem e do Som abordará o enigmático universo do mestre Alfred Hitchcock. Cheia de surpresas, “Hitchcock – Bastidores do Suspense” tem a cenografia assinada pelo atelier Marko Brajovik, responsável pelo projeto expográfico das mostras sobre Kubrick, David Bowie e Renato Russo.

A visitação acontece até 21 de outubro, de terça a sexta, das 10h às 21h; aos sábados, das 10h às 22h; e aos domingos e feriados, das 11h às 20h. Os ingressos custam até R$12, se comprados direto na bilheteria. Às terças, a entrada é grátis.

Retrato publicitário de Alfred Hitchcock para lançamento do filme
Retrato publicitário de Alfred Hitchcock para lançamento do filme "Pássaros", em 1963Divulgação
Retrato de Alfred Hitchcock
Retrato de Alfred HitchcockDivulgação

O curador André Sturm, cineasta e ex-diretor do MIS, fez uma seleção de fotos, manuscritos, storyboards, croquis de figurinos, cartazes e materiais de divulgação dos filmes, além de kits de imprensa e lobby cards (fotos de porta de cinema ou cartazetes), matérias de jornais e revistas.

Com 54 anos de carreira e 53 longas-metragens lançados, Alfred Hitchcock criou obras de inquestionável vanguardismo técnico e artístico. Perfeccionista, ele se ocupava de todas as etapas e processos de produção, desde o argumento inicial até a direção de fotografia, o design do pôster e o plano de divulgação.

Os ingressos

Além das vendas na bilheteria, é possível garantir seu ingresso com agendamento por meio da compra online, pelo site ou aplicativo do Ingresso Rápido, por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

Cena clássica de
A icônica cena gravada em sete dias de "Psicose"Reprodução
A icônica cena gravada em sete dias de
A icônica cena gravada em sete dias de "Psicose"Reprodução
Uma oportuna troca de identidades em
Uma oportuna troca de identidades em "Pacto Sinistro"Reprodução
Filme
Filme "Um corpo que cai", de Alfred HitchcockReprodução
Uma oportuna troca de identidades em
Uma oportuna troca de identidades em "Pacto Sinistro"Reprodução
O clássico
O clássico "Os Pássaros"Reprodução
Cena clássica de
"Janela Indiscreta", de Alfred HitchcockReprodução
A clássica perseguição de avião em
A clássica perseguição de avião em "Intriga Internacional"Reprodução
A clássica perseguição de avião em
A clássica perseguição de avião em "Intriga Internacional"Reprodução
Filme
Filme "Frenesi", de Alfred HitchcockReprodução
Filme
Filme "Frenesi", de Alfred HitchcockReprodução
Festim Diabólico e o desafio de um filme todo em plano sequência
Festim Diabólico e o desafio de um filme todo em plano sequênciaReprodução
Festim Diabólico e o desafio de um filme todo em plano sequência
Festim Diabólico e o desafio de um filme todo em plano sequênciaReprodução
Disque M para Matar, única experiência 3D de Alfred Hitchcock
Disque M para Matar, única experiência 3D de Alfred HitchcockReprodução
Disque M para Matar, única experiência 3D de Alfred Hitchcock
Disque M para Matar, única experiência 3D de Alfred HitchcockReprodução
Filme
Filme "A Sombra de uma Dúvida", de Alfred HitchcockReprodução
Filme
Filme "A Sombra de uma Dúvida", de Alfred HitchcockReprodução

Perfeccionismo e inventividade

A carreira de Alfred Hitchcock é um bom panorama sobre a história do cinema. Entre 1922 e 1976, ele vivenciou a transição do cinema mudo para o falado, do preto-e-branco para o colorido e até fez experiências pioneiras com tecnicolor e terceira dimensão.

Um de seus grandes desafios foi o filme “O Festim Diabólico”, de 1948. Baseado na peça de Patrick Hamilton, o longa tinha uma ação contínua, o que significava que a história começava às 19h30 e terminava às 21h15. Para transpor essa temporalidade para o cinema, o diretor teve a ideia de fazer tudo em um grande plano sequência.

No entanto, algumas dificuldades técnicas tiveram que ser vencidas, como a interrupção forçada no fim de cada rolo. A solução para esse problema foi fazer algum personagem passar em frente a câmera para escurecer a objetiva. Assim, se o fim de uma cena foi um close-up em um casaco, o começo do próximo rolo era um close-up no mesmo casaco.

Nos anos 1950, mais especificamente em 1954, Hitchcock resolveu experimentar a técnica 3D. Para o filme “Disque M para Matar”, adaptação da peça do dramaturgo inglês Frederick Knott, explorou a profundidade de campo para criar efeitos em terceira dimensão em algumas cenas. Essa ideia era diferente da concepção usual de que é preciso jogar objetos em direção ao espectador para garantir o sucesso da experiência.

A obra “Psicose”, de 1960, revela o tamanho do perfeccionismo de Hitchcock. Na famosa cena do assassinato na banheira, foram necessários sete dias de gravação e setenta posições de câmera para gerar os 45 segundos de filme.

Na ocasião, haviam preparado um torso falso que jorraria sangue, mas o cineasta preferiu usar uma dublê da atriz Janet Leigh e criar os efeitos necessários na montagem. A faca nunca encostou no corpo e as cenas em câmera lenta não foram aceleradas, o que garante a impressão de velocidade normal para a ação.

A longa carreira de Hitchcock também serviu para lançar jovens talentos até então desconhecidos, como Shirley MacLaine, cujo primeiro trabalho no cinema foi “O Terceiro Tiro” (1955), e Anthony Perkins, o eterno psicopata Norman Bates, de “Psicose”.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a história desse diretor, pode assistir ao filme “Hitchcock”, de Sacha Gervasi, lançado em 2012.

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