FECHADO: Paço das Artes completa 50 anos e inaugura sede

Considerando o cenário de combate ao COVID-19, o Paço das Artes estará fechado ao público durante 30 dias. Veja o comunicado oficial:

“A segurança e saúde dos visitantes, da equipe do Paço das Artes e da sociedade de maneira geral é uma prioridade para nós, e seguindo as medidas adotadas pelo Governo do Estado de São Paulo juntamente com órgãos de saúde, anunciamos que, a partir desta terça-feira, 17 de março, o museu ficará fechado por um período inicial de 30 dias, prazo que poderá ou não ser prorrogado.

A resolução é parte de uma série de medidas preventivas que visam reduzir a proliferação das infecções pelo COVID-19. Informações sobre os cursos e oficinas que ocorreriam durante o período serão divulgadas em breve por aqui. Também manteremos o público informado sobre possíveis novas orientações.

Durante este período em que nosso espaço físico estará fechado, ainda continuaremos presentes nas redes sociais.”

Clique aqui e acompanhe todas as novidades.

Para quem ama dar um rolê pelos casarões antigos de SP, tem novidade boa chegando por aí. Parte do Casarão Nhonhô Magalhães, construído em 1937 no bairro de Higienópolis, vai se transformar na sede fixa do Paço das Artes.

Paço das Artes
Crédito: Joca Duarte/ DivulgaçãoPaço das Artes ganha sede definitiva no bairro de Higienópolis

A inauguração marca o aniversário de 50 anos do museu, que se tornou uma referência na difusão de arte contemporânea. Ao longo dessa trajetória, a instituição já promoveu obras de grandes artistas, como Marina Abramovic, Pipillot Rist, Bill Viola, Francis Bacon, Carmela Gross, Cildo Meirelles e Charly Nijensohn, mas também fomenta a produção de novos nomes da arte.

Para celebrar a conquista, o Paço das Artes inicia a nova fase com a exposição inédita “Limiares”, da veterana Regina Silveira. A mostra fica em cartaz até 10 de maio e a visitação é gratuita. De quebra, você ainda pode deixar seu feed ainda mais lindo com fotos nesse lugar maravilhoso 😉.

Projeção do espaço expositivo do Paço das Artes
Crédito: Arquiteto Álvaro Razuk/ DivulgaçãoProjeção do espaço expositivo do Paço das Artes

Em um espaço onde novo e antigo se misturam, espere encontrar trabalhos únicos, pensados justamente para aquele ambiente. Em “Cascatas”, por exemplo, o público pode ver a a reprodução múltipla das janelas originais do prédio do novo imóvel onde o museu está abrigado.

Já em “Dobra”, que brinca com a noção de perspectiva, é possível visualizar um banco de jardim na área externa do Paço, mas a partir de um certo ponto de observação.

Obra Cascatas, de Regina Silveira
Crédito: Divulgação/ Paço das ArtesEstudo para “Cascata” uma das obras inéditas da exposição de Regina Silveira no Paço das Artes

Os visitantes também podem se divertir com as videoinstalações “Limiar” e “Lunar”, que passam a integrar também o acervo permanente do museu – o primeiro de arte contemporânea de São Paulo exclusivamente digital e de obras reprodutíveis, que também está disponível no projeto MaPA, plataforma digital de arte contemporânea, que reúne todos os artistas, críticos, curadores e membros do júri que passaram pela Temporada de Projetos do Paço das Artes.

CONHEÇA A VILA MARIA ZÉLIA, UM DOS ESPAÇOS MAIS BUCÓLICOS DE SP

Em “Limiar”, a palavra “luz” é exibida em 76 idiomas, dilatando-se e virando luz, dando a ideia de pausa, de respiração, da vida que pulsa, do começo.  Já “Lunar” é uma espécie de balé de duas esferas, em uma coreografia com luz e sombra que brinca com as noções de percepção e perspectiva do observador.

Com curadoria de Priscila Arantes, diretora artística da instituição desde 2007, a exposição reforça o compromisso do museu de valorizar a representatividade feminina no campo das artes.

Com 2.500 metros quadrados divididos em cinco pavimentos e 40 cômodos (incluindo um teatro!), o casarão foi inspirado na arquitetura dos palacetes franceses do século 19. O interior tem detalhes em marchetaria, lustres de ferro fundido, vitrais belgas, mosaicos com vidro Murano e teto em madeira de lei, ornamentado em gesso pintado em dourado.

Durante 11 anos, o imóvel foi usado como pela família de Carlos Leôncio Magalhães, um dos maiores cafeicultores de São Paulo.

Já se preparou tirar muitas selfies, né? 😎

Que tal conhecer outros ícones arquitetônicos de São Paulo?

Em parceria com Agência Fática

A Fática é uma agência de comunicação especializada em produzir conteúdos sobre cultura em suas diferentes linguagens.