Passeio no Centro visita monumentos feitos por escravo-arquiteto

Ministrada pelo escritor e jornalista Abilio Ferreira, a aula de campo trata do protagonismo negro de Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas

Por: Redação Comunicar erro

Já ouviu falar de Joaquim Pinto de Oliveira? Mais conhecido como Tebas, ele foi um escravo-arquiteto que construiu importantes patrimônios históricos de São Paulo, como um antigo chafariz no Largo da Misericórdia. Você tem a chance aprender um pouco mais sobre essa grande figura em um passeio no Centro, que acontece no sábado, dia 8, das 10h às 13h. O ponto de partida é a Igreja do Carmo.

Largo da Misericórdia
Crédito: Largo da Misericórdia, 2018 - Edimilsom Peres Castilho - Instituto Bixiga Passeio no Centro de SP fala sobre protagonismo negro do escravo-arquiteto Tebas

Para participar é preciso se inscrever aqui e pagar uma taxa de R$55, por transferência bancária/depósito ou cartão de crédito (dados disponíveis nesse formulário). Realizada pelo Instituto Bixiga de Pesquisa, Formação e Cultura Popular, a atividade emite certificado de participação para quem precisar.

Ainda pouco conhecido nos dias de hoje, Tebas (1721-1811) é o autor de construções importantes para a São Paulo colonial do século 18, como a torre da primeira Catedral da Sé, o frontão (conjunto arquitetônico que decora o topo do lado principal de um edifício) do Mosteiro de São Bento e os elementos decorativos da fachada da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Ele nasceu em Santos, no litoral, e foi escravo do português Bento de Oliveira Lima, um conhecido construtor, com quem teria aprendido o ofício.

A ideia do passeio é destacar o protagonismo negro na construção da cidade de São Paulo a partir da figura de Tebas e tratar indiretamente de temas como planejamento urbano das cidades brasileiras.

A aula de campo é ministrada pelo professor, escritor e jornalista Abilio Ferreira, autor dos livros “Fogo do Olhar” (1989), “Antes do Carnaval” (1995) e “Origens da presença negra em Guarulhos” (2013) e organizador da coletânea de artigos “Tebas: o negro arquiteto do século 19 (abordagens), que será lançada em novembro. Integrante do movimento de valorização da literatura feita por negros no Brasil, ele se dedica a pesquisas historiográficas sobre território e memória.