Passeio no Centro visita monumentos feitos por escravo-arquiteto

Além de eventos culturais, o centro de SP é repleto de construções históricas!

telefone: (11) 3242-8361

Ministrada pelo escritor e jornalista Abilio Ferreira, a aula de campo trata do protagonismo negro de Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas

Já ouviu falar de Joaquim Pinto de Oliveira? Mais conhecido como Tebas, ele foi um escravo-arquiteto que construiu importantes patrimônios históricos de São Paulo, como um antigo chafariz no Largo da Misericórdia. Você tem a chance aprender um pouco mais sobre essa grande figura em um passeio no Centro, que acontece no sábado, dia 8, das 10h às 13h. O ponto de partida é a Igreja do Carmo.

Largo da Misericórdia
Crédito: Largo da Misericórdia, 2018 - Edimilsom Peres Castilho - Instituto Bixiga Passeio no Centro de SP fala sobre protagonismo negro do escravo-arquiteto Tebas

Para participar é preciso se inscrever aqui e pagar uma taxa de R$55, por transferência bancária/depósito ou cartão de crédito (dados disponíveis nesse formulário). Realizada pelo Instituto Bixiga de Pesquisa, Formação e Cultura Popular, a atividade emite certificado de participação para quem precisar.

Ainda pouco conhecido nos dias de hoje, Tebas (1721-1811) é o autor de construções importantes para a São Paulo colonial do século 18, como a torre da primeira Catedral da Sé, o frontão (conjunto arquitetônico que decora o topo do lado principal de um edifício) do Mosteiro de São Bento e os elementos decorativos da fachada da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Ele nasceu em Santos, no litoral, e foi escravo do português Bento de Oliveira Lima, um conhecido construtor, com quem teria aprendido o ofício.

A ideia do passeio é destacar o protagonismo negro na construção da cidade de São Paulo a partir da figura de Tebas e tratar indiretamente de temas como planejamento urbano das cidades brasileiras.

A aula de campo é ministrada pelo professor, escritor e jornalista Abilio Ferreira, autor dos livros “Fogo do Olhar” (1989), “Antes do Carnaval” (1995) e “Origens da presença negra em Guarulhos” (2013) e organizador da coletânea de artigos “Tebas: o negro arquiteto do século 19 (abordagens), que será lançada em novembro. Integrante do movimento de valorização da literatura feita por negros no Brasil, ele se dedica a pesquisas historiográficas sobre território e memória.

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Autor: Por: Redação