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Portinari, Anita Malfatti, Tarsila e modernistas em exposição

Por: Redação

Um dos movimentos artísticos mais representativos no Brasil é o Modernismo, que tem grandes nomes como expoentes: Candido Portinari, Di Cavalcanti, Anita Malfatti (cuja exposição individual em 1917 marca o início do movimento), Tarsila do Amaral e Ismael Nery, entre outros.

Aproveitando o centenário do Modernismo e, em comemoração aos 22 anos da Ricardo Camargo Galeria, o espaço recebe duas exposições que apresentam uma seleção de obras da arte sobre papel dos mais clássicos modernistas brasileiros.

A primeira delas, individual e intitulada “Ismael Nery”, ocupa uma sala anexa do espaço. Já a mostra “Recorte Modernista”, é uma coletiva com 40 obras de 14 artistas – alguns deles supracitados. Juntas, reúnem desenhos das mais variadas técnicas sobre papel – suporte que resiste muito bem ao tempo.

As exposições, realizadas em parceria com a galeria Almeida e Dale, ficam em cartaz entre 22 de setembro e 18 de novembro. A entrada é Catraca Livre.

Há um conjunto de 25 obras de Ismael Nery, de 1923 a 1933. Deste universo, cinco trabalhos integraram a X Bienal de São Paulo, em 1967; outros cinco marcaram presença em importantes retrospectivas do artista, realizadas pelo Museu de Arte de São Paulo Assis Chauteaubriad (Masp) e pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), em 1974 e em 1984, respectivamente. Muitas das obras foram ainda reproduzidas em catálogos e livros sobre o artista.

Victor Brecheret marca uma das exceções à regra das mostras com a escultura “Dama Paulista” (1934), representação de Olívia Guedes Penteado (1872-1934), incentivadora e mecenas de várias personalidades modernistas e uma das organizadoras da Semana de 22.

Já a exposição coletiva tem obras que vão do início do Modernismo (1917) até o começo do abstracionismo com Antônio Bandeira, nos anos 1950. Entre os destaques estão desenhos de Di Cavalcanti, como “Carnaval” (c.1928/29), “Três figuras com tambores” (1935) e “Bordel” (c. 1938); Portinari, que se soma ao grupo com o guache “O espantalho” (1944) – tema que é retomado e atualizado pelo artista dois anos depois, em “Espantalho” (1946), em Paris, com maior influência, inclusive, das vanguardas da época; “Celebração cubista” (1922), de Antonio Gomide, deixa clara a formação e longa vivência europeias do pintor, que conheceu Picasso e começou sob a influência do cubismo. Também é raridade a “Paisagem antropofágica com bicho” (c. 1929), grafite sobre papel de Tarsila do Amaral.

Outra exceção à regra da exposição é uma obra de Diego Rivera, seu contemporâneo mexicano, com “Camponesa” (1940), uma quase-pintura. Antônio Bandeira encerra a exposição, sendo o único representante do abstracionismo com as pinturas “Montparnasse” (1956) e “Saint-Germain” (1956).


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