‘Rio Diversidade’ exalta universo LGBTQ no Sesc Avenida Paulista

Apresentado pela drag Magennta Dawning, espetáculo é composto por cinco solos de autores diferentes sobre gênero, intolerância e outros temas

Por: Redação
Até
22
de julho 2018
Domingo - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado
De quarta-feira a sábado, às 21h, e no domingo, às 18h.

Cinco importantes dramaturgos brasileiros contemporâneos – Jô Bilac, Marcia Zanelatto, Daniela Pereira de Carvalho, Joaquim Vicente e Helena Vieira – se reuniram para criar peças curtas sobre o respeito às minorias no espetáculo “Rio Diversidade”, que tem curta temporada no Sesc Avenida Paulista, no centro de São Paulo, entre 18 e 22 de julho. As sessões acontecem na sala Arte II, de quarta-feira a sábado, às 21h, e no domingo, às 18h. Os ingressos custam até R$30.

Foto da Drag queen Magenta Dawning
Peças curtas são apresentadas pela drag queen Magenta DawningElisa Mendes - divulgação
Atriz trans vestida de odalisca
"Rio Diversidade" é composta por cinco peças curtas sobre o universo LGBTQDivulgação
Atriz trans vestida de odalisca
"Rio Diversidade" é composta por cinco peças curtas que abordam diferentes temas do universo LGBTQDivulgação

Os solos que compõem a montagem discutem várias questões relacionadas ao universo LGBTQ e outras minorias, como gênero, intolerância, preconceito e gordofobia, com diferentes estéticas e tons – ora de forma engraçada, ora trágica, ora realista. Cada texto é a apresentado pela drag queen Magenta Dawning, personagem do ator e diretor Bruno Henríquez.

A primeira peça é “Genderless – Um Corpo Fora da Lei”, com direção de Guilherme Leme Garcia e texto de Marcia Zanelatto, inspirada na história real de Norrie May-Welby, a primeira pessoa do mundo a ser reconhecida como sem “gênero definido” depois de uma luta contra o Estado da Austrália em 2010. Com atuação da atriz Larissa Bracher, o monólogo parte desse fato para criar uma reflexão sobre os gêneros masculino e feminino e os conflitos entre as possíveis identidades sexuais e as estruturas sociais.

Atriz Larissa Bracher em
"Genderless" é inspirado na história real de Norrie May-WelbyElisa Mendes - divulgação
Atriz Larissa Bracher em
"Genderless" conta história a primeira pessoa do mundo a ser reconhecida pelo Estado como "sem gênero específico" Elisa Mendes - divulgação

Em “Como Deixar de Ser”, com texto de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Renato Carrera, uma mulher de meia-idade, interpretada por Cris Larin, está presa dentro de um “armário-sala” que herdou de sua mãe. Nesse lugar, que simboliza sua prisão interna, ela revela pensamentos e desejos íntimos e divide com o público o peso de não ter a coragem para assumir quem é verdadeiramente.

A novidade é “Ofelia – A Travesti Gorda”, com texto de Helena Vieira e direção de Rodrigo Abreu, que não foi apresentada nas temporadas anteriores do espetáculo. A peça-curta narra a história de Ofélia, uma travesti viciada em refrigerante. Encarnada por Magô Tonhon, a personagem gorda entra em conflito com as roupas que não são feitas para o seu tamanho, a imposição da magreza, a depressão e a vida sexual fora dos padrões estéticos.

Com direção de Cesar Auguto, “A Noite em Claro” revela o impacto que o autor Joaquim Vicente teve quando recebeu em sua casa um amigo e escritor famoso dizendo que passara a noite com um homem que possivelmente teria assassinado brutalmente o diretor Luiz Antonio Martinez Corrêa. O irmão de Zé Celso, fundador do Teat(r)o Oficina, foi morto a facadas e encontrado amarrado em seu apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, em dezembro de 1987. Esse crime de ódio é evocado em cena pelo ator Thadeu Matos.

Ator Thadeu Matos na peça
"Noite em Claro" relembra assassinato brutal de Luiz Antonio Martinez Corrêa
Ator Thadeu Matos na peça
"Noite em Claro" tem texto de Joaquim Vicente, direção de Cesar Augusto e atuação de Thadeu MatosDivulgação
Ator Thadeu Matos na peça
"Noite em Claro" relembra assassinato brutal de Luiz Antonio Martinez CorrêaDivulgação
Ator Thadeu Matos na peça
"Noite em Claro" tem texto de Joaquim Vicente, direção de Cesar Augusto e atuação de Thadeu MatosElisa Mendes - divulgação

O último solo é “Flor Carnívora”, com texto de Jô Bilac, direção de Ivan Sugahara e atuação de Gabriela Carneiro da Cunha. Por um mundo menos transgênico e mais trangênero, o monólogo alegórico se passa em uma sociedade vegetal em que a soja quer aplicar um golpe monocultural e se tornar a única plantação.

Atriz Gabriela Carneiro da Cunha na peça
"Flor Carnívora" se passa em sociedade vegetal alegórica, onde a plantação de soja quer dar um golpe monoculturalElisa Mendes - divulgação
Atriz Gabriela Carneiro da Cunha na peça
"Flor Carnívora" tem texto de Jô Bilac, Ivan Sugahara e atuação de Gabriela Carneiro da CunhaElisa Mendes - divulgação

Em uma sessão plenária, as demais plantas se insurgem em defesa da pluralidade. A flor carnívora defende o hermafroditismo das plantas, a indefinição de gênero e a intersexualidade, e protesta contra a colonização do homem, que quer catalogar e normatizar o que a natureza criou diverso.

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