Carnaval Sem Assédio

Carnaval Sem Assédio

Campanha #CarnavalSemAssédio acolhe 104 vítimas em SP

Os Anjos do Carnaval são voluntários treinados para acolher possíveis vítimas de assédio
Os Anjos do Carnaval são voluntários treinados para acolher possíveis vítimas de assédio - Catraca Livre

Em seu segundo ano, a força-tarefa dos Anjos do Carnaval, criada pela Catraca Livre, em parceria com a produtora Rua Livre e a Prefeitura de São Paulo, realizou 104 atendimentos e encaminhamentos para as Tendas de Acolhimento – compostas por técnicas capacitadas para atuar na orientação das vítimas – durante o período, além da distribuição de milhares de adesivos contra o assédio sexual. A ação fez parte da quinta edição da campanha #CarnavalSemAssédio.

A cada dia do Carnaval (de 22 a 25/2), e também no sábado de pré-Carnaval (15/2), a equipe, voluntária e treinada, foi responsável por acolher e orientar mulheres e LGBTs vítimas de assédio ou violência. No total, foram 52 voluntários na campanha deste ano. O #CarnavalSemAssédio também teve Anjos em Belo Horizonte, Salvador, Recife e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, no sábado, 15, ocorreram 50 abordagens da equipe e encaminhamento para as tendas; no dia 23, houve 27 atendimentos nas tendas sem encaminhamentos mais graves, apenas de orientação aos foliões; no dia 24, foram 17 atendimentos levados à tenda e intermediados pelos Anjos; e, no dia 25, foram 10 atendimentos. Também houve a distribuição de 101 pulseirinhas de identificação infantil.

No total, 52 pessoas se voluntariam na campanha deste ano
No total, 52 pessoas se voluntariam na campanha deste ano - Catraca Livre

A partir da parceria com a prefeitura, por meio das secretarias municipais de Direitos Humanos e Cidadania e Cultura, houve um total de 42.900 abordagens com aplicação das tatuagens e adesivos contra assédio sexual.

Segundo a prefeitura, entre os dias 15 de fevereiro e 1° de março, a equipe das demais Tendas de Acolhimento – formada por psicólogas, advogadas, assistentes sociais e voluntárias – realizou 18.950 atendimentos. Deste número, 400 foram atendimentos de vítimas de agressão, 270 de assédio, 115 de racismo, 332 de crianças desaparecidas e 115 casos de LGBTQfobia. Em 25% dos casos foram feitos registros de ocorrência policial.

Dos 332 casos de menores sem a companhia do responsável, 327 foram solucionados no próprio dia e 5 foram encaminhados aos cuidados do Conselho Tutelar. Outros atendimentos foram realizados para outros fins, como entrega de preservativos, pedidos de informação e atendimento a pessoas alcoolizadas.

Em outra frente de trabalho, nos quatro dias de carnaval, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, distribuiu 7.500 leques e 3.100 adesivos da campanha de sensibilização “#RacismoNão! Blackface Não!”.