Bela Gil sobre comer placenta: ‘o que vale é a escolha da mulher’

Por todo o mundo, em diferentes culturas, muitas mulheres encontram formas de guardar uma recordação de sua placenta. Umas usam o órgão como adubo para uma planta, outras fazem o quadro da “árvore da vida” através do “carimbo” da placenta, muitas ingerem um pedaço em forma de comida ou bebida, e tantas outras consomem a placenta em cápsulas ou tinturas como remédio natural. O que iguala essas mães é o laço afetivo que existe entre todas e o órgão, que nutriu seu bebê durante a gestação.

Recentemente, a apresentadora de TV e culinarista Bela Gil, compartilhou que ingeriu sua placenta, e causou um alvoroço na internet. Ontem, ela fez um post no Instagram explicando os motivos para a ingestão: “Gostaria que ao menos lessem para se informarem sobre essa prática antes de tirarem conclusões precipitadas. Não há estudos que comprovem seus benefícios, mas a placenta é rica em nutrientes e hormônios, pode diminuir o risco depressão pós parto e deve ser uma escolha da mulher consumi-la ou não. Mas o que vale aqui é o poder de escolha de cada mulher e a força que a informação pode dar a vida de cada uma delas”.

Entre os efeitos benéficos relatados por mulheres que já consumiram placenta está uma melhor recuperação pós-parto, menor sangramento, melhor reposição hormonal, chances reduzidas de sofrer depressão pós-parto ou os famosos “baby blues”, e melhora acentuada na produção de leite.

Segundo placentofagistas, a placenta é rica em nutrientes e hormônios como ferro, vitamina B12, prolactina, oxitocina, prostaglandinas e endorfinas. Por isso, tantos relatos se referem ao órgão como responsável benéfico no pós-parto.

O jornal o Estado de S. Paulo entrevistou o obstetra e gerente médico do Programa Parto Seguro à Mãe Paulistana, Alberto Guimarães, para falar sobre o tema. Ela também acredita que a escolha da ingestão deve ser de cada mulher e traz uma visão importante: “Temos que pensar em qual é a relevância de se aprofundar nesse tema quando nós temos uma realidade de nascimentos no Brasil que é calcada no bisturi? Talvez possamos pegar esse gancho de pensar na placenta, e pensar em tudo isso como um momento para discutir uma assistência de pré-natal, de garantir a alimentação, os cuidados durante a gravidez.”

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