Na África do Sul, meninas lutam contra proibição do black power

Por: Mayara Penina

Os últimos dias de agosto, a hastag #StopRacismatPretoriaGirlsHigh (algo como ‘parem o racismo na escola Pretória Girls’ em tradução livre) ganhou o mundo.

Isso porque meninas estão protestando desde que uma das estudantes foi suspensa por usar um black power. Tudo aconteceu na província de Gauteng, na África do Sul. Em uma escola só para meninas, as alunas alegaram que estavam sendo obrigadas a esconder seus cabelos black power.

A escola conta com um código de vestimenta, que especifica como os cabelos devem ser usados. Apesar de não falar diretamente que os cabelos das alunas devem ser alisados, o código explica que todo penteado deve ser conservador, e “estilos ou modas excêntricas não serão permitidos”.

A instituição Pretoria High School For Girls foi fundada em 1902 e durante o Apartheid, a escola era frequentada predominantemente por alunas brancas. As primeiras alunas negras foram aceitas apenas 1991.

Em agosto, uma petição online foi lançada, pedindo a atualização do código da escola para que não mais discrimine meninas muçulmanas e negras. E os protestos não pararam por aí: saíram em passeata com os seus cabelos afro orgulhosamente à mostra.

No momento, a escola e o governo estão conversando sobre o assunto e as alegações das alunas estão sendo investigadas. Enquanto não é possível saber, exatamente, o que tem acontecido no estabelecimento, a hashtag #StopRacismAtPretoriaGirlsHigh pode ser uma fonte de informações e imagens sobre os protestos das meninas.

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