Para antropólogo, paternidade é fundamental para construção de uma ‘nova masculinidade’

A recente notícia do estupro coletivo de uma menor de idade aqueceu o debate -urgente e necessário- sobre a cultura do estupro na sociedade brasileira, machismo e direitos da mulher. Nesse sentido, temas como educação, exemplo e família aproximam essa questão do universo da infância. Fica a pergunta: como podemos educar e criar crianças para que combatam e repudiem qualquer forma de violência contra a mulher e a cultura do estupro, e ao mesmo tempo, contribuam para a construção de uma sociedade mais igualitária?

Recente matéria publicada no jornal El País traz o ponto de vista do antropólogo especialista em gênero Ritxar Bacete sobre a questão, e ele é categórico ao afirmar que  uma “’Nova masculinidade” virá por meio de uma paternidade diferente’. Pai de uma menina de 4 anos, o antropólogo acredita que se pode construir uma masculinidade transformadora por meio da criança.

“As crianças são socializadas na violência, para não sentir empatia”

“É significativo que lhes seja ensinado que não devem brincar com bonecas”, reflete. O antropólogo acredita que o verdadeiro avanço dos homens para a igualdade acontecerá somente quando o discurso se transformar em uma postura real. “Não basta dizer que é um homem igualitário, tem que se comportar como um”, afirma. “E renunciar à violência”, acrescenta.

Em sua visão, a experiência da paternidade tem um importante papel na transformação dessa postura masculina.“A incorporação dos pais na criação tem efeitos positivos. Por exemplo, as meninas cada vez mais querem estudar carreiras tradicionalmente masculinizadas”, explica.

Com informações de El País.

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