Educador faz desabafo após testemunhar racismo entre crianças

Por: Camila Hungria

Embora muitos neguem sua existência, o racismo é uma realidade no Brasil, e impacta a vida de crianças e adultos diariamente. Recentemente, Titi, filha do casal global Bruno Gagliasso e Giovanna Ewback foi mencionada nos comentários da blogueira Day McCarthy: “A menina é preta. Tem o cabelo horrível de pico de palha. Tem o nariz de preto horrível”. O caso ganhou visibilidade e repercutiu nacionalmente. Titi é apenas uma entre milhares de crianças brasileiras que passam por esse tipo de situação. Muitas dessas situações, contudo, ao contrário do que houve com Titi, são naturalizadas e diminuídas.

As primeiras experiências de racismo são vividas ainda na infância.

Assim como Titi, Jamilly, uma menina de 8 anos, moradora da zona leste de São Paulo, também foi vítima de ataque racista. No caso dela, o ataque aconteceu por parte de outras crianças. Jamilly foi cercada por um grupo que, enquanto as crianças a chamavam de “fedida” e “cabelo duro”, cortavam seu cabelo dizendo que precisavam de bombril.

A situação foi relatada pelo educador Moises Patricio, em post na sua rede social. O post, que teve mais de 2500 compartilhamentos e 5 mil likes.

“Me comprometo fazer um lindo álbum fotográfico para Jamilly, para ela não esquecer do quanto ela é linda e potente, assim contrapondo nas minhas possibilidades esta doença que tenta tirar a todo custo a autoestima e a dignidade da criança negra no Brasil”, escreveu o educador Moises Patricio no post, seguido de uma hashtag #jamillevocêélinda.

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