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5 propagandas acusadas de racismo que empresas deveriam lembrar

Estas campanhas têm diversos elementos racistas que, se tivessem usado o bom-senso, jamais seriam divulgadas

Por: Jonas Carvalho
Campanha publicitária da Dove é acusada de racismo nas redes sociais

Como o racismo está em todos os lugares, o tempo todo, já era de se esperar que ele também estivesse no universo da propaganda, certo?

Apesar do discurso cada vez mais frequente de diversidade – que muitas marcas promovem apenas para conseguir aumentar sua fatia no mercado, e não por princípios – aparecem, com alguma frequência, comerciais que claramente não foram pensados sob a ótica de quem sofre o racismo.

Ou seja: são pessoas brancas, ou pessoas com pouco senso crítico racial, que pensam em comerciais sem cogitar a chance de que as peças demonstrem racismo, especialmente de forma velada.

Como estamos em busca de uma sociedade que consiga evoluir – e para isso, precisa superar a desigualdade racial sob todos os aspectos – listamos abaixo 5 maus-exemplos de peças publicitárias que, infelizmente, mostraram ideias racistas.

Marcas, nunca mais esqueçam destes e de outros casos:

Dove

É o exemplo mais recente, de apenas dois dias atrás, e que ilustra este texto. Em sua divisão britânica, a marca de cosméticos teve a brilhante ideia de mostrar uma modelo negra que se torna branca, tudo para fazer alusão à eficácia de seu sabonete.

A empresa tirou a propaganda do ar e pediu perdão pelo vacilo: “uma imagem que postamos recentemente no Facebook errou ao representar mulheres de cor. Nós nos arrependemos profundamente pela ofensa causada”, disse a companhia, após a avalanche de críticas que recebeu.

Leia mais aqui.

Detergente

A ideia inovadora de uma marca de detergentes da China foi gravar a seguinte cena:

  • Um homem negro flerta com uma chinesa, que está colocando roupas para lavar;
  • Ela coloca uma cápsula do detergente na boca dele e o “coloca” dentro da máquina;
  • O negro sai da máquina de lavar e, agora, ele é um chinês – e ela adora;

“Se você não entende o porquê disso (da propaganda) ser racista, parabéns, você é racista”, escreveu um internauta. A empresa não fez nenhum pedido de desculpas e o vídeo ainda está disponível no Youtube:

Luciano Huck

A Reserva, do apresentador global, achou que sairia do óbvio ao colocar manequins negros de cabeça para baixo na vitrine de uma loja no Rio de Janeiro.

“Branco neste país está tão acostumado a tratar negros de forma desprezível que acham que seus atos são inocentes”, escreveu uma pessoa, mostrando que a falta de noção também é um terreno fértil para o racismo.

A desculpa da marca foi dizer que “toda identidade visual da Reserva é preta e vermelha, sendo seus manequins na cor preta, há mais de nove anos” e que, em época de liquidação, coloca os manequins de cabeça para baixo mesmo.

Criança Esperança

A Globo foi acusada de usar crianças negras para falar sobre racismo em um vídeo do programa. Nas imagens, crianças leem frases racistas para uma atriz negra, sendo que boa parte das crianças também é negra.

“Me choca e revolta, fazer com que essas crianças negras que passaram e passarão por situações de racismo ao longo da vida, tenham suas emoções expostas em rede nacional, nesse “simulado”. Ficou claro pelas lágrimas, pausas e suspiros, que o cérebro delas, leu o experimento como uma experiência real. Elas foram expostas ao racismo e não sairão mais fortes por isso”, escreveu a jornalista Silvia Nascimento.

Veja o vídeo e reflita:

Versace

A grife italiana escolheu a modelo branca e loira Gigi Hadid para “interpretar” a mãe de crianças negras, ao lado de um marido também negro, e com todos eles “venerando-a”.

“Por favor, retirem esse anúncio da Versace, é constrangedor. O anúncio inteiro é focado na mãe de pele clara. Tanto as crianças como o pai olham para ela impressionados. As minorias são pouco representadas na indústria e, quando em comerciais, elas são quase SEMPRE retratadas na sombra de uma modelo de pele clara”, comentou uma pessoa.

Em julho de 2016, campanha da grife italiana foi acusada de racismo por escolher Gigi Hadid para “interpretar” a mãe de duas crianças negras
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