A Copa do Mundo começou e o Twitter virou palco de protestos LGBT

Por: Heloisa Aun Comunicar erro
Internautas publicaram fotos e textos em protesto contra leis anti-LGBT na Rússia

A Copa do Mundo mal começou e o Twitter já ficou todo colorido por bandeiras com arco-íris na manhã desta quinta-feira, 14. Como forma de celebração pelo início do mundial, os internautas estão usando a hashtag #RainbowCup para se manifestar pelos direitos da população LGBT na Rússia, país conhecido por suas leis homofóbicas.

“Infelizmente a #WorldCup vai ocorrer em um dos países mais homofóbicos do mundo, mas nós podemos nos manifestar em resistência através dessa tag e usando esse emoji do arco-íris. Vamos espalhar amor nesta copa“, escreveu um usuário da rede social.

Nesta quinta, um ativista de direitos da comunidade LGBT foi detido em Moscou após realizar um protesto em uma praça da capital russa. O britânico Peter Tatchell foi levado por agentes horas antes da abertura do mundial. Ele foi liberado sob fiança.

Veja as reações na rede social com a hashtag #RainbowCup, que entrou nos treding topics do Brasil:

https://twitter.com/_femmeN1ST/status/1007256293067968512

https://twitter.com/smozayra/status/1007279361446301698

Cartilha

Em meio às restrições na Rússia, o Itamaraty e o Ministério do Esporte pediram, em uma cartilha divulgada na quinta-feira, 7, que membros da comunidade LGBT que forem assistir aos jogos evitem demonstrar afeto de forma pública.

A recomendação está no Guia Consular do Torcedor Brasileiro e traz uma série de alertas para todos que viajarem ao país. O documento, entretanto, contém um aviso “especial” para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros não andarem de mãos dadas e não se beijarem em público.

“Não são comuns na Rússia manifestações intensas de afeto em público. Em particular, recomenda-se à comunidade LGBT evitar demonstrações homoafetivas em ambientes públicos, que podem ser consideradas ‘propagandas de relações sexuais não tradicionais feita a menores’ e enquadradas em lei [junho de 2016] que prevê deportação”, diz o documento.

A lei mencionada pelos órgãos do Governo Federal é uma sancionada em 2013 que proíbe manifestações públicas de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Embora a homossexualidade não seja considerada crime na Rússia, a postura da população referente aos membros dessa comunidade, é bastante hostil.

Grupo paramilitar

Dias antes do início da Copa, o jornal russo The New Times informou que um grupo paramilitar de cossacos vai patrulhar a cidade russa de Rostov para garantir que casais gays não troquem carícias em público durante o campeonato.

Segundo a reportagem, cerca de 300 membros do grupo vão ajudar a polícia do país a aplicar a lei contra a “propaganda homossexual” aos menores de idade. Dessa forma, querem proibir que casais gays se beijem, abracem ou andem de mãos dadas.

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