Desembargadora que difamou Marielle começou a defender MBL

Ela ainda pediu aos cidadãos que peguem em armas

Desembargadora Marília Castro Neves, que ofendeu Marielle, agora pede que os cidadãos “peguem em armas”
Desembargadora Marília Castro Neves, que ofendeu Marielle, agora pede que os cidadãos “peguem em armas” - reprodução/Facebook

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Marília Castro Neves, está envolvida em uma nova polêmica. Após difamar a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em março deste ano, ao divulgar uma fake news em que afirmava que Marielle “estava engajada com bandidos” e “não era apenas uma lutadora”, Marília agora sai em defesa do MBL – Movimento Brasil Livre.

MBL é defendido pela desembargadora de Justiça que atacou Marielle Franco
MBL é defendido pela desembargadora de Justiça que atacou Marielle Franco - reprodução/Facebook

Segundo informações da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, a desembargadora afirmou que “vivemos uma ditadura comunista”, ao fazer referência à decisão do Facebook de tirar do ar 196 páginas e 87 perfis falsos, que divulgam fake news na plataforma.

A magistrada acrescentou que “o empenho do governo na utilização das urnas eletrônicas, comprovadamente fraudáveis, é indício seguro de que o candidato do ‘sistema’ será o vencedor das eleições”.

E ainda concluiu: “É hora de parafrasearmos os franceses na Revolução de 1789: ÀS ARMAS, CIDADÃOS!!! FORMAI VOSSOS BATALHÕES!!!”.

FACEBOOK X MBL

Na luta contra a propagação de notícias falsas durante os meses que antecedem as eleições de outubro, o Facebook anunciou a exclusão de 196 páginas e 87 contas criadas para disseminar fake news na rede social. A rede, alvo da operação, foi associada ao Movimento Brasil Livre (MBL).

Em nota, a empresa comentou sobre a ação: “foi desmobilizada uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.