Ex-atriz global agredida pelo marido diz que ele fez mais vítimas

Cristiane Machado contou que desde a repercussão do caso foi contatada por outras três mulheres que relataram episódios de violência do ex-diplomata

Por: Redação
atriz globo agredida marido
Crédito: Reprodução/TVGloboCristiane Machado disse que recebeu o contato de outras três vítimas do ex-diplomata

A ex-atriz global Cristiane Machado, que recentemente denunciou publicamente ser vítima de violência doméstica praticada pelo seu então marido, o ex-diplomata Sergio Schiller Thompson-Flores, revelou que o mesmo já violentou outras mulheres.

De acordo com informações do jornal O Globo, Machado contou que desde a repercussão do caso no último domingo, 18, ela foi procurada por pelo menos três mulheres que mantiveram relacionamentos com Thompson-Flores e relataram episódios de agressão. Uma das vítimas chegou a prestar queixa, mas retirou a denúncia a pedidos do agressor.

O ex-diplomata está foragido após ter sua prisão preventiva decretada pela Justiça por tentativa de feminícidio contra Cristiane Machado. O advogado do ex-diplomata, Raphael Mattos, contesta as acusações da atriz e alega inocência de seu cliente. Ele declarou ainda que o acusado aguarda resposta de pedido de habeas-corpus para, em caso de indeferimento, se entregar às autoridades.

Entenda

ex-diplomata agride esposa
Crédito: Reprodução/TVGloboThompson-Flores aparece nas imagens agredindo sua então companheira, a atriz Cristiane Machado

No domingo, 18, o “Fantástico” da TV Globo, exibiu reportagem que mostra Cristiane Machado sendo violentamente agredida por Sergio Schiller Thompson-Flores. As imagens foram feitas através de câmeras escondidas no quarto do casal pela vítima. Nas cenas, é possível ver o agressor tentando enforcar a mulher com um fio de telefone. Para a defesa do acusado, as imagens foram editadas.

Machado e Thompson-Flores oficializaram união no ano passado. Não demorou muito e o primeiro episódio de agressão aconteceu, segundo depoimento da atriz. Em outra ocasião, além de bater na mulher, Schiller quebrou a casa e foi preso em flagrante, solto em seguida após pagar fiança. Na ocasião, a Justiça determinou que o mesmo não se aproximasse de sua esposa.

Segundo Mattos, que representa o ex-diplomata, Cristiane denunciou Thompson-Flores movida por interesses financeiros. Um contrato assinado pelo casal, homologado pela Justiça, prevê que a atriz, em caso de separação, receba R$ 400 mil. O valor tem um acréscimo de 200 salários mínimos se houver traição ou agressão. O advogado que representa a vítima, Sylvio Guerra, cobra R$ 605 mil por conta da separação.

A atriz contesta a tese do advogado de seu ex-marido, e diz que não consegue “entender que relação tem o contrato com uma tentativa de feminicídio, de uma agressão sem limites”.

Veja como denunciar a violência doméstica

No Brasil há um número específico para receber esse tipo de denúncia, 180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano e a ligação é gratuita. Há atendentes capacitados em questões de gênero, políticas públicas para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres.

O Conselho Nacional de Justiça do Brasil recomenda ainda que as mulheres que sofram algum tipo de violência procurem uma delegacia, de preferência as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher. Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.

A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e nos centros de referência de atendimento a mulheres.

Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor.

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