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Ex-ginasta denuncia Ângelo Assumpção por homofobia e tortura

Vinícius Augusto detalha a convivência com o Assumpção quando ainda eram atletas do Clube Pinheiros

Por: Redação

Nesta última quarta-feira, 27, mais uma denúncia de homofobia e tortura psicológica por Ângelo Assumpção veio à tona nas redes sociais. O ex-ginasta Vinícius Augusto decidiu falar em detalhes sobre a convivência entre os dois quando ainda treinavam no Esporte Clube Pinheiros – junto com vídeo de um dos momentos de bullying.

Ex-ginasta denuncia Ângelo Assumpção por homofobia e tortura
Crédito: Reprodução/Instagram @angelo_assumpcaoEx-ginasta denuncia Ângelo Assumpção por homofobia e tortura

Primeiramente, Gabriel Alves, de 17 anos e ainda atleta do Pinheiros, se manifestou sobre o assunto. Ângelo, por meio de nota, negou as acusações.

No entanto, foi justamente por ver o relato de Gabriel que Vinícius resolveu também falar sobre o assunto. Ele conta que eles tinham uma convivência muito boa em 2015 e 2016. As mudanças começaram acontecer quando os dois precisaram dividir um apartamento — e aí que ocorreram os episódios de tortura psicológica e homofobia, de acordo com Vinícius.

No vídeo, Vinícius sai do armário depois de ter sido preso por Ângelo, que abre a porta e dá um tapa de leve no ex-atleta e ainda o chama de “viado”.

“Que eu me lembre a pior foi a vez que por conta de uma ‘brincadeira’ que ele fazia comigo, eu tinha que fazer ‘favores’ para ele, como lavar e estender as roupas DELE, lavar a louça ELE e muitas outras coisas pessoais. Tudo isso porque ele me emprestou um fone de ouvido, e um lado do fone parou de funcionar”, escreveu Vinícius.

Por causa desses “favores”, Ângelo começou a fazer represálias a Vinícius, com várias ameaças de que o deixaria fora do quarto, de acordo com o ex-atleta. E isso chegou a acontecer, quando Vinícius não fez o que Ângelo queria, no caso, deixar de falar com seu melhor amigo. Se sentindo contrariado, Assumpção fechou o quarto e foi embora. Vinícius necessitou de ajuda de um amigo para ter onde dormir e se alimentar.

“Naquele momento eu estava no meu limite, esgotado de todas as coisas que já tinha passado calado, não tinha o que comer, sem minha carteirinha do clube não tinha como ir ao clube pra fazer as refeições, e sem cartão e dinheiro não tinha como comprar comida!”, contou Vinícius.

“Sobre o posicionamento dele, fica muito claro que muitas coisas ditas ali, não são verdade, como por exemplo “ter um bom relacionamento com os atletas”, isso fica bem claro que é mentira , quando você vê o número de ginastas que esteve ao seu lado quando tudo isso aconteceu!”, continuou Vinícius.

As acusações contra Ângelo Assumpção aparecem na mesma medida em que se volta falar sobre o episódio de racismo praticado pelo também ginasta Arthur Nory, em 2015, e que voltaram à imprensa quando Nory competiu nas Olimpíadas de Tóquio recentemente.

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