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‘Feminazi’? Polícia do Paraná erra feio em nome de operação

Após as críticas, o Departamento da Polícia Civil do Paraná publicou uma nota de retratação sobre o caso

Por: Redação

Uma operação da Polícia Civil do Paraná tem causado revolta entre usuários das redes sociais. Isso porque o nome dado à ação contra o tráfico de drogas relaciona o feminismo ao nazismo: “Feminazi”. A escolha foi justificada pelo fato de que a suposta líder da quadrilha é uma mulher.

A operação ocorreu no último sábado, dia 10, mas foi divulgada nesta segunda-feira, dia 12. De acordo com informações da polícia, foram presas 13 pessoas suspeitas de integrar a quadrilha no interior do Paraná. Entre os presos, estão três mulheres, sendo que uma delas é suspeita de liderar o grupo.

A operação 'Feminazi' recebeu críticas nas redes sociais
A operação ‘Feminazi’ recebeu críticas nas redes sociais

“O termo [feminazi] é popularmente usado por feministas radicais com ideias extremistas que tem como objetivo estar em uma situação de superioridade em relação aos homens”, diz o release publicado pela 8ª Subdivisão Policial de Paranavaí.

O texto publicado pela polícia recebeu inúmeras críticas no Twitter, principalmente pelo teor machista do uso da expressão. Confira as reações:

Depois da polêmica, o Departamento da Polícia Civil do Paraná publicou uma nota de retratação sobre o caso. Leia na íntegra:

O Departamento da Polícia Civil do Paraná informa que não teve nenhuma intenção de desrespeitar o movimento feminista – tão importante para a sociedade na constante luta pelos direito das mulheres.

A única intenção da Polícia Civil de Paranavaí, quando deflagrou a “Operação Feminazi”, foi prender e tirar das ruas traficantes e suspeitos de cometer uma série de roubos na região — jamais desrespeitar o movimento feminista. A instituição lamenta caso tenha causado algum tipo de transtorno.

A Direção da Polícia Civil expediu uma recomendação aos delegados para que redobrem a atenção no momento em que dão nome às operações para evitar qualquer tipo de transtorno.

Em respeito às entidades que lutam pelos direitos das mulheres, todos os textos referentes à operação serão modificados suprimindo o nome da ação policial.

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