Governo vai investigar alterações em edital de livros didáticos

Erros de digitação, impressão, anúncios publicitários e ausência de referências bibliográficas estavam entre as mudanças

Após idas e vindas no edital sobre os livros didáticos, o Ministério da Educação (MEC) divulgou que abrirá uma investigação para apurar o caso. Segundo o Estadão, há informações sobre um suposto boicote de funcionário ao atual ministro Ricardo Vélez Rodrigues. Outros também dizem ter sido apenas um equívoco do servidor que mandou o link do documento para o Diária Oficial.

Na tarde de ontem, 9, o Estadão divulgou uma reportagem falando que o novo governo realizou mudanças nas regras para a compra dos livros didáticos que seriam distribuídos as escolas públicas em 2020. As novas determinações tiravam a obrigatoriedade de conteúdos que retratassem a diversidade étnica, social e cultural do país e também permitia erros de revisão, impressão e a presença de anúncio publicitários. Além disso, a presença de referências bibliográficas não seria mais necessária no material.

MEC vai investigar as mudanças no edital dos livros didáticos.
Crédito: IstockMEC vai investigar as mudanças no edital dos livros didáticos.

Desdobramentos da polemica

O tema gerou grandes discussões, principalmente em relação a qualidade dos livros que seriam entregues aos alunos do ensino fundamental II (6º a 9º ano). E, no mesmo dia, o MEC revogou a alterações e atribuiu à gestão anterior as modificações do edital.

Em resposta, o ex-ministro da Educação,  Rossieli Soares, desmentiu a afirmação a Folha de S. Paulo e pontuou que a responsabilidade é do governo de Jair Bolsonaro. No entanto, segundo o jornal, uma analise breve dos editais foi feita e mostra que a publicação realizada pelo MEC em 28 de dezembro, ainda sobre o crivo de Soares, não continha as mudanças polemicas. Elas só aconteceram no documento liberado no dia 2 de janeiro.

“Todos os atos a partir do dia 1º de janeiro são de responsabilidade do novo governo.”, disse o ministro de Michel Temer à Folha.

O veículo também divulgou a nota de esclarecimento do atual ministro da Educação Ricardo Vélez, indicado para a pasta por Jair Bolsonaro. “O MEC reitera o compromisso com a educação de forma igualitária para toda a população brasileira e desmente qualquer informação de que o Governo Bolsonaro ou o ministro Ricardo Vélez decidiram retirar trechos que tratavam sobre correção de erros nas publicações, violência contra a mulher, publicidade e quilombolas de forma proposital”.

Compartilhe:

1 / 8
1
53s
Operação Lava Jato prende ex-presidente Michel Temer
Em mais uma etapa da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira, 21, o ex-presidente Michel …
2
02:53
Suzano e Nova Zelândia: os impactos da exposição excessiva
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse que o nome do atirador que matou 50 pessoas em uma mesquita em …
3
02:28
Posse de armas: Nova Zelândia dá exemplo de civilidade ao mundo
Após chocar o mundo nesta semana com o massacre de 50 pessoas em duas mesquitas de Christchurch, a Nova Zelândia …
4
03:10
Entenda o mistério por trás da boneca Momo
Ainda mais perturbador, o Desafio da Momo está de volta e desta vez a boneca aparece supostamente dentro de vídeos …
5
02:25
Bolsonaro apoia a construção de muro entre EUA e México
Em viagem diplomática a Washington, o presidente Jair Bolsonaro disse apoiar a construção do muro na fronteira entre EUA e México, …
6
01:42
A nova decisão do STF e o futuro da Lava Jato
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a partir de então os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção quando …
7
02:31
Atentado na Nova Zelândia: crimes transmitidos nas redes sociais
Mais um atentado terrorista chocou o mundo nesta sexta-feira, dia 15. Um atirador realizou ataques simuntâneos em duas mesquitas, deixando …
8
01:45
O lugar em que os atiradores de Suzano foram considerados heróis
Uma reportagem publicada nesta terça-feira, 14, pelo portal da Vice indica que os atiradores que invadiram a Escola Estadual Raul …